23 de maio de 2019
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

26/04/2019

LIÇÃO 4 – O ALTAR DO HOLOCAUSTO

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


INTRODUÇÃO

- O altar de sacrifícios tipifica a morte vicária de Cristo. 

- Na continuidade do estudo do tabernáculo, analisaremos o altar de sacrifícios, que é uma das duas peças que se encontram no pátio, ao lado da pia de cobre, que será estudada na próxima lição.

- O altar de sacrifícios é a primeira peça do tabernáculo que é vista por quem entra em seu interior. “...Observe que o altar do holocausto é a peça que está logo à porta do átrio. Estava ali como sendo a oportunidade primeira para quem quisesse adentrar às profundezas de Deus, teria que primeiro aceitar o sacrifício…” (MACHADO, Célio. Tabernáculo e sua tipologia).

1- O ALTAR DO HOLOCAUSTO:

- Ao se entrar no tabernáculo, encontrava-se este altar, que era de madeira de cetim, tendo cinco côvados de comprimento e cinco côvados de largura, ou seja, era um altar quadrado, tendo três côvados de altura (Ex.27:1), medidas que correspondem segundo a Nova Almeida Atualizada (NAA) a 2,10 metros de comprimento e largura e 1,30 m de altura.

- Embora fosse de madeira, o altar era revestido de cobre (ou bronze), metal que simboliza o juízo de Deus, pois ali eram feitos os sacrifícios, era pago o preço pelos pecados do povo.

- O fato de logo que se adentrava no pátio se tinha a visão do altar e se tinha de chegar a ele, necessariamente, é a demonstração de que não há como nos aproximarmos de Deus se, antes, não resolvermos a problemática do pecado. Não é por outro motivo que a mensagem do Evangelho é sempre um chamamento ao arrependimento (Mc.1:15; Lc.24:47; At.2:38; 3:19; 10:42,43; 13:38-41).

Quando alguém ouve a mensagem do Evangelho, precisa reconhecer-se pecador e pedir perdão dos seus pecados, crendo que Jesus morreu em seu lugar, derramou o Seu sangue e, por isso, temos agora possibilidade de ter pleno acesso a Deus e de iniciar uma nova vida, libertos do poder e da natureza do pecado.

- Por isso, não tem qualquer fundamento o que se tem visto nos últimos tempos com muito maior intensidade, qual seja, a pregação de um Evangelho que não fala em pecado, que não aborda esta problemática, que se esquiva de afirmar em alto e bom som que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Rm.3:23), necessitando, assim, de um Salvador.

- O apóstolo Paulo diz que pregava a “palavra da cruz” (I Co.1:18), que o tema da sua pregação era “Cristo crucificado”, que ele sabia que era escândalo para os judeus e loucura para os gregos (I Co.1:23). No entanto, não há verdadeira pregação do Evangelho se não for enfrentada a questão do pecado, pois para isto veio o Senhor Jesus, para tirar o pecado do mundo (Jo.1:29).

- Retirar a temática do pecado e não mostrar a necessidade que as pessoas têm de confessar ao Senhor Jesus com a boca e, no coração, que Deus O ressuscitou dos mortos (Rm.10:9), o que implica reconhecer que se é pecador e que Jesus morreu por nós, é simplesmente deixar de pregar o Evangelho, deixar de anunciar a salvação.

- Lembremos de que quando o rei Acaz mandou tirar o altar de sacrifícios do átrio do templo de Salomão, em pouco tempo depois, o próprio templo foi fechado, pois perdeu ele toda a sua utilidade, todo o seu objetivo, que era o de aproximar o homem de Deus e isto não se pode fazer sem que, antes, haja o perdão dos pecados (II Rs.16:14; II Cr.29:24). Igualmente inútil é a pregação que retira a questão do pecado e da morte vicária de Cristo de seu conteúdo.

- O altar de sacrifícios era relativamente grande e, segundo Luiz Mattos, “...a finalidade desse tamanho tão grande era caber os animais de grande porte como o boi e o motivo do revestimento de cobre era a resistência ao fogo, no sentido de proteger a madeira…” (A tipologia bíblica do tabernáculo, p.31).

- O tamanho do altar de sacrifícios possibilitava que todo e qualquer sacrifício fosse realizado e é sabido que, conforme a posição da pessoa, seja econômica, seja social, os sacrifícios eram diferenciados. Havia, portanto, da parte de Deus a disposição de perdoar todo e qualquer pecado, seja de quem quer que fosse e o altar já era posto logo na entrada do pátio para demonstrar essa acessibilidade, esta prontidão divina, pois, como diz o profeta Isaías, devemos buscar ao Senhor enquanto se pode achar, invocá-l’O enquanto está perto, deixando o ímpio o seu caminho e o homem maligno os seus pensamentos, convertendo-se ao Senhor, que Se compadecerá dele, pois o Senhor é grandioso em perdoar (Is.55:6-7).

- O tamanho do altar de sacrifícios revela a grandiosidade do amor de Deus, este amor “de tal maneira” que enviou o Seu Filho Jesus Cristo para morrer em nosso lugar (Jo.3:16). Não é à toa que se trata da maior peça do tabernáculo.

- Mas, ao mesmo tempo em que o altar de sacrifícios nos fala do amor de Deus pelo seu tamanho, também nos fala da justiça divina, por ser revestido de cobre (ou bronze). Daí também porque é chamado de “altar de cobre” ou “altar de bronze”.

- Este duplo revestimento revela, uma vez mais, a dupla natureza de Cristo. A madeira, de que é feito o altar, revela a humanidade do Senhor Jesus, enquanto que o cobre (ou bronze) do revestimento revela o juízo divino, pois, como já dito na citação de Luiz Mattos, o bronze se fazia necessário para a resistência ao fogo, pois neste altar eram efetuados sacrifícios e o fogo deveria arder ininterruptamente (Lv.6:13). O altar do holocausto também era o altar da substituição, pois nele o pecador era substituído pela oferta: “E porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação” (Lv 1.4). Foi na cruz, onde Cristo levou o nosso pecado (Gl 3.13; 1 Pd 2.24).

II – O SACRIFÍCIO DO HOLOCAUSTO PREFIGURA O DE CRISTO

Os sacrifícios realizados no sistema levítico no AT prefiguram o sacrifício de Cristo. A expressão “prefigurar” significa: “representar o que está por vir” (HOUAISS, 2001, p. 2284). 

Vejamos em que o holocausto aponta para a pessoa de Cristo Jesus:

O animal tinha que ser sem defeito (Lv 1.3,10)

O adorador deveria colocar a mão sobre o animal a ser sacrificado, gesto que simbolizava a transferência de algo para o sacrifício, no caso o pecado (Lv 1.4)

O pecador degolava o animal que morria em seu lugar (Lv 1.5,11)

O holocausto contemplava o rico e o pobre (Lv 1.3,10,14).

Embora os sacrifícios realizados no sistema levítico no AT prefigurem o sacrifício de Cristo, eles não era permanentes porque não podiam satisfazer completamente a justiça divina e a necessidade humana. Logo, o sacrifício de Cristo foi necessário e é superior ao holocausto.

Cristo se fez homem (Jo 9.11; 19.5; At 2.22; 1 Tm 2.5)

Cristo não teve pecado (Jo 8.46; Hb 4.15; 7.26; 1 Pd 2.22)

Os sofrimentos e a morte de Cristo foram vicários por todos os homens, pois Ele tomou o lugar dos pecadores, e que a culpa deles lhes foi “imputada” e a punição que mereciam foi transferida para Ele (Mt 20.28; Jo 11.50; Rm 5.6-8; 2 Co 5.14,15,21; Gl 2.20; 3.13; 1 Tm 2.6; Hb 9.28; 1 Pd 2.24). 

Cristo foi morto pelos nossos pecados (Rm 4.25; 1 Co 15.3; Gl 1.4)

O sacrifício de Cristo proporciona salvação a todos os homens indistintamente (Jo 3.16; Tt 2.11; 1 Jo 2.2).

Conclusão: O sacrifício tinha de ser agradável a Deus, ou seja, feito de acordo com a vontade do Senhor e uma das coisas que agrada a Deus é que o sacrifício fosse feito com fé, com confiança em Deus, com reconhecimento da soberania divina. Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb.11:6). Por isso, obedecer é melhor do que sacrificar (I Sm.15:22) e um sacrifício desacompanhado de fé nada significa para o Senhor.

- De igual maneira, hoje, nós que cremos em Cristo Jesus e, por isso, temos livre acesso a Deus, temos de nos chegar com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé (Hb.10:22).

- Mas o altar de sacrifícios é tão somente o início da jornada rumo à presença de Deus. O apóstolo afirma que o culto racional é necessário, mas é o primeiro passo para que possamos experimentar a vontade de Deus.



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