26 de junho de 2019
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

14/04/2019

LIÇÃO 2: OS ARTESÃOS DO TABERNÁCULO

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues, direto da Suíça


INTRODUÇÃO:

Na lição de hoje veremos que DEUS é Quem chama o homem para fazer a sua Obra. Deus chama pessoas especiais para realizar obras especiais. Estudaremos a respeito da importância de ser cheios do Espírito para realizar uma grande obra. E concluiremos com um chamado à consciência a respeito do uso do talento dado por Deus para a glória dEle. Ora, o Criador concedeu a Moisés instruções e capacitou pessoas para construir o Tabernáculo e executar obras especiais. Não é diferente hoje, pois Ele continua a capacitar os escolhidos para a sua obra e espera que a façamos

QUEM ESCOLHEU OS AUXILIARES DE MOISÉS FOI DEUS

31.3 E O ENCHI DO ESPÍRITO DE DEUS. Ser cheio do Espírito de Deus, aqui, refere-se à dotação e à capacitação pelo Espírito Santo, para serviço especial a Deus. É correto, segundo o novo concerto, orar para que o Espírito nos dê, tanto proficiência física, como dons espirituais, a fim de cumprirmos a vontade de Deus para as nossas vidas.

MOISÉS TEVE OUTROS AUXILIARES

Auxiliares de Moisés (Êx 18.25).

a) Miriã, sua irmã - b) Arão, seu irmão - c) Os 70 anciãos (Nm 11:16) - d) Jetro, seu sogro - e) Josué, seu sucessor.

I – HOMENS ESPECIAIS PARA SERVIÇOS ESPECIAS (Êx 31.1,2,6)

1. Bezalel e Aoliabe, chamados por Deus (Êx 31.2,6)

1.1. Para construir Deus chamou pessoas habilidosas (Bezalel e Aoliabe) (Êx 31.2,6)

. Bezalel (da tribo de Judá) (Êx 35.30)

. Aoliabe (da tribo de Dã)

1.2. Foram capacitados pelo Espírito de Deus

. Trabalharam em ouro, prata, bronze e madeira

1.3. Na igreja, o Espírito capacita os cristãos dando dons especiais (1Co 12.7)

2. A prerrogativa de Deus (Êx 31.1,2)

2.1. Deus chama a quem Ele quer para executar a obra (1Rs 19.16,19)

2.2. Deus distribui talentos a cada um conforme a capacidade de cada um (Mt 25.15)

2.3. Exemplos de pessoas que obedeceram a Deus

. Pedro exerceu seu ministério entre os judeus (Gl 2.8)

. Paulo exerceu seu ministério entre os gentios (Rm 11.13)

. Ao longo da história, Deus tem chamado pessoas para edificarem a Igreja de Cristo

2.4. Seja sensível à voz de Deus (Is 6.8; Lc 1.38)

3. A pluralidade do serviço cristão (Rm 12.4-8; 1Co 12.8-10,28)

3.1. Muitas são as necessidades da Igreja

. Ordem espiritual (At 6.1-4)

. Ordem material (At 6.1-4)

3.2. São manifestas na manutenção cristã entre os irmãos.

. Liderança espiritual (Ef 4.11)

. Musical (1Cr 25.6)

. Ação social (1Co 16.1)

3.3. Que você aplique o seu talento na obra de Deus (Mt 4.19)

II – CHEIOS DO ESPÍRITO, SABEDORIA, ENTENDIMENTO E CIÊNCIA (Êx 31.3-5)

1. Cheios do Espírito para realizar a obra (Êx 31.3)

1.1. Não há nada que possamos fazer na vida sem a direção e ação poderosa do Espírito Santo (Rm 8.26)

1.2. Para realizarmos uma obra espiritual precisamos estar capacitados pelo Espírito Santo

. Para lidar com o povo de Deus, também (At 6.3)

. Procure, sempre, estar cheio do Espírito Santo (Ef 5.18)

1.3. Tudo o que aprendemos devemos colocar a serviço do Rei Jesus

. Quando colocamos a serviço do Rei, a bênção se multiplica (Jo 6.9)

2. Habilidades especiais para obras especiais (Êx 31.4,5)

2.1. Há uma grande diversidade de dons para o serviço cristão (Rm 12.3-8; 1Co 12.4-6)

2.2. Habilidades especiais

. Muitos trabalhos, na igreja, requerem habilidades especiais (Jz 14.6)

. As habilidades naturais de uma pessoa podem ser potencializadas pelo Espírito Santo (Ef 5.18)

III – USANDO OS TALENTOS PARA A GLÓRIA DE DEUS

3.1 A escolha de Deus para a obra é soberana. É Deus que nos escolhe, nos chama, nos capacita e nos envia. Foi o Senhor quem elegeu, chamou, capacitou e enviou Bezalel e Aoliabe para todas as obras relacionadas ao Tabernáculo a fim de que fosse construído exatamente conforme o modelo que fora mostrado. Não está dentro das atribuições unicamente do homem selecionar, chamar, qualificar ou nomear. Tal é a sã doutrina que nos é sugerida pelas palavras do próprio Deus, pois os obreiros para esta construção foram: a) Divinamente escolhidos:“eu tenho posto” (Êx 31.2-a), b) Divinamente chamados:“eu tenho chamado” (Êx 31.6-a), c) Divinamente qualificados: “eu tenho dado” (Êx 31.6-b), e, d) Divinamente nomeados: “eu tenho ordenado” (Êx 31.6-c). Demais, ninguém podia presumir de se nomear a si próprio para esta obra; nem tampouco ninguém pode nomear-se a si próprio para a obra do ministério, pois tudo, é e deve ser, absolutamente da competência divina: “E subiu ao monte e chamou para si os que ele quis; e vieram a ele” (Mc 3.13).

3.2 Nossa capacidade na obra vem de Deus. A declaração de que Bezalel e Aoliabe receberam suas aptidões do “Espírito de Deus” prefigura os dons do Espírito que o Senhor concede a todos os crentes consagrados à obra do Senhor (Rm 12.4-8; 1Co 12.1-31; Ef 4.7-13). No caso dos artesãos do tabernáculo não foi diferente: “e o enchi do Espírito de Deus, de sabedoria, e de entendimento, e de ciência em todo artifício” (Êx 31.3). Devemos nos lembrar sempre que nossa capacidade vem do Senhor: “não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus” (2Co 3.5). Todos nascemos com diferentes aptidões dadas por Deus e, quando nos convertemos, recebemos diferentes dons do Espírito Santo que devem ser usados para o bem da igreja e para a glória do Senhor. Paulo nos diz ainda: “O qual nos fez também capazes de ser ministros [...]” (2Co 3.6-a).

3.3 Deus capacita de maneira especial para a obra quem Ele chama. Deus chamou Moisés e nomeou Bezalel e Aoliabe para dirigir a obra da construção do Tabernáculo, pois sem líderes a obra não avançaria, e o Senhor também chamou artífices voluntários para auxiliá-los (Êx 31.6; 35.10). Bezalel e Aoliabe foram capacitados para fazer os móveis do tabernáculo: “Assim, trabalharam Bezalel, e Aoliabe, e todo homem hábil a quem o SENHOR dera habilidade e inteligência [...]” (Êx 36.1). Todos os homens são chamados para serem salvos, mas, nem todos os salvos são chamados para serem líderes. Por isso, o apóstolo Paulo disse: “Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.13). Uma vez escolhidos e chamados, seremos agora capacitados por Deus. Devemos lembrar das palavras de João Batista: “O homem não pode receber coisa alguma, se lhe não for dada do céu” (Jo 3.27).

3.4 Deus capacita aqueles que são obedientes e submissos na sua obra. O Senhor chamou Moisés diretamente pelo nome (Êx 3.1-10), mas Bezalel e Aoliabe foram chamados indiretamente, ou seja, através de Moisés. Embora Deus escolhesse por nome a Bezalel e Aoliabe (Êx 31.2-a, 6-a), logicamente coube a Moisés nomeá-los e apresentá-los (Êx 35.30; 36.2). Não há nenhuma passagem mostrando Deus falando diretamente com eles como fez com seu líder. É inspirador ser chamado por nome direta ou indiretamente por Deus, mas também é importante ser nomeado por quem Deus autoriza a escolher obreiros (BEACON, 2010, p. 222 ). Bezalel, Aoliabe e os outros auxiliares tiveram o privilégio de participar destas obras e foram fiéis, submissos e obedientes em seguir as orientações divinas dadas ao seu líder: “Fez Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, tudo quanto o Senhor ordenara a Moisés” (Êx 38.22).

3.5 Deus capacita aqueles que estão dispostos a glorificar ao Senhor e não a si mesmo. Apesar das grandes importantes contribuições, Bezalel e Aoliabe são praticamente esquecidos depois do tabernáculo concluído. Tem gente que seu nome aparece, mas a sua obra não, e tem gente que o seu nome não aparece, mas a sua obra se eterniza: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória [...]” (Sl 115.1). O apóstolo Pedro também entendeu assim: “A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno” (2Pd 3.18). Paulo também compreendeu desta forma: “Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém!” (Rm 11.36). João na ilha corrobora com esta visão: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas [...]” (Ap. 4.11).

Conclusão: Se você tem um dom, use-o. É por isso que a lista de dons é incompleta – de fato, nenhuma lista de dons feita por Paulo é exaustiva [...]. Embora a passagem diante de nós dê algumas explicações com no máximo uma frase sobre como esses dons devem ser usados, o propósito primário de Paulo é motivação, não instrução.

Cultive a disposição de compartilhar com os outros. Os dons são manifestos quando as pessoas têm a expectativa de ouvir um recado de DEUS, quer através das Escrituras, dos cânticos ou de um sussurro suave. Ensine-as a ouvir a voz de DEUS. Ofereça aplicações práticas com exemplos pessoais e da vida de outras pessoas. Quando os dirigentes determinam um horário para compartilhar os dons, eles mesmos devem ter uma bênção para contar. Não deixe que ninguém diga, depois de longo período de silêncio: ̳Ninguém ouviu um recado de DEUS‘. Pelo contrário, devemos dizer: ̳Permaneçamos na presença do DEUS que nos inspira reverência, e, se alguém tiver uma bênção para contar, fale‘. Chegue, então, a um término positivo, contando aos demais as impressões de DEUS sobre você. Como líder, esteja disposto a compartilhar. Seja um exemplo de semelhante expectativa.(HORTON, M. Horton (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.492).



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