23 de março de 2019
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

09/03/2019

LIÇÃO 10 – PODER DO ALTO CONTRA AS HOSTES DA MALDADE

Comentário da Lição Bíblica para o fim de semana com o pastor Jairo Teixeira Rodrigues


INTRODUÇÃO

- Na sequência do estudo sobre a batalha espiritual, abordaremos a questão da plenitude do Espírito Santo. A batalha espiritual na evangelização. O porque necessitamos de poder. E os resultados de uma vida na plenitude do Espírito Santo. A plenitude do Espírito Santo é indispensável para a eficácia na batalha espiritual.

I – A BATALHA ESPIRITUAL NA EVANGELIZAÇÃO

- Prosseguindo o estudo sobre a batalha espiritual, veremos um dos principais lances em que ela se desenvolve, qual seja, a evangelização.

- O Pacto de Lausanne, em 1974, ao tratar da batalha espiritual, por ser um documento que cuidava sobretudo da evangelização, bem contextualizou esta realidade do mundo espiritual na evangelização. Assim, afirmou que “...Cremos que estamos empenhados num permanente conflito espiritual com os principados e potestades do mal, que querem destruir a igreja e frustrar sua tarefa de evangelização mundial. Sabemos da necessidade de nos revestirmos da armadura de Deus e combater esta batalha com as armas espirituais da verdade e da oração....” (item 18).

- O Manifesto de Manila, quinze anos depois do Pacto de Lausanne, repete esta constatação, “in verbis”: “...Toda evangelização envolve uma batalha espiritual com os principados e potestades do mal, sobre os quais somente as armas espirituais podem prevalecer, especialmente a Palavra e o Espírito de oração. Portanto, temos um chamado a todos os crentes para que sejam diligentes em suas orações, tanto pela renovação da Igreja como pela evangelização do mundo....” (item 5).

- Por fim, o Compromisso da Cidade do Cabo, de 2010, retoma esta mesma ideia, afirmando: “...Reconhecemos tal luta contra o mal como uma dimensão da guerra espiritual, que só pode ser travada através da vitória da cruz e da ressurreição, no poder do Espírito Santo, e em constante oração....” (item 7D).

- A batalha espiritual torna-se muito mais renhida quando a Igreja inicia a sua tarefa de evangelização. Foi ela constituída pelo Senhor Jesus para evangelizar, é esta a sua razão de ser. Na tarde do domingo da ressurreição, Cristo foi bem claro ao dizer aos discípulos: ...assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós” (Jo.20:21b).

- Antes de ascender aos céus, o Senhor, conforme nos dão conta os três evangelhos sinóticos e o livro de Atos, fez questão de ressaltar que a razão de ser da Igreja era a pregação do Evangelho a toda criatura, o anúncio da salvação (Mt.28:19,20; Mc.16:15; Lc.24:45-48; At.1:8).

- A igreja, portanto, foi constituída para pregar o Evangelho, para levar à humanidade “a luz do evangelho de Cristo” (II Co.4:4) e, naturalmente, nesta sua tarefa, a Igreja iria incomodar o mundo, este sistema organizado e dirigido por Satanás, pois o mundo está no maligno, é fruto do sucesso da tentação sobre o primeiro casal, que instaurou a inimizade entre Deus e a humanidade.

- Jesus viria precisamente para restabelecer a comunhão entre Deus e os homens. Ele é a semente da mulher que poria inimizade entre o diabo e a sua semente (que é o mundo, composto pelos pecadores, chamados, por isso mesmo, de filhos do diabo – I Jo.3:8) e a mulher e a sua semente (que é a humanidade redimida por Cristo, o primogênito entre muitos irmãos – Rm.8:29 , por isso mesmo chamados de filhos de Deus – Rm.8:14, I Jo.3:9).

- Não é por outro motivo que as Escrituras dizem que Jesus veio “desfazer as obras do diabo” (I Jo.3:8) e o diabo, sabedor disto, assim que pôde identificar o plano de Deus para a salvação, a ele revelado no Éden (foi a ele que o Senhor Se dirigiu ao anunciar o “protoevangelho” – Gn.3:14,15), iniciou sua oposição (por isso é chamado de Satanás, ou seja, o adversário), buscando, com todas as suas forças, impedir que a semente da mulher viesse a nascer e, assim, concretizar a obra que representaria a perda do “império da morte” que estava nas mãos do diabo (Hb.2:14).

- A história sagrada é a narrativa do plano de Deus para a salvação da humanidade e, quando a lemos nas Sagradas Escrituras, notamos a insistente, pertinaz e incessante oposição do inimigo no sentido de tentar minar o plano divino, aquilo que a ideóloga do sabatismo, Ellen Gould White, denominou de “grande conflito”.

- No entanto, ao contrário do que diz esta autora, não se trata de um “conflito” de igual para igual, com dois seres de igual força se digladiando, mas de uma oposição persistente, mas de nível inferior a Deus, já que se trata da oposição de criaturas angelicais que se rebelaram contra o Senhor e que, portanto, não têm a mínima condição de vencer, pois Deus é Todo-Poderoso, Criador dos céus e da terra, O Senhor de tudo (Sl.24:1).

- Assim, nas páginas sagradas, vemos sempre o inimigo tentando, de todas as formas, inviabilizar o plano divino, mas sendo, a cada momento, derrotado, apesar de aparentes vantagens, vantagens estas que jamais puderam desfazer o planejamento da salvação, tanto que, no seu devido tempo, Cristo nasceu de mulher para cumprir a Sua missão (Gl.4:4).

- Quando o Senhor Jesus Se faz homem, o inimigo começou, então, a tentar impedir que cumprisse Ele a Sua missão. De pronto, usa Herodes para tentar matar todas as crianças de dois anos para baixo nascidas em Belém e, quando Cristo inicia o Seu ministério, convoca suas hostes para fazer imensa oposição ao trabalho do Mestre, como podemos ver pela intensa atividade demoníaca registrada nos evangelhos.

- Para iniciar o Seu ministério, Cristo teve de ser cheio do Espírito Santo (Lc.4:1), o que ocorreu quando de Seu batismo por João Batista. Jesus não tinha pecado e, por isso, tecnicamente não deveria ser batizado, como o próprio profeta João reconheceu, ele que era cheio do Espírito Santo desde o ventre de sua mãe.

- No entanto, Jesus disse a João que deveria ser batizado, pois Ele haveria de assumir o lugar dos pecadores e, assim, “para cumprir toda a justiça” (Mt.3:15), desde o início do ministério deveria tomar a “forma de servo” (Fp.2:7).

- Assumindo a forma de servo, o Senhor Jesus necessitava ser cheio do Espírito Santo para poder iniciar a pregação do Evangelho, para poder anunciar o reino de Deus. De igual maneira, nós, para podermos fazer o trabalho de evangelização, precisamos ser, também, cheios do Espírito Santo, ter o “revestimento de poder”, já que, quando cremos em Cristo, já recebemos o Espírito em nosso ser (Jo.7:38,39; 14:16,17).

- Devidamente cheio do Espírito Santo, o Senhor, então, pôde ser conduzido ao deserto para ser tentado pelo diabo (Mt.4:1; Mc.1:12,13; Lc.4:1). Assim como Israel teve de peregrinar no deserto para só então entrar na Terra Prometida, Cristo e, posteriormente, a Igreja, que é o Seu corpo, tem de frequentar o deserto, que nada mais é que símbolo deste mundo, mundo que não tem vida, para, só, então, poder adentrar as mansões celestiais.

- Foi por isso que o Senhor, antes de ascender aos céus, mandou que os discípulos ficassem em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder (Lc.24:49; At.1:4), porque eles precisavam receber virtude, poder de Deus, para poder iniciar o trabalho da evangelização para o qual haviam sido comissionados.

- Para pregar o Evangelho, faz-se mister que se receba “poder do alto”, que se receba o poder de Deus, até porque o Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm.1:16). Como podemos pregar o poder de Deus, apresentar este poder se não o tivermos? Como se pode dar algo que não se tem?

- Jesus tinha de ter a plenitude do Espírito Santo em Sua vida para poder iniciar a pregação do Evangelho, porque Seu trabalho era desfazer as obras do diabo e, evidentemente, o inimigo e suas hostes se mobilizariam para impedir a evangelização, para tentar preservar os seus domínios, para impedir que as pessoas saíssem das trevas para a luz.

- Marcos, que trata Jesus como o Servo de Deus, em seu evangelho, logo apresenta, no início do trabalho de pregação do Evangelho, a manifestação demoníaca. Após dizer que Jesus começou a pregar o Evangelho do reino de Deus, mostra que Ele escolheu os primeiros discípulos e já teve de se digladiar com um demônio na sinagoga de Cafarnaum (Mc.1:23-27).

- Notemos que, neste episódio, o demônio diz que Jesus veio destruí-los e passou a dizer que Cristo era “o Santo de Deus”. Jesus mandou que ele se calasse e saísse daquele homem, tendo havido, então, a libertação e o povo se admirado da doutrina do Senhor e da autoridade que tinha sobre os espíritos imundos.

- Percebemos, neste episódio, o que significa a evangelização: uma investida contra o mundo, contra o sistema organizado dominado por Satanás, uma tentativa de libertação daqueles que estão oprimidos pelas hostes espirituais da maldade, ou seja, a destruição do império da morte. É evidente que, ante esta ação, o reino das trevas irá reagir com todas as suas forças e, por isso mesmo, precisamos estar “revestidos de poder”, pois somos mais fracos que os exércitos satânicos, já que seres humanos são inferiores aos anjos (Sl.8:5).

- Por isso, quando o Senhor Jesus resolveu fazer um “estágio” com Seus discípulos, treinando-os para a tarefa que deveriam assumir depois de Sua ascensão, antes de mais nada, deu-lhes poder, transferiu- lhe o poder para que pudessem curar enfermos e expulsar demônios (Mt.10:1; Lc.10:1,17).

- Não há como enfrentar as hostes espirituais da maldade se não recebermos o poder de Deus. É indispensável que tenhamos este poder, sem o que não se poderá ter êxito na batalha espiritual.

Escrituras não registram mais sobre Simão, o mago. Este, confrontado por Pedro, que já prenuncia a difícil restauração espiritual daquele homem, apenas pediu que orassem por ele para que nada do que eles haviam dito viessem sobre ele.

- A tradição cristã, repetida pela história eclesiástica, porém, dá conta de que Simão, o mago não se arrependeu, mas uma vez mais se arrogou a condição de “grande personagem”, voltando a praticar rituais mágicos, tendo inclusive declarado ser um deus e ido até Roma, onde, inclusive, granjeou seguidores, tendo sido adorado como um deus. Eusébio de Cesareia, em sua História Eclesiástica, narra este episódio e diz, com todas as letras, ter sido Simão, o mago, sido chamado pelo pai da Igreja, Justino, de “agente do demônio”. Temos aqui um exemplo claro daquilo que Nosso Senhor e Salvador alertou a respeito daqueles que, uma vez tendo sido possuídos por demônios, descuidam da vida espiritual e se esvaziam de Deus: sua casa varrida e adornada é, então, ocupada por sete outros espíritos malignos piores do que o primeiro e seu último estado é pior do que da época da incredulidade (Mt.12:43-45; Lc.11:24-26).

OBS: Eis o relato de Eusébio de Cesareia a respeito de Simão, o mago: “...Quando a fé do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo difundiu-se entre todos os homens, o inimigo da salvação engendrou um estratagema para conquistar para si a cidade imperial e levou até ali Simão, a quem mencionamos antes. Com a ajuda de artifícios insidiosos, ele agregou a si muitos dos habitantes de Roma, no intuito de enganá-los. Isso é atestado por Justino, um de nossos notáveis escritores, não muito depois dos tempos dos apóstolos, a respeito de quem tratarei o que é necessário no devido lugar. O leitor pode ver por si na primeira apologia de nossa religião dirigida a Antonino, onde assim escreve: ‘Após a ascensão de nosso Senhor ao céu, certos homens foram subornados por demônios como seus agentes e diziam serem deuses. Esses foram não somente tolerados, sem perseguição, como até considerados dignos de honra entre nós. Um deles foi Simão, certo samaritano da vila chamada Gitão. Este, no reinado de Cláudio César, ao realizar vários rituais mágicos pela operação de demônios, foi considerado deus em vossa cidade imperial de Roma e foi por vós honrado como um deus, com uma estátua entre as duas pontes no rio Tibre (numa ilha), tendo a subscrição em latim: Simoni Deo Sancto, ou seja, A Simão, o Santo Deus; e quase todos os samaritanos, também uns poucos de outras nações, o cultuam, como o Deus Supremo....” (CESAREIA, Eusébio de. História eclesiástica. Trad, de Lucy Iamakami. Rio de Janeiro: CPAD, liv.2, cap. XIII, p.60).

- O revestimento de poder tornou-se necessário para a igreja em Samaria a fim de que ela continuasse e prosseguisse a evangelização efetuada por Filipe que, logo depois disto, seria retirado dali, em mais uma demonstração bíblica da necessidade de poder do alto para que sejamos vitoriosos contra as hostes espirituais da maldade na batalha espiritual. E isto efetivamente ocorreu, pois, o texto sagrado diz que “as igrejas em toda a Judeia, Galileia e Samaria tinham paz, e eram edificadas, e se multiplicavam andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo” (At.9:31).

- O batismo com o Espírito é “poder do alto para ser testemunha”, como bem definiu o pastor Samuel Nyström no já aludido hino da Harpa Cristã. Se há aqueles que negligenciam, como disse este poeta sacro, há outros que têm buscado este dom dos céus. O próprio Nyström diz: “...Mas, glória a Deus! Há outros que acordaram e cheios de poder pentecostal, vão despertar os crentes ociosos, p’ra acharem este dom celestial” (terceira estrofe do hino 167 da Harpa Cristã).

- E, graças a estes que, despertados, despertam outros para buscar o revestimento de poder é que: “...No nome de Jesus nós proclamamos a salvação p’ra todo o pecador, e este nome cura os enfermos, que buscam n’Ele aliviar a dor; e os demônios serão expulsos, porque Jesus poder nos prometeu e já um povo está se preparando p’ra encontrar Jesus, o Rei do céu” (quarta estrofe do hino 167 da Harpa Cristã). Tem sido esta a realidade de nossa igreja local? Pensemos nisto!

II- PORQUE NECESSITAMOS DE PODER

-Para que o evangelismo prevaleça. O diabo se opõe frontalmente a sublime tarefa da evangelização dos povos que Jesus confiou a igreja (Mc 4.15; At 13.8-10; 1Ts 2.18). Ele cegou o entendimento dos incrédulos “[...] para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo [...]” (2Co 4.4). Logo, para levarmos adiante a evangelização dos povos devemos estar revestidos de poder a fim de prevalecermos contra as trevas (Lc 24.49; At 1.8). Em Éfeso, havia doze discípulos que não eram batizados com o Espírito Santo, quando Paulo tomou ciência disto, orou por eles e logo foram revestidos de poder (At 19.1-7). Após este acontecimento, Paulo na unção do Espírito Santo (At 19.11,12), começou a pregar nesta cidade e o impacto do evangelismo foi tão grande que agitou a cidade, provocando muitas conversões até mesmo de feiticeiros (At 19.18); e, “assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia” (At 19.19). Por onde andava, Paulo sabia que o diabo erguia suas fortalezas na vida das pessoas a fim de que não fossem salvas, no entanto, ele sabia que Deus nos disponibilizou armas espirituais para destruição destas fortalezas (2Co 10.4).

-Para que possamos prevalecer contra os demônios. O cristão jamais poderá prevalecer contra o poder de Satanás e dos demônios sem o poder de Deus. Sabedor disto, Jesus delegou aos apóstolos poder para expulsar os demônios: “E, chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem” (Mt 10.1). Veja também (Mc 6.7; Lc 9.1). Na ocasião em que o Mestre ordenou que outros setenta discípulos fossem expulsar os demônios, também lhes conferiu poder (Lc 10.19). Sobre a necessidade do poder para vencer os ataques demoníacos, Paulo exortou aos cristãos de Éfeso dizendo: “[...] fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder (Ef 6.10,11). Sobre esta afirmação paulina, Beacon (2008, p. 194) diz que: “no conflito com os poderes demoníacos, os cristãos têm de utilizar, de forma imediata e contínua, o poder de Cristo para terem vitória”.

-Para que possamos vencer a si mesmos. Além de ataques externos, cada crente também enfrenta ataques internos, na sua “natureza pecaminosa”, também chamada de “carne”, no grego “sarx”. Nas Sagradas Escrituras, o termo é usado tanto para descrever a natureza humana, como para qualificar o princípio que está sempre disposto a opor-se ao Espírito. Tal propensão para as práticas pecaminosas herdamos de Adão, que quando transgrediu afetou toda a raça humana (Gn 4.7; 8.21; Sl 51.5; Rm 7.18). É importante dizer que fomos salvos da condenação e do poder do pecado, mas não ainda da presença do pecado (Cl 3.5). No campo do nosso interior ainda se trava uma guerra, um conflito permanente entre a carne e o Espírito. Eles são opostos entre si. Paulo tratou da guerra interior que existe em cada cristão com as suas duas naturezas (Rm 7.22.23; Gl 5.17). Logo, o poder da carne só poderá ser detido pelo poder do Espírito (Rm 8.1-6; Gl 5.16,17). “O homem natural não tem poder para combater o pecado, porque o pecado reside no seu interior. Somente pela sua transformação através da obra regeneradora do Espírito Santo é que ele se torna ‘homem espiritual’. O espírito interior do homem se torna acessível ao Espírito Santo e recebe dEle o fortalecimento espiritual necessário (Rm 7.14,15; 1Co 2.14,15; Gl 5.17,26)” (CABRAL, 1999, p. 38).

III- CHEIO DE PODER PARA VENCER AS HOSTES DA MALDADE

Enquanto estivermos no mundo não teremos trégua na luta contra Satanás e os demônios. Como a batalha é contínua nossa capacitação para vencer também deve ser contínua. Precisamos diariamente do poder do Espírito Santo para prevalecermos as hostes da maldade. Em Efésios 5.18 o apóstolo Paulo diz que devemos nos encher do Espírito Santo. Tal palavra nos mostra pelo menos quatro verdades práticas. Vejamos:

-Ser cheio do Espírito Santo é uma ordem. Encher-se do Espírito é um mandamento: “[...] enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18). É a vontade de Deus que vivamos sob o poder do Espírito Santo. Portanto, não buscar a plenitude do Espírito é desobedecer a ordem divina.

-Ser cheio do Espírito é uma necessidade de todos. A plenitude do Espírito é abrangente a todo crente. A plenitude do Espírito não é um privilégio para alguns, mas, uma possibilidade para todo aquele que foi regenerado. Este mandato foi dado a toda Igreja e não a indivíduos em particular: “E todos foram cheios do Espírito Santo” (At 2.4-a).

-Ser cheio do Espírito é uma parceria. O ser cheio do Espírito Santo não depende exclusivamente de nós, pois não é obra humana, é uma operação divina no homem (At 19.1-6; Ef 3.19). No entanto, a vida de obediência e sujeição do crente é a condição para o recebimento da plenitude do Espírito (At 5.32).

-Ser cheio do Espírito é um ato contínuo. Não descreve uma ação única, e sim contínua, porque a plenitude do Espírito é vivida constantemente, não é uma experiência para uma única vez, mas, precisa ser sempre renovada (At 2.4; 4.31; 13.52). Não devemos viver uma vida espiritual conformada e rotineira, e sim, anelar sempre por novas experiências concedidas pelo Espírito Santo (Rm 12.2; 1 Ts 1.5).

CONCLUSÃO:

Devemos ter sempre em mente que o batismo no Espírito não é uma experiência climática. Assim como o próprio Pentecostes foi apenas o começo da colheita, tendo trazido homens e mulheres a uma comunhão de adoração, ensino e serviço, assim também o batismo no Espírito Santo é apenas uma porta para uma relação crescente entre Ele mesmo e os crentes. Essa relação leva a uma vida de serviço, onde os dons do Espírito proveem poder e sabedoria para a divulgação do Evangelho e o crescimento da Igreja, como evidenciado pela sua rápida propagação em muitas áreas do mundo atual. Novos preenchimentos e orientações relativas ao serviço devem ser esperadas conforme surgirem novas necessidades, e conforme Deus, em sua vontade soberana, cumprir o seu plano" (MENZIES, William W; HOR-TON, Stanley M. Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos da Nossa Fé. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.106).



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