23 de março de 2019
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

04/01/2019

Lição 1: BATALHA ESPIRITUAL – A REALIDADE NÃO PODE SER SUBESTIMADA

Comentário da Lição Bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


Texto Áureo: Mt. 26.41 – Leitura Bíblica: I Pe. 5.5-9

Introdução: Neste trimestre estudaremos a respeito do conceito bíblico de Batalha Espiritual. Esse é um tema que encontra respaldo escriturístico, mas que precisa ser avaliado à luz dos princípios hermenêuticos, a fim de evitar excessos bastante comuns ao tratar sobre o assunto. Hoje analisaremos o texto de I Pe. 5.5-9, ressaltando a realidade da luta diante da qual nos encontramos, que não poderá ser subestimada, sob o risco de perdemos nossa alma. A Batalha Espiritual consiste na luta contínua da Igreja contra o reino das trevas, porém a Igreja de Cristo já está predestinada á vitória, cabe eu e voçê lutar pra fazer parte desta igreja vitoriosa (Mt 16:18). 

1 Pedro 5.5-9

V, 5- Semelhantemente vós, jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros e revesti- vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.

V, 6- Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que, a seu tempo, vos exalte,

V, 7- lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.

V, 8- Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;

V, 9- ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo.

I – BATALHA ESPIRITUAL

- É muito comum ouvirmos no meio evangélico o termo “Batalha Espiritual”; houve uma época na qual o tema virou “modismo”, soldados levantaram-se aos milhares e manuais de guerra foram escritos às centenas, detalhando ações, ensinando estratégias. A guerra foi travada, mas, poucos resultados positivos foram colhidos. Qual o motivo para tantos fracassos? Porque em alguns lugares funcionou e em outros não? Um dos pontos importantes, geradores de fracassos é menosprezar o inimigo ou não conhecê-lo o suficiente. A Bíblia deixa claro, que o diabo é extremamente sagaz e poderoso, tem em suas mãos poder para fazer grandes feitos e conhece profundamente o ser humano. Ele conhece todas as chamadas estratégias de guerra e está devidamente preparado com o seu exercito para anular os possíveis ataques e pronto para um contra- ataque eficaz contra a igreja. As histórias narradas em livros, vitoriosas, não se aplicam necessariamente em outras regiões ou cidades, o opositor já conhece os passos e está pronto para a resistência. É aconselhável ler tais narrativas, mas, fazer uso das mesmas práticas não é sábio.

OBS: “Ocultismo é a crença nas forças ocultas e práticas adivinhatórias da magia, astrologia, alquimia, clarividência, tarô, búzios, quiromancia, necromancia, numerologia, reencarnação, ufologia, ioga, meditação transcendental, hipnose e outras ciências ocultas. Todas essas coisas são a marca registrada da Nova Era. A palavra vem do latim occultus, que significa „secreto, misterioso‟. Foi Eliphas Lévi, na França, em 1856, que usou pela primeira vez a palavra „ocultismo‟ e seus derivados com o sentido de esoterismo.” Leia mais em Manual de Apolo-gética Cristã, CPAD, pp.364-65.

- A Batalha Espiritual, como o nome afirma, é travada no mundo espiritual e é necessário que haja homens santos e cheios do Espírito Santo, agraciados com dons (visão, revelação, profecia, etc.) para que sejam canais, através dos quais o Senhor Deus orientará o Seu exercito de servos, revelando as estratégias certas para cada ocasião, bem como, os passos do inimigo. A Batalha não é segundo a carne (“Embora andando na carne, não militamos segundo a carne.” 1Co 10.3), não é contra homens, sim, contra satanás.

II - Batalha Espiritual, Uma Realidade:

2.1 Ignorar. Infelizmente não são poucos os cristãos que ignoram que estamos numa batalha espiritual contra os seres demoníacos. Alguns ignoram por falta de conhecimento, outras porque preferem não acreditar. No entanto, a Bíblia nos assegura que a vida cristã não é um mar de rosas, senão de que é uma peleja constante até o nosso último suspiro de vida ou até o retorno de nosso Senhor Jesus Cristo. A vida cristã sempre foi retratada como uma batalha ou combate (Mt 7.24-27; 2 Co 7.5; Fp 1.27,30; 2.25; Cl 1.29; 2.1; 4.12; 1 Ts 2.2; 2 Tm 4.7; Hb 10.32; 12.4). Ignorar o diabo não o fará deixar de existir e de investir contra nós. Acerca disso Paulo diz: “Porque não ignoramos os seus ardis” (2 Co 2.11). Pedro também afirmou que: “o diabo […] anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pd 5.8). Veja ainda (1 Co 7.5; Ef 6.16; 1 Ts 2.18; Ap 12.17). Embora, haja anjos decaídos que estão algemados no Inferno (2 Pe 2.4; Jd v.6); há outros que estão soltos, como agentes e emissários de Satanás, sob o seu domínio e controle (Ef 2.2; Αp 12.7).

2.2 Supervalorizar. Enquanto uns ignoram a realidade do inimigo das nossas almas, há outros que cometem pelo menos dois erros: (a) atribuem tudo ao diabo. Embora Satanás seja um causador de males aos homens na terra, há males que sobrevêm ao homem por causa do seu pecado (Rm 5.12; Lm 3.39), e outros que são enviados por Deus como punição (Gn 6.5,17; 2 Cr 7.13); e, (b) acham que o diabo é tão poderoso quanto Deus. É bom dizer que embora o diabo tenha certo poder (At 26.18; 2 Ts 2.9), pois foi um ser angelical de destaque no mundo espiritual (Is 14.12-19; Ez 28.14,15), ele não pode agir de forma autônoma, pois esteve e sempre estará sob o controle de Deus (Jó 1.11,12; Mc 5.9,10; Lc 22.31). O diabo e seus anjos já foram derrotados por ocasião do sacrifício de Cristo (Gn 3.15; Cl 2.15). No entanto, a consumação de sua derrota está por vir, quando definitivamente será sentenciado ao castigo eterno (Is 14.15; Mt 25.41; Ap 20.10).

2.3 Ser moderado. Que existe um reino tenebroso, diabólico, organizado no mundo espiritual (Ef 6.12) influenciando as nações e os povos para o mal em todos os sentidos, está patente na Bíblia, que afirma: “o mundo jaz no maligno” (1 Jo 5.19). Jesus, por diversas vezes chamou o diabo de “o príncipe deste mundo” (Jo 12.31; 14.30; 16.11); Paulo de “[…] o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos […]” (2 Co 4.4). Ele também falou do “príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência” (Ef 2.2). No entanto, a Bíblia também diz que, por ocasião do sacrifício de Cristo que, esmagou a cabeça da serpente (Gn 3.15), e despojou os principados e potestades, quando triunfou deles na cruz do Calvário (Cl 2.15), sua atuação ficou ainda mais restrita no mundo, pela presença do Espírito Santo e da igreja (2 Ts 2.7). A esta Igreja, o Senhor Jesus concedeu poder e autoridade sobre os demônios e todo poder do maligno (Mc 16.17; Lc 10.19); de forma que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18).Esse texto não quer dizer que nenhum crente como pessoa e nenhuma igreja local ou denominação, jamais será destruída. O que Cristo quer dizer é que, a despeito de Satanás fazer o pior que pode, a igreja não será destruída. Portanto, o crente individualmente, pode sim, ser tentado e derrotado pelos demônios. Lembremos de Judas (Lc 22.3); Ananias e Safira (At 5.3-5), e outros que sucumbiram ante os ataques do inimigo (1 Tm 5.15). Logo, para vencermos, é necessário não darmos lugar ao diabo (Ef 4.27); nos fortalecermos no Senhor (Ef 6.10); usarmos as armas espirituais que dispomos (2 Co 10.3-5; Ef 6.11; 13-17); mantendo uma vida de constante oração e vigilância (Ef 6.18). A Bíblia mostra que a luta incessante do Diabo contra a igreja pode ocorrer de diferentes maneiras: (a) através de pessoas ímpias que assumem posições na política (Dn 7.21; Ap 13.7); (b) por meio da criação de leis que se contrapõe a liberdade de culto e afronta os valores judaico-cristãos (Dn 3.10; Ap 2.10; 13.16); e, (c) do surgimento de heresias (At 20.29,30; 2 Co 11.3,13,14; 1 Tm 4.1).

III-APLICAÇÃO DOUTRINÁRIA:

Os cristãos estão envolvidos em uma batalha espiritual, e essa não pode ser subestimada. É preciso, no entanto, evitar qualquer tipo de extremos, se por um lado alguns crentes descreem no poder das hostes celestiais do Adversário, por outro lado, outros exageram na supervalorização desse poder. Há evangélicos que veem o diabo em toda esquina, certos pregadores falam mais a respeito do Satanás do que de Jesus. Em alguns cultos, ao invés de se pregar a Palavra de Deus, fala-se apenas no poder do diabo, e quando há prática de exorcismo, entrevista-se o Inimigo sem atentar para a verdade bíblica de que é o pai da mentira (Jo. 8.44). Conta-se que numa certa Igreja, onde a voltagem elétrica era 220Volt. O volt. (símbolo: V), é a unidade de tensão elétrica (ou diferença de potencial elétrico). Compraram um aparelho de som que estava na voltagem 110Volt. Ao que o som queimou automaticamente, e o dirigente do Culto começou orar: “queima satanás, Jesus, queima, pois ele acabou de queimar nosso som”. Precisamos ter cautela com essa forma de atribuir tudo a satanás. Às vezes isso é resultado de um ensinamento, resultante de uma teologia deformada, que apregoa doutrinas como mapeamento espiritual, maldição hereditária e de crentes endemoninhados. Tais crenças vieram da Teologia da Prosperidade, da Confissão Positiva e do Domínio, e se espalharam pelos arraiais neopentecostais, ou melhor, pseudopentecostais. A doutrina do mapeamento espiritual não tem base bíblica, e geralmente está fundamentada em versículos descontextualizados ou em interpretações equivocadas da Bíblia. Em relação à maldição hereditária, costuma-se citar Ex. 20.5, mas esse texto se refere às gerações, principalmente às pessoas de uma família, que vivem debaixo de um jugo de pecado, mas não se aplica aos crentes, pois Cristo se fez maldição por nós (Gl. 3.13). Sobre crentes endemoninhados, devemos saber que o maligno não pode tocar naqueles que tiveram um encontro com Cristo (I Jo. 5.18), e mais, aquele que está em nós é maior do que aquele que está no mundo.  (I Jo. 4.4).

CONCLUSÃO

Esse é o momento de alertar aos evangélicos que se deixam controlar por uma crença equivocada em uma falsa doutrina da batalha espiritual. Na mesma medida em que reconhecemos que essa batalha é real, precisamos também considerar que Cristo é maior, e que não devemos nos deixar manipular por lideranças que se aproveitam dessas doutrinas falsas para causar insegurança espiritual nas pessoas. Consoante ao exposto, devemos saber que o diabo precisa ser resistido, mas que devemos depender da direção divina (Jd. 1.9; Ef.6:12)



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