27 de junho de 2019
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

29/12/2018

Lição 13 - A humildade e o amor desinteressado

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


Texto: Lucas 14.7-14

INTRODUÇÃO:

A interpretação da parábola dos primeiros lugares e dos convidados ensina-nos grandes verdades prático- espirituais.

Jesus apresenta, a partir de seu próprio exemplo, o caminho da humildade e do amor altruísta como indispensável aos que querem servi-lo. O nosso Senhor Jesus nos dá um exemplo de discurso útil e edificante em nossas mesas, quando estamos na companhia dos nossos amigos. Descobrimos que quando Ele está apenas na companhia de seus discípulos, que eram a sua própria família, à mesa, a sua conversa com eles era boa, e servia para a edificação. E não somente isto, mas, quando estava em companhia de estranhos, e até mesmo com inimigos que o observavam, o Senhor aproveitava a ocasião para reprovar neles o que via de errado, e para instruí-los. Embora os ímpios estivessem diante dele, o Senhor não se calava acerca do bem (como fez Davi, Salmos 39.1,2), porque, apesar da provocação, Ele não tinha o coração quente dentro de si, nem o seu espírito estava perturbado. Não podemos permitir qualquer comunicação corrupta em nossas mesas, como também a conversa dos escarnecedores hipócritas em banquetes. Devemos ir além de uma conversa inofensiva e comum, aproveitando a ocasião da bondade de Deus que nos é oferecida em nossas mesas para falarmos bem dele, e aprendermos a espiritualizar as coisas comuns. Os lábios dos justos devem alimentar a muitos. Nosso Senhor Jesus estava entre pessoas de qualidade. Entretanto, como alguém que não respeitava a aparência das pessoas.

I – INTERPRETAÇÃO DA PARÁBOLA DOS PRIMEIROS LUGARES E DOS CONVIDADOS

1. O dia, a ocasião e o local

1.1. Foi em um sábado na casa de um dos chefes dos fariseus (Lc 14.1,2)

. Nesse local Jesus cura um enfermo (Lc 14.3,4)

. Alguns acharam ruim, pois, era sábado (Lc 14.5,6)

1.2. A explicação acerca dos primeiros lugares

Uma vez que se tratava de uma refeição, era comum, em ocasiões como essa, haver uma distribuição especial de lugares para os convidados que, normalmente, se assentavam ao redor de uma mesa quadrangular, cuja posição central era ocupada pelo anfitrião, e, bem próximo a ele, isto é, à esquerda e à direita, posicionavam-se os convidados mais distintos. Era costume um convidado ser honrado pelo dono da festa. Desejar esta homenagem não era algo errôneo, porém, na ansiedade de buscar tal honraria, muitos se excediam, demonstrando ausência de humildade e desejo por reconhecimento humano.

2. A parábola

2.1. Havia dois objetivos por parte do Senhor

. Não buscar lugares de honra (Sl 101.5)

. No Reino de Deus servir é mais importante do que posição (Jo 5.44)

. Ao curar o hidrópico, Jesus ensina que não devemos ser seletivos quanto aos convidados

. Deus aceita a todos (1Tm 2.4)

. Se atendermos apenas os bastardos, receberemos nosso galardão aqui, com suas próprias retribuições (Lc 14.12)

3. Os grandes ensinamentos da bíblia

3.1. Esse ensinamento de Jesus tem significado prático-espiritual

3.2. Ensina que devemos viver diferente do mundo (Rm 12.2; Mt 20.17-28)

II – AS GRANDES LIÇÕES DA PARÁBOLA:

Ele aproveita a ocasião para reprovar o senhor da ceia por convidar tantas pessoas ricas, que tinham recursos para jantar muito bem em casa, quando ele deveria, antes, ter convidado os pobres, ou, o que seria bom, ter enviado porções àqueles para quem nada foi preparado, e que não poderiam se dar ao luxo de uma boa refeição. Veja Neemias 8.10. O nosso Salvador aqui nos ensina que o uso do que temos em obras de caridade é melhor, e terá um proveito melhor do que o uso em obras de generosidade e em serviços domésticos grandiosos.

1. “Não ambiciones banquetear os ricos. Não chames teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem vizinhos ricos”, v. 12. Isto não proíbe que se agrade a estes. Pode haver ocasião para isso, para o cultivo de amizade entre parentes e vizinhos. Mas: (1) “Não faças disso um hábito comum. Gasta nisso o mínimo que puderes, para que não possas incapacitar-te a ti mesmo para gastardes teus recursos de modo muito melhor, dando esmolas. Oferecer um banquete a pessoas ricas é algo muito caro e incômodo. O que se gasta com uma ceia para os ricos pode proporcionar muitas refeições para os pobres”. Salomão disse: O que dá ao rico certamente empobrecerá, Provérbios 22.16. “Dá” (disse Plínio, Epist.) “aos teus amigos. Mas que sejam os teus amigos pobres, e não aqueles que não precisam de ti.” (2) “Não tenhas orgulho disso”. Muitos fazem banquetes apenas para se exibir, como fez Assuero (Et 1.3,4), e não é nenhuma reputação a eles, pensam, se não tiverem pessoas de qualidade para jantar com eles, e assim roubam suas famílias, para satisfazer a sua extravagância. (3) “Não tenhas como meta ser recompensado com a mesma moeda”. Isto é o que nosso Salvador classifica como erro ao se fazerem tais banquetes: “Fazes isto geralmente na esperança de serdes convidado por eles, e, assim, uma recompensa te será dada. Tu serás gratificado com tantas guloseimas e variedades quanto serviste aos teus amigos. E isto alimentará a tua sensualidade e luxúria, e tu realmente não ganharás nada no final.”

2. “Anseie aliviar os pobres (vv. 13,14): Quando fizeres convite, em vez de proveres a ti

mesmo com o que é raro e bom, enche a tua mesa com abastança de alimentos simples e saudáveis, que não serão tão caros, e convide os pobres e aleijados, os quais não têm nada com que viver, nem são capazes de trabalhar para sustentarem-se. Estes são objetos de caridade; eles são necessitados; dê a eles, e eles te recompensarão com orações; eles irão louvar as tuas provisões, que os ricos, talvez, desprezem. Eles partirão, e agradecerão a DEUS por ti; quando os ricos forem embora, te criticarão. Não digas que tu és um perdedor, porque eles não podem te recompensar, ou que tiveste prejuízo; não, isto é planejado em benefício do teu melhor interesse, e tem a melhor garantia, porque tu serás recompensado na ressurreição dos justos”. Haverá uma ressurreição dos justos, um estado futuro dos justos. Há um estado de felicidade reservado para estes no outro mundo; e podemos estar certos de que o caridoso será lembrado na ressurreição dos justos, porque as esmolas são obras de justiça. As obras de caridade talvez possam não ser recompensadas neste mundo, mais serão reconhecidas por Deus.

Obs: O humilde tem o privilégio de servir (Mc 10.45). Dedica-se com altruísmo (Pv 18.12; Rm 12.9,10; Fp 2.3-11). Amor, a palavra-chave do altruísmo. Muitos ‘amam’ apenas de lábios (1Jo 3.18). Nosso amor ao próximo deve ser verdadeiro (Rm 12.9a). O amor só pode ser revelado na prática (Tg 2.15-17; 1Jo 3.17). A recompensa. Quando ajudamos também recebemos recompensa (Lc 12.12b,14; Mt 10.40-42) A vossa obra tem uma recompensa (1Co 15.58; Mt 25.34-40).

CONCLUSÃO:

A quem você procura impressionar? Em vez de você procurar prestígio, procure um lugar onde você possa.

Partir o pão com os necessitados e os inválidos nunca passará sem ser percebido pelo Pai divino. Embora eles não possam nos oferecer recompensa, DEUS pode e recompensa. O que os pobres e os que sofrem de incapacidade física ou mental não podem fazer por nós, Ele fará „na ressurreição dos justos‟. Quer dizer, no dia em que os justos ressuscitarem, DEUS dará uma recompensa esplêndida àqueles que foram generosos com os necessitados e os fracos. Tais indivíduos mostram por seu serviço amoroso que aprenderam a viver a vida do Reino na terra, e eles serão recompensados com justiça no tempo do fim” (ARRINGTON, F. L. In ARRINGTON, French L.; STRONDAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.416).

FELIZ ANO NOVO!



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