18 de fevereiro de 2019
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

08/12/2018

Lição 10 - Precisamos de Vigilância Espiritual

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


(Mt 24.45-51)

INTRODUÇÃO

Nesta lição trataremos da parábola dos “dois servos” registrada em dois evangelhos sinóticos: o de Mateus e o de Lucas; Sobre esta parábola é interessante destacar que ela consta no evangelho conforme Mateus 24.45-51 e Lucas 12.42-46; foi intitulada de parábola dos “dois servos” o “fiel e o infiel”; e é uma parábola de cunho escatológico; é também extremamente exortativa quanto a necessidade da vigilância para o retorno de Cristo. Pontuaremos a palavra principal desta parábola que é a vigilância; faremos um comentário sobre a vigilância, e, na conclusão mostraremos quem realmente é aquele crente que está vigiando, e aguardando a vinda do Senhor.

1- INTERPRETANDO A PARÁBOLA:

A. O servo bom e fiel. A parábola é contada tendo como base uma com paração entre o comportamento de dois servos. O primeiro, fiel e prudente, confiado em uma posição superior, esforça-se para realizar, zelosamente, a tarefa recebida, porém, ele sabe que não é administrador geral da casa, mas apenas um despenseiro. No entanto, por ser um servo fiel e prudente, ele agora tem a oportunidade de demonstrar, na prática, se realmente é sábio, pois o seu senhor o premia, promovendo-o a administrador detodos os seus bens (vv.45-47).

B. O mau servo. A parábola não ilustra somente o perfil do servo fiel e prudente, pois mostra quão antiético um servo pode ser quando colocado em posição superior a dos serviçais, durante a ausência do senhor. Conforme a narrativa, o segundo servo, recém- -promovido, agindo de forma antiética, preferiu agir como um tirano em casa alheia, prevalecendo da momentânea posição e entregando-se à devassidão, age irresponsavelmente contando com a demora do seu senhor (v.49). Ele parece pensar que o seu senhor se atrasará (v.48). Por isso, começa a prevalecer-se e resolve se "divertir", maltratando seus conservos, amigos de trabalho. Agindo assim, ele revela seu verdadeiro caráter, isto é, mostra-se maligno. Enquanto o primeiro servo foi promovido (v.47), este é jogado para fora da casa, ou seja, ele terá a mesma sorte que está reservada aos servos infiéis (v.51).

C. O destino escatológico. Como vimos, o primeiro servo, por sua fidelidade e bondade, será promovido, enquanto o outro, por sua maldade e prevalecimento, será jogado para fora da casa. Ao descrever o castigo reservado para o servo infiel, o Senhor Jesus abandonou a linguagem parabólica para falar do destino final dos hipócritas, isto é, no lugar para onde estes irão, "haverá pranto e ranger de dentes" (v.51). A expressão "hipócrita", utilizada por Jesus, indica aqueles que falam, mas não fazem, mas para se mostrarem perante os outros, observam apenas de forma superficial e exterior a Lei de Deus, porém, sequer se aproximam do seu cumprimento pleno e genuíno, pois isso só pode ser feito por aqueles que têm um coração sincero e dedicado. Os hipócritas, porém, estão preocupados em apenas "parecer" e não em "ser". O senhor da parábola requer dos servos o cumprimento fiel da tarefa que lhes foi confiada. O servo bom e fiel é aquele que se mantém ocupado, procurando sempre cumprir fielmente as suas tarefas. Dessa forma, o servo estará sempre preparado para quando o seu senhor retornar. Por outro lado, o mau servo é irresponsável e, prevalecendo da confiança, abusa da posição e mostra-se indigno da posição que o seu senhor lhe confiou. O discurso é claramente escatológico e tem como objetivo advertir os ouvintes da necessidade de se viver de forma vigilante e prudente enquanto se aguarda o retorno do Senhor (v.50).

II –VIGILÂNCIA: A PALAVRA PRINCIPAL

A palavra-chave desta parábola é “vigiar”. Maclaren (apud Beacon, 2008, p. 169) observa que: (a) A ordem de vigiar, é reforçada pela nossa ignorância da ocasião da Sua vinda (Mt 24.42-44); (b) a imagem e a recompensa de vigiar (Mt 24.45-47); e, (c) a imagem e a condenação do servo que não vigiou (Mt 24.48-51). O verbo “vigiar” quer dizer: “observar com atenção; estar atento a; velar” (HOUAISS, 2001, p. 2860). No hebraico o verbo é “shamar” que significa: “vigiar, guardar”. No grego o termo é “gregoreo” que significa literalmente “vigiar” e é encontrado em 1 Ts 5.6,10 e em mais 21 outros lugares nos quais ocorre no Novo Testamento (por exemplo, em 1 Pe 5.8). É usado acerca de: (a) “manter- se acordado” (Mt 24.43; 26.38.40.41): (b) “vigilância espiritual” (At 20.31; 1 Co 16.13; Cl 4.2; 1 Ts 5.6.10; 1 Pe 5.8; Ap 3.2.3; 16.15) (VINE, 2002, p. 323 ). A palavra “vigiar” tem conotação exortativa, visando chamar a atenção dos ouvintes a estarem prontos para o retorno do Messias (Mt 24.42; 25.13; Mc 13.33-35; Lc 21.36; 1 Pe 4.7).

III- COMENTANDO A PARÁBOLA

-(Mateus 24.49 ), nos alerta para a vida de alguém que começou a se conduzir de maneira dissoluta. O servo infiel começou a espancar, e a comer, e a beber com os bêbados. Isso nos faz lembrar de um momento anterior no mesmo sermão, onde Jesus fala sobre os dias de Nóe: “Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca” (Mt 24.38). As pessoas viviam sem compromisso com Deus e foram pegas de surpresa. A vida dissoluta conduzirá as pessoas à um lugar onde haverá choro e ranger de dentes.

No comentário de Mateus 24.38 a Bíblia de Estudo Conselheira – Novo Testamento, destaca que “para os que não são seguidores de Jesus, porém, a vida seguirá ‘normalmente’ – tal como foi com o dilúvio de Noé – até a hora do fim, em que será tarde demais para se arrepender e crer em Jesus”. Neste comentário também destaca-se que “o arrebatamento – a retirada da terra dos salvos – será uma surpresa para toda a sociedade, mas não deve ser assim para os servos de Cristo: estes continuam sua vida de trabalho, mas podem ficar atentos e preparados, pois estão certos de que alguma hora Jesus voltará”,.

O povo de Deus é exortado desde os tempos de Moisés a uma vida de santidade: “Porque eu sou o Senhor, vosso Deus; portanto, vós vos santificareis e sereis santos, porque eu sou santo; e não contaminareis a vossa alma por nenhum réptil que se arrasta sobre a terra. Porque eu sou o Senhor, que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus, e para que sejais santos; porque eu sou santo” (Lv 11.44-45).

Para o povo da nova aliança, a vida de santidade também é requerida: “porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pe 1.16).  Precisamos viver uma vida com discernimento. Saber separar aquilo que convém fazer aos santos filhos de Deus. Hoje, mais do que em todas as gerações de cristãos, precisamos lembrar da realidade de que devemos: “Seguir a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).

Henry destaca que a “paz e a santidade estão associadas; não pode haver verdadeira paz sem santidade”. Este autor destaca também que “pode haver prudência e consideração discreta, e uma demonstração de amizade e de boa vontade para com todos; mas essa verdadeira índole pacífica cristã nunca está separada da santidade, por isso não devemos, sob o pretexto de viver pacificamente com todos os homens, deixar os caminhos da santidade, mas cultivar a paz de forma santa”.

Na parábola que Jesus nos conta, precisamos seguir o exemplo do servo fiel e prudente. Este é aquele que administra os bens de seu Senhor conforme a vontade do Pai. A expressão “servo” (doulous), aqui trata-se de um ministro dedicado, alguém que se sente obrigado a servir ao seu Senhor. A Bíblia nos chama de despenseiros de Deus. Como vimos acima, em 1 Coríntios 4.1,2 convém que os homens nos considerem como ministros, servos, despenseiros, administradores daquilo que Cristo coloca sob nossa responsabilidade. Mais que isso, requer de nós que sejamos bons e fiéis administradores.

Existem pessoas que estão se conduzindo de modo dissoluto e fazendo mau uso dos bens que o Senhor deixou em suas mãos. São maus servos. Correm o risco de serem pegos de surpresa e serem lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes.

CONCLUSÃO:

Concluímos que, o vigilante está preparado para a vinda de Jesus. O vigilante prega sobre a vinda de Jesus, como bom ministro e despenseiro, como mordomo de Cristo. O vigilante nunca deixa faltar o óleo da luz e da unção. O vigilante guarda o que tem exercitando seus talentos. Ele administra com fidelidade os bens de seu Senhor. Um dia ele será promovido como administrador das mansões celestiais.

O Novo Testamento compara a vinda de Jesus com o advento da chegada surpresa de um ladrão em 1 Tessalonicenses 5.2, 2 Pedro 3.10 e em Mateus 24.43, Lucas 12.39, Apocalipse 3.3 dizem que a hora de sua vinda será semelhante a de um ladrão. Em Apocalipse 16.15, Ele afirmou que virá como um “ladrão”. Estes textos destacam a vinda de Cristo de forma inesperada, por isso a necessidade da constante vigilância espiritual.

Texto extraído da obra “As Parábolas de Jesus: As verdades e princípios divinos para uma vida abundante.” 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2018”.

1 Comentário de Mateus 24.36-44 da Bíblia de Estudo Conselheira – Novo Testamento.Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2011. p. 61.

2 HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Novo Testamento – Atos a Apocalipse. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008. p. 814.



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