17 de novembro de 2018
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

03/11/2018

LIÇÃO Nº 5 – AMANDO E RESGATANDO A PESSOA DESGARRADA

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


Texto: Lucas 15.3-10

INTRODUÇÃO:

Muitas pessoas consideram-se boas e melhores que outras. Mas Jesus acentuou o valor do arrependimento do homem e do perdão de Deus, em contraste com o orgulho religioso. Fariseus e mestres da lei (Lucas 15.2) arrogavam-se o direito de estar com Jesus, mas negavam este direito para pecadores. Então Jesus os surpreende com uma parábola (estória que ilustra verdades espirituais) bem simples sobre o valor da graça de Deus. Na conclusão da parábola, Jesus diz que semelhantemente há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende. Vejamos na sequência deste estudo bíblico o significado e a explicação completa da Parábola da Dracma Perdida.

I. INTERPRETANDO AS PARÁBOLAS DA OVELHA E DA DRACMA PERDIDAS:

O mesmo se dá com a pessoa que se afastou de Deus; está tão desamparada quanto a ovelha perdida, e se o amor divino não fosse procurá-la, jamais poderia achar o caminho para Deus.

- Os judeus ensinavam que era necessário que o pecador se arrependesse, antes de receber o amor de Deus. No entendimento deles, o arrependimento é a obra pela qual os homens ganham o favor do Céu. Foi esse pensamento que induziu os fariseus a exclamarem: “Este recebe pecadores.” Conforme sua suposição, Jesus não devia permitir que pessoa alguma a Ele se achegasse sem que antes tivesse se arrependido. Mas, na parábola da ovelha perdida, Cristo ensina que a salvação não é alcançada por procurarmos a Deus, mas porque Deus nos procura. Deus dá o primeiro passo. “Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram” (Rm 3:11, 12). Não nos arrependemos para que Deus nos ame. Ele nos revela Seu amor para que nos arrependamos. O ser humano precisa saber que o amor de Deus é incondicional; não depende de nada que façamos para merecê-lo e não se acaba em razão de tudo o que venhamos a fazer. Se a ovelha perdida não é trazida de volta, vagueia até perecer. E muitas pessoas permanecem desviadas pela falta de uma mão estendida para ajudá-las. Esses errantes podem aparentar possuir coração endurecido e indiferente, mas se tivessem tido os mesmos privilégios que outros, poderiam ter revelado maior nobreza de caráter. Quando virmos alguém cujas palavras ou atitudes mostram estar separado de Deus, não devemos criticá-lo. Não nos compete a obra de condená-lo, antes devemos colocá-lo sobre os ombros e ajudá-lo.

1. A parábola da ovelha perdida

1.1. Esta parábola, que também fora contada em outra ocasião (Mt 18.12), ilustra a busca pelo perdido

1.2. Ovelha perdida é um símbolo do pecador sem Deus

. Inclina a vida para o pecado (Pv 29.1; Rm 6.23)

. Uma ovelha perdida está exposta a todo tipo de mal (1Pe 5.8)

1.3. O pastor sai angustiado atrás da ovelha perdida para resgatá-la (Lc 15.4)

1.4. A parábola não constrange pelo valor da ovelha, mas pelo amor evidenciado na atitude do pastor.

1.5. Ao encontrar a ovelha perdida:

. O pastor não repreende

. O pastor não censura

. O pastor não a arrasta

. O pastor, simplesmente, a levou nos ombros

. O pastor demonstrou compaixão (compare Mt 20.34)

2. A parábola da dracma perdida.

- O evangelista Lucas registrou a Parábola da Dracma Perdida num capítulo onde duas outras parábolas também foram registradas. São elas: a Parábola da Ovelha Perdida e a Parábola do Filho Pródigo. Obviamente existe uma profunda ligação entre as três parábolas, nas quais Jesus transmite uma mensagem central. Essa mensagem não é outra se não o extraordinário amor de Deus pelos perdidos. Na ocasião em que contou a Parábola da Dracma Perdida, Jesus estava cercado por publicanos e pecadores que se juntaram para ouvi-lo. Os pecadores eram as pessoas moralmente marginalizadas e de má reputação na sociedade. Essas pessoas não possuíam um padrão de vida aprovado pelos religiosos da época. Por isto, elas eram praticamente excluídas do convívio social.

- Já os publicanos eram os cobradores de impostos, os judeus que estavam a serviço do Império Romano. Os publicanos eram vistos pelo povo como traidores que extorquiam os próprios irmãos. Era recomendado que os judeus evitassem ao máximo ter contato com essas classes de pessoas. Porém, Jesus não apenas tinha contato com essas pessoas, mas também comia com elas e até mesmo ia em busca delas (Lucas 5:27-29). Foi assim com Mateus, um publicano que o Senhor escolheu para ser um de seus doze apóstolos. Esse tipo de comportamento desagradava completamente os fariseus e os doutores da Lei. Com toda sua ignorância e soberba religiosa, eles não conseguiam perceber que o propósito pela qual o Filho de Deus veio ao mundo, é buscar e salvar o perdido. Então, diante dos religiosos escandalizados, Jesus contou três parábolas, entre elas a Parábola da Dracma Perdida.

2.1. A parábola da dracma perdida (Lc 15.8-10) para ser mais bem compreendida precisa ser lida à luz das outras duas: a da ovelha perdida (Lc 15.3-7) e a do filho pródigo (Lc 15.11-32)

Conforme o costume da época, ela também poderia ter atado as moedas em uma tira de pano que enfeitava seu penteado. Seja como for, o fato de a mulher perder uma das dracmas foi motivo de grande ansiedade. Jesus também fala que ao procurar a dracma perdida, a mulher ascende uma lâmpada. Isso indica, provavelmente, que Jesus estava utilizando como pano de fundo para a sua parábola, uma típica casa de uma pessoa de classe pobre. Essas casas eram bem pequenas, tinham piso de terra batida e não havia janelas. Às vezes, os construtores deixavam algumas pedras faltando na parede, próximo ao teto. Isto servia para permitir a ventilação no interior da casa. Entretanto, tais aberturas de ar não eram suficientes para prover iluminação adequada. Mesmo durante um dia de sol, a casa permanecia escura. Assim, fica evidente a dificuldade que havia na procura de algum objeto pequeno que caía no chão de terra. Na parábola, com a ajuda de uma lamparina, a mulher então varre a casa em busca da dracma perdida. Ela procura em cada canto, com muita diligência, até que consegue encontrar a moeda. Ao encontrar a dracma perdida, a mulher desejou repartir sua alegria com as amigas e vizinhas, afinal, a dracma estava novamente guardada em segurança.

. Deus é comparado com a mulher que se preocupa em procurar o que se perdeu.

. Muito embora a mulher tivesse ainda nove moedas, ela se empenha em procurar a que se perdera.

. O termo “dracma” designa uma moeda grega, equivalente a um dia de salário

. Era uma perda significativa

. Ela acende a lâmpada, varre a casa, e a procura diligentemente

. Quando a encontra reúne as amigas e pede que se alegrem com ela.

2.2. Da mesma forma, disse Jesus, “há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (v.10).

. Quando alguém peca e se afasta de Deus, é como se quisesse se esconder do Senhor, por isso essa afirmação de Jesus.

. A respeito de se “esconder” de Deus, lembramos o que fizeram Adão e Eva quando desobedeceram ao Criador (Gn 3.8)

II. PRECISAMOS BUSCAR QUEM SE DESGARROU

.Tudo o que Deus criou, o fez perfeitamente (Gn 1.31; Ec 7.29). Contudo, por causa do mal uso do livre-arbítrio, o pecado teve o seu lugar na humanidade, manchando (não destruindo) a imagem de Deus (imago Dei) no homem. Em Efésios 2.3 diz o apóstolo Paulo que os efésios eram: “por natureza” filhos da ira, como também os demais”. Nesta passagem a expressão “por natureza” indica uma coisa inata e original, em distinção daquilo que é adquirido (Is 53.6). Então, o pecado é uma coisa da própria natureza humana, da qual participam todos os homens e que os fazem culpados diante de Deus (Is 59.16; Rm 5.12-14), por isso, que todos os homens se acham sob condenação e necessitam da redenção (BERKHOF, 2000, p. 235).

.As parábolas deste capítulo ilustram a consideração de Deus pelos perdidos. Essa narrativa nos dá um quadro impressionante da própria missão de Jesus na terra. Ele veio em busca das ovelhas perdidas, este foi o seu objetivo por todos os lugares onde passou (Mt 9.36; 14.14; Lc 19.10: Jo 4.4). Em cada caso aquele que estava perdido era considerado precioso, valia a pena buscá-los, e também valia a pena se alegrar quando eram encontrados. Jesus estava dizendo que Deus procura os pecadores perdidos! Não é de se admirar que os escribas e fariseus tivessem ficado ofendidos, pois em sua teologia legalista não havia lugar para um Deus desse tipo. Haviam esquecido que Deus procurou Adão e Eva quando pecaram e se esconderam dele (Gn 3.8,9). Apesar de seu suposto conhecimento das Escrituras, os escribas e fariseus se esqueceram que Deus é como um Pai que se compadece de seus filhos rebeldes (Sl 103.8-14).

.Segundo Horton (2006, pp. 299,300), “a Igreja é uma comunidade formada por Cristo em benefício do mundo. Cristo entregou-se em favor da Igreja, e então a revestiu com o poder do dom do Espírito Santo a fim de que ela pudesse cumprir o plano e propósito de Deus”. Uma igreja que não tem a sensibilidade de ir em busca dos perdidos, está perdida em si mesma, visto que um dos motivos pelos quais a igreja existe, é para evangelizar afirmou o apóstolo Pedro: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2.9). A Igreja tem diversas atribuições, no entanto, a mais excelente delas é a que justifica a sua presença aqui na terra: a sublime tarefa da evangelização (Mt 28.16-20; Mc 16.15).

3.2. Há quatro itens para se resgatar uma ovelha desgarrada

1°) Procure pela pessoa, demonstre interesse e evite julgamentos e questionamentos sobre os motivos de seu afastamento;

2°) Comprometa-se com a responsabilidade assumida.

. Resgatar é muito mais trabalhoso do que converter.

. Esteja disposto a apoiar a pessoa, colocando-se ao seu lado em todos os momentos possíveis;

3°) Envolva a pessoa em atividades e pequenas responsabilidades com outras pessoas ou grupos, para que ela sinta o desejo de ser útil e de se envolver com as atividades da igreja.

4°) Nutrir com a boa palavra

. Significa não julgar

. Significa não julgar, mas estender as mãos em sinal de boas-vindas;

. Significa ajudar a entender e buscar a compreensão das doutrinas da igreja.

III. HÁ ALEGRIA NO CÉU QUANDO UM PECADOR SE ARREPENDE

1. Deus está disposto a perdoar.

1.1. Não há pecado que Deus não possa perdoar (Is 1.18).

1.2. Não há pecador arrependido que Deus não acolha em seus braços e lhe dê paz (Lc 15.20-24).

1.3. Na primeira das parábolas estudadas, lemos que Jesus diz que o pastor colocou a ovelha em seus ombros e a carregou (v.5).

. Provavelmente isso seja necessário porque a ovelha caminhou demais, está cansada e talvez tenha se machucado no caminho que percorreu para longe do seu pastor

2. A alegria da salvação.

2.1. Ao ser perdoado a pessoa se torna feliz (Sl 51.12)

. Há alegria no céu, também (Lc 15.10)

2.2. Portanto, para que a nossa alegria seja completa precisamos da alegria do Senhor, pois ela é a nossa força (Jo 15.11; Ne 8.10)

CONCLUSÃO:

Uma ovelha que foge do pastor costuma ficar deitada e sem forças e não consegue mais mexer, levantar-se e andar. Não sobra ao pastor senão carregá-la, o que, em longas caminhadas, só é possível, se ele puser o animal aos ombros. Assim é Deus conosco, além de nos amar e buscar, nos dá seu perdão, livrando-nos de culpas e liberando-nos do mal, ao oferecer-nos sua graça salvadora. Lembre-se que graça é um favor imerecido, ou seja, Deus é que nos providencia a salvação, cabendo a nós apenas a fé (confiança) para recebê-la. Jamais deveríamos correr o risco de desprezar àqueles a quem o Senhor busca. Como seus seguidores, devemos proclamar que Cristo veio “buscar e salvar o que se havia perdido” (Lucas 19:10). Muitas pessoas talvez não dariam importância a uma simples dracma perdida. Mas tal como aquela mulher buscou sua dracma perdida, Deus busca aqueles a quem o mundo despreza, isto porque o valor e o mérito não estão no perdido, mas Naquele que o encontra.

Deus está esperando a sua volta (Lc 15.20). Ele perdoará os seus pecados, não os lançará em seu rosto. Tirará de você as vestes imundas (Is 64.6), e lhe dará novas roupas que são os dons do Espírito Santo.



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