15 de dezembro de 2018
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

06/10/2018

LIÇÃO 1-PARÁBOLA: UMA LIÇÃO PARA A VIDA

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


MATEUS 13:10-17

INTRODUÇÃO

Que benção finalizarmos o ano estudando Parábola: uma lição para a vida! As parábolas ensinadas por Jesus trazem mensagens profundas e fundamentais aos seus seguidores. Elas não são simplesmente histórias inventadas como outras parábolas quaisquer.

Por definição, basicamente uma parábola é uma ilustração. É uma pequena narrativa que emprega linguagem figurada para transmitir uma mensagem, principalmente através de comparações ou analogias. As verdades ensinadas nas parábolas são comunicadas por meio de símbolos. Existem outras figuras de linguagem que se assemelham muito à parábola, como: alegoria, fábula, símile e metáfora.

Nem todas as parábolas de Jesus são, tecnicamente, parábolas. Algumas são símiles, outras são metáforas, e outras são alegorias. Mas popularmente os leitores da Bíblia costumam designar todas essas narrativas como sendo parábolas. 

1-O QUE É UMA PARÁBOLA?

-Parábola é uma pequena história inventada com o objetivo de comunicar uma mensagem ou ensinar uma lição. Nos textos bíblicos existem muitas parábolas, do Novo ao Antigo Testamento. Por conta disso muitas pessoas ficam em dúvida sobre o que é uma parábola.

Apesar de serem histórias fictícias, as parábolas são ilustrações que se baseiam em episódios reais do cotidiano. As parábolas utilizam esses episódios comuns para estabelecer uma comparação que transmite entendimento e sabedoria. A seguir, entenderemos melhor o que é uma parábola, e quais são as parábolas da Bíblia.

-A palavra parábola vem do grego parabole, que em sua etimologia significa “comparação”, “colocar as coisas lado a lado” ou “fazer um paralelo”.

Podemos definir uma parábola bíblica como sendo uma narração simples e objetiva. A finalidade das parábolas bíblicas é ensinar uma verdade moral ou espiritual. Na Septuaginta , versão grega do Antigo Testamento, o termo grego parabole foi utilizado para traduzir o hebraico mashal, e seus diversos significados ficaram unificados no termo parabole.

2-A ARTE DE ENSINAR POR PARÁBOLAS

A prática de Jesus contar histórias para ensinar certas verdades não era uma novidade no primeiro século. Os próprios rabinos costumavam se utilizar de parábolas em seus ensinamentos. Além disso, desde os tempos do Antigo Testamento há registros de histórias que trazem elementos alegóricos, parabólicos e metafóricos (cf. Ezequiel 17:1-10; 19:10-14; 23:1-29; 37:1-14).

Mas é claro que nenhuma outra parábola é uma lição para vida de tal modo como são aquelas contadas por Jesus Cristo. Suas histórias, e as lições transmitidas por elas, não podem ser comparadas e equiparadas a nenhuma outra.

Jesus realmente usou muitas vezes desse recurso de contar histórias. Não é necessário concluir que necessariamente todas as parábolas contadas por Ele estão registradas no Novo Testamento. Os Evangelhos, sobretudo os Sinóticos, trazem uma rica seleção que contém todas as parábolas que o Senhor achou por bem que deveriam ficar registradas nas Escrituras. 

3-O QUE SÃO EVANGELHOS SINÓTICOS?

-Evangelhos Sinóticos, ou Evangelhos Sinópticos, são aqueles que narram a vida e ministério de Jesus Cristo sob o mesmo ponto de vista. Assim, os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas são os chamados Evangelhos Sinóticos.

-O termo sinótico significa “visão conjunta”, no sentido de expressar a mesma visão sobre algo. Esse termo é formado pela junção dos gregos sin, “junto com” e otico, “visão”. Portando, o significado da palavra sinótico indica perfeitamente as características dos três Evangelhos assim denominados. Uma leitura simples dos três primeiros livros do Novo Testamento revela a forma com que eles compartilham a mesma perspectiva da história registrada.

-O conteúdo dos Evangelhos Sinóticos:

Como foi dito, os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas fornecem uma narrativa que têm muito em comum. Mateus e Lucas iniciam seus registros apresentando a genealogia de Jesus e a narrativa de seu nascimento.

-Depois, os três Evangelhos Sinóticos falam sobre o ministério de João Batista. Eles apresentam o profeta como sendo aquele de quem as Escrituras falam, e que seria o responsável por preparar o caminho do Messias.

-Os Evangelhos Sinóticos também relatam o batismo e a tentação de Jesus no deserto. Tudo isso ocorreu antes do início de seu ministério público, e faz parte da primeira seção desses livros. Em seguida, ao registrar o ministério do Senhor Jesus, os Evangelhos Sinóticos se concentram principalmente nos eventos ocorridos na Galileia. Eles registram os ensinos de nosso Senhor e os milagres realizados por Ele.

Os Evangelhos Sinóticos também mostram o Mestre sempre acompanhado de seus discípulos percorrendo vários lugares. Muitas das vezes Ele estava cercado por multidões que ouviam seus discursos, e de opositores que procuravam calá-lo. Esses opositores são apresentados nas figuras dos religiosos da época, especialmente os escribas e fariseus. Muitos de seus discursos se deram por meio de parábolas. 

-Normalmente os intérpretes formulam uma lista com cerca de quarenta parábolas presentes no Novo Testamento. A diferença nesse número depende da forma como certas narrativas são classificadas como sendo parábolas ou não.

4-LIÇÕES ACERCA DOS MISTÉRIOS DO REINO DO CÉU

-Em suas histórias Jesus empregava diretamente exemplos e elementos de seu cotidiano. Em suas parábolas é possível perceber claramente o contexto da vida na Palestina do primeiro século.

Por isso em algumas de suas histórias Jesus usa como pano de fundo certas práticas que eram corriqueiras em Jerusalém, como na Parábola do Fariseu e o Publicano. Em outras Ele recorre às experiências da vida no campo, como na Parábola do Joio e do Trigo. Em outras ainda ele cita exemplos relacionados à cultura da época, como na Parábola das Dez Virgens. A região da Galileia, especialmente com seu grande lago, o Mar da Galileia, também esteve presente na mente do Senhor Jesus ao formular suas parábolas. A Parábola da Rede é um bom exemplo disso.

Mas engana-se quem pensa que as parábolas tornam acessíveis e claros a todos os ensinamentos a respeito do reino do céu. Na verdade é exatamente o oposto disso.

-Ao contar essas histórias, Jesus estava cumprindo as Escrituras. Ele estava revelando as verdades espirituais àqueles que foram dados a conhecê-las; mas ao mesmo tempo estava ocultando tais verdades àqueles que deveriam ter sua confusão e incredulidade aumentadas.

Aqueles que demonstram hostilidade a Cristo e seu Evangelho não ficam impunes. Eles enxergam, mas não veem de fato; eles ouvem, mas não entendem realmente (Mateus 13:11-17). 

5-POR QUE JESUS FALAVA POR PARÁBOLAS?

Jesus falava por parábolas para proclamar o Reino de Deus às multidões. Através das parábolas, o Senhor chamava o povo ao arrependimento e à fé. Ele ainda exortava seus seguidores acerca da necessidade da vigilância, e indicava o modo de vida que agrada a Deus.

Ao falar por parábolas, Jesus ensinava os mistérios do Reino em uma linguagem bastante acessível. As boas novas da Salvação eram anunciadas de forma clara e objetiva. Em suas parábolas, Jesus utilizava exemplos da vida cotidiana de sua época. Várias figuras foram utilizadas por Jesus com essa finalidade. Em suas parábolas Ele falou sobre reis, servos, ricos, pobres, religiosos, marginalizados, casamentos, vida no campo, pescaria etc.

Mas engana-se quem pensa que todos entendiam os ensinamentos de Jesus quando Ele falava por parábolas. Sobre isso, certa vez os próprios discípulos perguntaram para Jesus exatamente sobre o porquê de Ele falar por parábolas.

-Jesus falava por parábolas para revelar os mistérios do reino de Deus.Diante da pergunta dos discípulos, Jesus lhes respondeu que Ele falava por parábolas para lhes fazer conhecer os mistérios do reino dos céus (Mateus 13:10; Marcos 4:11). Isso significa que através das parábolas Jesus estava revelando aos seus discípulos algo que até então era desconhecido.Ao dizer isso, obviamente Jesus estava se referindo ao caráter inédito de seu ministério. A encarnação do Filho de Deus trouxe a manifestação do reino do céu na terra. Era o cumprimento das Escrituras e a revelação sobre um futuro glorioso para os redimidos pela obra redentora de Cristo.

Portanto, esses mistérios acerca do reino de Deus dos quais as parábolas falam, podem ser entendidos como sendo todas as verdades reveladas no Novo Testamento. Eles incluem tanto o caráter presente do reino de Deus, quanto seu cumprimento pleno por ocasião da segunda vinda de Cristo, e a bem-aventurança eterna dos salvos. 

-Jesus falava por parábolas para que as Escrituras fossem cumpridas.Mas a resposta de Jesus não para nesse ponto. Ele ainda diz que enquanto as parábolas servem de esclarecimento para alguns, elas também servem para aprofundar a ignorância de outros.Por isso Ele diz“Porque a vós outros foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos céus, mas a eles isso não lhes foi concedido. Pois a quem tem, mais se lhe dará, e terá em abundância; mas, ao que quase não tem, até o que tem lhe será tirado. Por isso lhes falo por meio de parábolas; porque, vendo, não enxergam; e escutando, não ouvem, muito menos compreendem” (Mateus 13:11-13).

Perceba que mesmo para aqueles a quem foi dado compreender esses mistérios, tal compreensão não depende de sua própria capacidade. A compreensão das coisas espirituais é um dom gracioso concedido por Deus àqueles que são seus.

Por isso Jesus disse a Nicodemos: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3). Aos demais, Jesus indica que eles são entregues a sua própria descrença, cegueira e rebeldia. Eles veem, mas não enxergam; ouvem, mas não escutam.

Enquanto os genuínos seguidores de Cristo recebem a compreensão do reino de Deus através das parábolas, os incrédulos se afundam cada vez mais em sua incompreensão. Aqueles que se recusam a ver e a ouvir as coisas de Deus, endurecendo-se a si mesmos, o próprio Deus acaba por endurecê-los ainda mais. Com seu comportamento impenitente, essas pessoas atraem sobre si mesmas o julgamento de Deus.

Nos dias de Jesus esse comportamento era facilmente percebido entre os fariseus (cf. Marcos 3:22). Essa verdade é cumprimento das Escrituras (Isaías 6:9). Por isso Jesus pronunciava suas parábolas às multidões, incluindo os escribas e fariseus, mas o significado dessas parábolas era confiado apenas aos seus seguidores. 

CONCLUSÃO:

Jesus conclui sua resposta falando sobre a bem-aventurança daqueles que, pela graça soberana de Deus, são receptivos à mensagem de Cristo (Mateus 13:16). Aqueles que fazem a vontade do Senhor recebem prazerosamente a sua Palavra. Eles se interessam pela mensagem das parábolas, e a escutam com entendimento.

Para essas pessoas as parábolas são muito mais do que simples histórias. Elas possuem significados valiosos, e por isso eles meditam nelas diligentemente. Assim, podemos concluir dizendo que as parábolas fazem aumentar a compreensão acerca do reino de Deus para aqueles que têm um relacionamento genuíno com Cristo.

Por outro lado, para aqueles que se mostram endurecidos diante da mensagem de Cristo, as parábolas acabam aumentando sua confusão e ignorância. Por isso alguns estudiosos falam das parábolas como portas que se abrem para alguns, mas que se fecham para outros.

É como aconteceu com Faraó. Ele endureceu o coração e Deus o tornou ainda mais duro (Êxodo 7:22; 8:15-32; 9:7-12). Deus entrega o pecador impenitente à plenitude de sua própria ignorância e incredulidade (cf. Provérbios 29:1). Então enquanto para alguns a parábola é uma lição para a vida ao revelar os mistérios do reino do céu, para outros a mesma parábola faz aumentar o juízo divino sobre eles.



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