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AD Alagoas / Lições Bíblicas

31/08/2018

Lição 10- Ofertas Pacíficas para um Deus de Paz

Comentário da Lição Bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


Levítico 7: 11-21

Introdução: O crente oferece sacrifícios pacíficos a Deus quando pratica e semeia a paz do Senhor Jesus Cristo no poder do Espírito Santo. Hoje vamos falar detalhadamente de uma das cinco ofertas do sistema levítico – a oferta pacífica; trataremos de três aspectos desta oferta, a saber: ações de graças, voto e a oferta voluntária; pontuaremos quais as especificações da oferta de paz; e, por fim, traremos as devidas aplicações para a igreja.

I – A EXCELÊNCIA DA OFERTA PACÍFICA

1. Oferta pacífica: A expressão “oferta pacifica” no hebraico: “shalom” significa: “paz, bem, feliz, tranquilo, saúde e prosperidade”. Era também chamada de “oferta de paz” ou de “ofertas de comunhão”. Josefo (historiador judeu do primeiro século) também chamava-a de “ofertas de agradecimento” (JOSEFO apud CHAMPLIN, 2001, p. 487). Tais termos denotam que esta oferta não era para pacificar a Deus, mas era apresentada pelo ofertante que já estava em comunhão com Deus. Nesta oferta, podia se oferecer “gado” (Lv 3.1); ou “gado miúdo” (Lv 3.6) tais como: “cordeiro” (Lv 3.7) ou “cabra” (Lv 3.12); podendo ser “macho ou fêmea” (Lv 3.1,7,12), desde que fosse “sem defeito” (Lv 3.1,6). O ofertante tinha de impor a mão sobre a cabeça da sua oferta (Lv 3.2,8,13), matar o animal e apresentar ao sacerdote os pedaços a serem oferecidos (Lv 3.3,4,9,10,14,15). Em seguida, o sacerdote ministrante os queimava no altar (Lv 3.5,11,16). A outra parte da carne fazia parte da refeição (Lv 7.14,15,16). Quanto a “gordura” e ao “sangue”, estes dois, não poderiam jamais ser comidos, mas oferecidos ao Senhor como oferta queimada (Lv 3.16,17).

II – TIPOS E CARACTERÍSTICAS DAS OFERTAS PACIFICAS

1.1. Era uma oferta voluntária (Lv 7.12)

-A oferta “voluntária” (Lv 7.28-30) ou oferta “movida” (Lv 7.30), no hebraico “nedãbâ” consistia em um ato de homenagem e obediência ao Senhor num caso em que nenhum voto tinha sido feito, mas que o ofertante desejava voluntariamente ofertar ao Senhor: “as suas próprias mãos trarão [...]” (Lv 7.30-a). Embora os sacerdotes receberam instruções no sentido de se assegurarem que todas ofertas sejam sem defeito, e o catálogo das incapacidades físicas que desqualificavam os descendentes do serviço no santuário é aplicado aos animais sacrificiais (Lv 22.22,24). A única exceção é a dos animais que aparentemente exibem danos “genéticos”, ou seja, “não físicos”, e até mesmo estes podem ser sacrificados somente por oferta voluntária (Lv 22.21,23). Para uma oferta voluntária ou uma que era feita para cumprir um voto, o ofertante tinha licença de usar um dia adicional para completar a festa, e, nesta ocasião provavelmente convidaria amigos para participarem da refeição (Dt 12.12). Especificamente qualquer carne que permanecia depois daquele tempo tinha de ser queimada, mais provavelmente como uma medida higiênica (Lv 7.17). O descumprimento desta ordem consistia em pecado resultando em morte (Lv 7.18).

. Era acompanhada de ações de graças

. Não era permitida nenhuma petição

. Orava agradecendo por todas as bênçãos, galardões e livramentos.

 -O primeiro tipo era oferecido por benefícios recebidos de Deus. A dádiva de ações de graças no hebraico “tôdâ” representava o reconhecimento do ofertante quanto às misericórdias de Deus para com ele (Lv 7.12-21). Embora todas as coisas pertençam a Deus em última análise, seu relacionamento com o crente exige que este último transfira a Deus uma certa proporção daquelas coisas que foram confiadas a ele (1 Cr 29.14). Esta exigência remove o relacionamento espiritual de um nível puramente verbal, e exige esforço do participante humano para sua dedicação ser posta em prática. Juntamente com a oferta de ações de graças vários tipos de “bolos asmos”, “coscorões ázimos”, e, “bolos de flor de farinha” deviam ser apresentados (Lv 7.12,13), um dos quais era a porção do Senhor e era dado ao sacerdote oficiante (Lv 7.14). Nesta oferta o adorador não tinha licença de deixar qualquer parte da carne do animal sacrificial para outro dia mas, sim, era-lhe exigido que a comece na ocasião em que foi oferecida (Lv 7.15).

1.2. Nos salmos era acompanhada de louvores (Sl 106.1) (Sl 118 e 136)

1.3. O cristão, de contínuo, agradece a Deus (1Ts 5.8; Cl 3.15)

2. Tipos de ofertas pacíficas

a) Ação de graças

. Bolos e coscorões eram oferecidos (Lv 7.12-15)

. A carne devia ser consumida no mesmo dia (Lv 7. 15)

. Tudo o que era trazido a Deus, era acompanhado de louvores (Hb 13.15)

b) Voto

. Os israelitas traziam votos prometendo ofertas pacíficas (Gn 28.20; 1Sm 1.11)

. Nesse caso o sacrifício podia ser comido no dia e no outro dia (Lv 7.15,16)

. O voto era uma ação voluntária

. Devia ser realizado com alegria.

-A prática do “voto” não é exclusivamente judaica, mas também cristã. Ainda hoje nós podemos fazer votos ao Senhor. É bom destacar que: (a) o voto não obriga Deus a conceder o que pedimos, pois Deus não faz nada contra a Sua vontade (1 Jo 5.14); (b) o voto não pode ser confundido com barganha, pois Deus não se submete a isso (Dt 10.17; 2 Cr 19.7); (c) não devemos votar e não cumprirmos (Pv 20.25; Ec 5.4); e, (d) o voto, deve ser feito como expressão de gratidão a Deus, por uma bênção que se almeja receber (Sl 22.25; 61.8; 76.11; 116.14,18; Pv 7.14). Quanto ao voto de consagração da própria vida ao Senhor, há uma grande diferença entre os votos do AT e do NT. Os primeiros eram uma obrigação passageira (Nm 6.1-21), ao passo que na Nova Aliança sempre envolve uma relação permanente com Cristo e sua cruz até a morte: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12.1). Veja também: (Mt 16.24; Rm 6.13; 1 Co 6.20; 1 Pd 1.15-19).

c) Oferta movida

. A oferta era entregue ao sacerdote, que completava o ritual (Lv 7.30)

. O sacerdote movia a oferta perante o Senhor (Lv 7.31-25)

3. Objetivos das ofertas pacíficas

3.1. Aprofundar a comunhão entre Deus e o crente

3.2. Levar o ofertante a reconhecer que tudo vem do Senhor (ex: Sl 24.1)

II – A OFERTA PACÍFICA NA HISTÓRIA SAGRADA

1. Jacó, filho de Isaque

1.1. Ao fugir de Esaú, Jacó fez um voto ao Senhor (Gn 28.20,21)

1.2. Depois disso, Jacó tornou-se fiel adorador (Gn 35.1-3)

2. Ana, mãe de Samuel

2.1. Ana fez um voto ao Senhor (1Sm 1.11)

2.2. Cumpriu o voto assim que o menino nasceu (1Sm 1.24-28)

3. Davi, rei de Israel

3.1. Davi foi o homem que mais sacrifícios pacíficos fez (Sl 22.25; 56.12; 61.5,8)

III – A OFERTA PACÍFICA NA VIDA DIÁRIA

1. Consagração incondicional

1.1. O melhor sacrifício que um crente pode oferecer ao Senhor é apresentar a si mesmo a Deus (Rm 12.1)

1.2. Paulo considerava-se uma libação a Deus (2Tm 4.6)

2. Sacrifícios de louvores

2.1. Fazemos sacrifícios de louvores

. Quando cumprimos a vontade de Deus (Hb 13.15)

. Quando nos apresentamos com espírito quebrantado (Sl 51.17)

3. Adoração contínua

3.1. Exemplo: Paulo e Silas na prisão adoravam a Deus (At 16.25-31)

3.2. A recomendação bíblica é louvarmos a Deus continuamente (Ef 5.19; Cl 2.16)

Conclusão: Ofertamos ao Senhor com gratidão, louvor e amor provado. Que a nossa vida seja um sacrifício pacífico ao Deus Único e Verdadeiro. Lições que aprendemos:  a) devemos ofertar o nosso louvor, não como uma obrigação religiosa, mas com voluntariedade (Sl 54.6; 119.108); (b) o crente não deve se limitar apenas a entregar os seus dízimos o que é uma exigência bíblica (Gn 14.18-20), ele também deve ofertar com liberalidade e alegria: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (2 Co 9.7). Assim concluímos dizendo que o maior sacrifício pelo pecado foi provido pelo próprio Deus, quando nos enviou Cristo Jesus. Agora, tendo paz com Deus, nós cristãos podemos lhe oferecer ações de graças, como gratidão por todos os benefícios que dEle temos recebido.



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