15 de agosto de 2018
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

18/05/2018

Lição 08 – ÉTICA CRISTÃ E SEXUALIDADE

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


Texto Base: 1Co.7:1-16

INTRODUÇÃO

Nesta Aula trataremos a respeito da Ética Cristã e Sexualidade, um assunto muito pertinente em nossos dias, pois estamos vendo a proliferação de várias ideologias maléficas a respeito da sexualidade. Deus criou o homem sexuado, “macho e fêmea os criou”. Esta sexualidade realça-se no ambiente familiar, onde homem e mulher se completam para cumprir o propósito divino estabelecido ao homem.

– É, pois, somente no ambiente familiar, mais propriamente no relacionamento conjugal, que a sexualidade deve ser desenvolvida e exercida. Tudo que Deus criou é bom e isto inclui o sexo, que foi estabelecido por Deus para ser desfrutado no casamento heterossexual antes que o pecado entrasse no mundo (Gn.2:21-25). Aquele que criou o universo, também criou nosso corpo e nossos órgãos sexuais. A vida sexual saudável dentro do casamento tem a bênção de Deus, além de dar alegria e prazer ao ser humano.

I. SEXUALIDADE: CONCEITOS E PERSPECTIVAS BÍBLICAS

A ordenação ética de Deus para a humanidade se encontra nos dois primeiros capítulos do livro do Gênesis, onde encontramos os sete princípios éticos, dentre eles encontramos a sexualidade, que nos fazem “imagem e semelhança de Deus: a dignidade da vida humana, o ponto mais proeminente da criação (Gn.1:26); a sexualidade (Gn.1:27); a procriação (Gn.1:28); o trabalho (Gn.2:15); a submissão a Deus (Gn.2:16,17); o casamento (Gn.2:24) e; a monogamia (Gn.2:24). Ao criar o ser humano, Deus dotou-o de sexualidade plena e diferenciada, macho e fêmea, segundo seus propósitos.

  1. Conceito de Sexo e Sexualidade. Quando verificamos a ordenação ética dada por Deus ao homem quando da criação, encontramos o sexo e a sexualidade como sendo um dos princípios inerentes à própria humanidade. Assim, o sexo não é algo mau, porquanto criado por Deus. Entretanto, com o pecado, este princípio divino foi desvirtuado, e é preciso distinguir entre o sexo divinamente estabelecido e as aberrações resultantes do pecado e do mal.

– Sexo. Em matéria de biologia, o sexo se refere a uma condição de tipo orgânica que diferencia o macho da fêmea, o homem da mulher, seja em seres humanos, plantas e animais. Vale ressaltar que o sexo de um organismo é definido pelos gametas que produzem. Gametas são células sexuais que permitem a reprodução sexual dos seres vivos. O sexo masculino produz gametas masculinos conhecidos como “espermatozoides”, enquanto o sexo feminino produz gametas femininos conhecidos como “óvulos”. Da combinação de ambos os gametas resultará a descendência que possuem as características genéticas pertencentes aos pais. Os cromossomos serão transmitidos de uma geração a outra em um processo de combinação de gametas. Cada uma das células terá a metade de cromossomos correspondentes ao pai e outra metade à mãe. As características genéticas estão contidas no DNA (Ácido Desoxirribonucleico) dos cromossomos. Na linguagem corrente, quando se menciona a palavra sexo também pode referir-se a outras questões: ao conjunto dos seres pertencentes ao mesmo sexo, aos próprios órgãos genitais propriamente ditos, por isso é que muitas vezes se usa a palavra como sinônimo de genital; ou a prática de atividades sexuais.

– Sexualidade. A sexualidade humana implica comportamentos e práticas instintivos que estão intimamente associados aos processos biológicos que ocorrem no corpo, ou seja, se manifestam neles. A tendência sexual normal, biblicamente aceitável, é a atração entre o sexo feminino e seu oposto masculino, chamada de relação heterossexual. Nesta condição, a sexualidade está relacionada com a busca da satisfação do apetite sexual, seja pela necessidade do prazer ou da procriação da espécie. Deus criou a sexualidade no homem e na mulher para despertar neles a vontade de unir os seus corpos e satisfazer os seus desejos mais íntimos (1Co.7:32-34).

  1. O sexo foi criado por Deus. A Bíblia Sagrada afirma que o sexo foi obra da criação de Deus que, ao criar o homem, fê-lo sexuado. No ato da criação Deus fez o homem e a mulher sexualmente diferentes: “macho e fêmea os criou” (Gn.1:27). Este ponto distingue o homem dos anjos, por exemplo, que foram criados assexuados (Mc.12:25). Quando Deus criou Adão e Eva, logo em seguida proferiu a “bênção” sobre o casal; após isto, ambos “se tornaram uma só carne” (Gn.1:27,28; 2:21-24). O sexo faz parte da perfeita criação de Deus qualificada como sendo “muito bom” (cf. Gn.1:31). Desse modo, o sexo não deve ser visto como algo pecaminoso, sujo ou proibido. Tudo o que Deus fez é bom. O pecado não está no sexo, mas na perversão de seu propósito.

Deus criou o sexo masculino e o sexo feminino, ambos com constituição anatômica e fisiológica diferentes, para formar a família, e a família é a unidade básica da sociedade. Se a família se desintegra, a sociedade decai. Toda união física à parte do matrimônio e todo tipo de lascívia quebram a ordem de Deus e enfraquecem a instituição da família. Sendo criação divina, o sexo não pode ser tratado como algo imoral ou indecente.

  1. A sexualidade é criação divina.Deus criou o homem como um ser sexuado – “macho e fêmea os criou” (Gn.1:27). Deste modo, a atração sexual, a atividade sexual não é algo pecaminoso nem estranho ao ser humano, mas, muito pelo contrário, é algo que decorre da própria natureza humana. Sendo assim, não podemos admitir que o sexo seja algo antinatural, ou seja, contrário à natureza do homem, ruim, imoral ou danoso para o ser humano, como alguns têm defendido. Tendo sido criação de Deus, nada mais justo e lógico que o próprio Deus tenha determinado os limites desta atividade humana. A primeira observação que temos com relação ao sexo é que ele deve ser realizado entre homem e mulher. Com efeito, ao criar o homem, Deus os fez macho e fêmea. Assim, a atividade sexual deve ser, sempre, feita entre pessoas de sexos diferentes. O homossexualismo é uma aberração e, salvo os poucos casos em que há distúrbios de saúde física e/ou mental, é uma expressão de rebeldia contra Deus (Rm.1:21-28; Lv.18:22).

II – O SEXO SEGUNDO A BÍBLIA

– A atração sexual, a atividade sexual não é algo pecaminoso nem estranho ao ser humano, mas, muito pelo contrário, é algo que decorre da própria natureza humana, algo que não só é bom, mas muito bom, visto que criado por Deus (Gn.1:31).

– Não podemos admitir que o sexo seja algo antinatural, ruim, imoral ou danoso para o ser humano (I Tm.4:1-3).

– “Sexo” – parte, algo que foi cortado, que precisa de complemento. Homem e mulher necessitam de complemento para formar uma unidade.

– Sexo: “nos seres humanos, o conjunto das características fisiológicas e comportamentais que distinguem os membros de cada sexo. ”

– Homem e mulher precisam se complementar para cumprir do propósito que Deus estabeleceu para a humanidade (Gn.1:28).

– A sexualidade encontra na família a possibilidade de se desenvolver e de ser exercida.

– “…A sexualidade afeta todos os aspectos da pessoa humana, em sua unidade de corpo e alma. Diz respeito particularmente à afetividade, à capacidade de amar e de procriar e, de uma maneira mais geral, à aptidão a criar vínculos de comunhão com os outros. …(§ 2332 – CIC).

– A sexualidade não se limita apenas à genitalidade, ou seja, ao “…contato físico entre indivíduos envolvendo estimulação sexual dos genitais, por meio do qual é possível gerar novos seres”.

– Tendo sido criação de Deus, nada mais justo e lógico que o próprio Deus tenha determinado os limites da sexualidade em Sua Palavra. O sexo bíblico é:

  1. a) heterossexual (Rm.1:21-28; Lv.18:22).;
  1. b) conjugal (Hb.13:4).

III – O EXERCÍCIO DA SEXUALIDADE

– O sexo, como vimos, portanto, é uma atividade ínsita à natureza humana, estabelecida pelo próprio Deus e, portanto, todo cristão deve ver com naturalidade e sem qualquer preconceito, guiando-se unicamente pela Palavra de Deus como parâmetro de sua conduta relativa ao assunto.

– Assim, a atração sexual é algo natural e que revela a própria natureza sexuada do ser humano, devendo, porém, o instinto sexual ser dirigido com equilíbrio para que se faça a vontade de Deus que é a de que o sexo seja efetuado no casamento, com o cônjuge, com finalidades bem delimitadas (Cl.3:5,6), a saber:

  1. a) Procriação– O sexo é a forma natural pela qual os homens se reproduzem, cumprindo com o princípio ético da procriação (Gn.1:28). Assim, um dos objetivos do sexo é a procriação, mas não é o único. Fosse a procriação a única finalidade do sexo, não haveria manutenção de relações sexuais entre cônjuges quando um fosse estéril, o que, à evidência, não ocorre, como se vê, claramente, em diversas passagens bíblicas.
  1. b) Ajustamento do casal– O sexo é uma maneira pela qual se dá o ajustamento do casal, pois é uma das principais expressões do amor conjugal. Com efeito, é através do sexo que um cônjuge se entrega ao outro, que um cônjuge procura agradar ao outro. É uma das expressões pelas quais se traduz a união do casal (“e serão ambos uma carne” – Gn.2:24, parte final).

O amor conjugal não se confunde com o sexo, como propala erroneamente o mundo imerso no pecado, mas tem uma de suas expressões no sexo. O sexo praticado no modelo bíblico revela o verdadeiro amor, pois não é egoísta, tanto que diz a Palavra que o corpo do cônjuge está sob o domínio do outro (I Co.7:4). A fase de ajustamento do casal é tão importante que a lei de Moisés dispensava, durante um ano, o homem casado dos seus deveres cívicos, inclusive o de ir à guerra (Dt.24:5).

  1. c) a satisfação amorosa do casal– Como já afirmamos, o sexo não é visto apenas com fim de procriação, como alguns defendem erroneamente, sem respaldo bíblico. Em Pv.5:18-19, a Bíblia nos mostra que o prazer é algo próprio do sexo e que não é pecado a busca de satisfação entre homem e mulher. O sexo dá prazer de forma natural, de modo que não devemos ter de buscar e sentir satisfação na atividade sexual, pois é algo que lhe é próprio. O que se condena é o abuso, o domínio do homem pelo instinto sexual, de forma egoística e descontrolada, o que não se permite nem mesmo entre casados, pois isto revelará um desequilíbrio, sendo certo que a temperança, o domínio próprio, é uma das qualidades do fruto do Espírito Santo (Gl.5:22), enquanto que a lascívia e a impureza são obras da carne (Gl.5:19).

– Diante deste equilíbrio que deve haver na atividade sexual, medidas como a prática de relações sexuais antinaturais (como o sexo grupal, o sexo com animais, por exemplo), mesmo feitas entre casados e com mútuo consentimento do casal, são abomináveis perante Deus, pois revelam carnalidade e descontrole do instinto sexual, o que se denomina de “castidade conjugal”.

– A base bíblica para isto vemos em I Ts.4:3-7, onde o apóstolo Paulo, em sua primeira epístola, dirigindo-se a cristãos que tinham vindo de uma cultura greco-romana, conhecida por sua imoralidade, faz questão de mostrar aos salvos que o sexo deve se reger debaixo da santidade, pois, conforme já visto, a atividade sexual tem como finalidade o cumprimento do propósito divino para o homem, e o primeiro objetivo do homem em relação a Deus é a frutificação, que nada mais é que a produção do fruto do Espírito (Gl.5:22; Jo.15:16).

CONCLUSÃO

Vivemos atualmente em uma cultura obcecada pelo sensual. As empresas de publicidade fomentam e aproveitam-se dessa obsessão para atrair o público e vender seus produtos. Este interesse universal está sendo hoje explorado em detrimento da ética e da moral cristã. Vemos a decadência na perda da virtude e no endurecimento da sensibilidade moral dos jovens. Todo pecado começa na mente. Os pensamentos provocam ações. Os pensamentos estimulam as emoções e estas debilitam à vontade, por sua vez, a vontade responde às insinuações dos pensamentos e das emoções. No entanto, a postura da igreja local é educar os seus membros à luz da Bíblia mostrando que a promiscuidade é pecado e como o crente deve lidar com essa questão. O Senhor aborrece a prática pecaminosa, mas ama as pessoas, pois foi por elas que o Senhor Jesus morreu. (João 3: 16; Hebreus 13:4)



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