20 de setembro de 2018
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

03/05/2018

Lição - 06 – ÉTICA CRISTÃ E SUICÍDIO

Comentário da lição Bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


Texto Base: 1Samuel 31:1-6

INTRODUÇÃO

Há quatro posições teológico-filosófico, que podemos tomar pra analisarmos esse assunto, em especial na seguinte perspectiva: A tradicional teologia católica afirma que um cristão que comete suicídio está irremediavelmente condenado.  A segunda diz: Que um cristão jamais cometeria um suicídio porque Deus jamais permitiria. A terceira diz que um cristão até pode cometer um suicídio mais ele perderá a Salvação. E a quarta posição diz que um cristão suicida não necessariamente perderá a Salvação. Bom vamos analisar esse assunto com muito cuidado para que possamos ajudar aqueles que precisam de uma ajuda. O termo suicídio origina-se do latim sui (a si mesmo) e caedere (cortar, matar). Assim, o suicídio é o desejo e o ato de assassinar a si mesmo. Em situação de conflito interior, pessoas se desesperam e tiram a própria vida no mundo todo. O suicídio é o ato voluntário e intencional de matar a si mesmo, é auto-homicídio, é o último e irreversível estágio da autodestruição, é a violência fatal contra si para por fim a uma dor maior do que a vontade de viver; outras vezes, é um golpe final em si mesmo para punir a outrem. O suicídio é o naufrágio da esperança, a falência dos sonhos, o fim da linha, o fundo do poço, o desespero de não enxergar a luz da esperança no fim do túnel. O suicídio é um grave pecado, e o adversário de nossas almas é o maior interessado nesta prática, pois o seu maior desejo é levar com ele o maior número de pessoas à perdição eterna.

A vida é um presente de Deus, e nossa vida não nos pertence (1Co.6:19,20). Mesmo que a morte possa parecer muito atraente, ela não deve ser buscada. Mesmo que ela nos pareça a única porta de saída para as avassaladoras tormentas da alma, não devemos nos submeter de forma fatal a ela. Não somos donos da vida, somos mordomos dela. A vida nos é cedida para que cuidemos dela e a usemos para servir aos outros, e não a nós mesmos. Só Deus é o autor da vida e apenas Ele tem o direito de tirá-la (1Sm.2:6).

I. O SUICÍDIO NAS ESCRITURAS E NO MUNDO

As Escrituras Sagradas registram seis casos de suicídio e dois casos não consumados: cinco no Antigo Testamento e um no Novo Testamento. A causa principal dos suicídios relatados foi o fracasso espiritual.

A vida não consiste apenas do breve percurso entre o berço e a sepultura. Há uma dimensão transcendental na vida. O suicídio, portanto, é uma prática equivocada acerca da natureza da vida, da morte, do tempo e da eternidade. Nossa vida não se limita apenas a este mundo. O sepulcro frio não é o nosso destino final. Nossa existência não se finda com a morte. O maior bandeirante do cristianismo, o apóstolo Paulo, disse que se a nossa esperança se limitar apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens (1Co.15:19).

A crença de que somos apenas matéria, e de que tudo em nossa vida não passa de reações químicas, leva-nos ao desespero. A compreensão de que não existe vida depois da morte, e de que a morte tem o poder de por fim à existência carimbada pelo sofrimento, tem levado muitos indivíduos a saltar no abismo do suicídio em busca de um alivio ilusório. Na verdade, a morte não põe um ponto final na existência (cf. Lc.16:22,23). Do outro lado da sepultura, há uma eternidade de gozo ou sofrimento, de bem-aventurança ou tormento. Saltar no poço sombrio do sofrimento pode ser uma viagem sem retorno rumo ao tormento infinitamente maior que aquele que o gerou, não em direção ao alívio nem mesmo ao desconhecido. Depois da morte, vem o juízo (cf. Hb.9:27). Depois da morte, há dois destinos eternos: céu ou inferno. Podemos descrer ou negar isso, mas não invalidar essa verdade.

  1. No Antigo Testamento.No Antigo Testamento, cinco homens cometeram suicídio. Vejamos quem são eles.

a) Sansão, juiz de Israel. Esse jovem foi um herói nacional. Nasceu por um milagre de Deus para uma missão especial: ser libertador de seu povo. Ele tinha uma força descomunal. Ninguém conseguia vencê-lo num confronto pessoal. Certa feita, num combate, ele matou mil filisteus apenas com uma queixada de jumento. Todavia, Sansão tinha uma fraqueza: ele não dominava os próprios impulsos. O sexo era sua área vulnerável. Ele tinha a capacidade de envolver-se em relacionamentos perigosos. E foi num desses relacionamentos que ele caiu. Sansão quebrou todos os seus votos de consagração a Deus. Vencido pela insistência de Dalila, ele abriu seu coração para ela, e os filisteus cortaram seu cabelo, onde residia a sua força. Esse gigante tornou-se fraco e sem forças. Seus olhos foram vazados, sua honra foi aviltada, e ele, para vingar-se dos filisteus, derrubou o templo de Dagon, perecendo com seus inimigos (cf. Jz.16:4-29). Apesar do suicídio, ele aparece no rol dos heróis da fé de Hebreus, capítulo 11. Alguns interpretam que sua ação foi um sacrifício de guerra, não um suicídio deliberado e egoísta; por isso, ele aparece como um herói da fé (Hb.11:32-34).

b) Saul, primeiro rei de Israel, e o seu escudeiro. Esse rei começou bem, mas foi, paulatinamente, afastando-se de Deus enveredando-se por atalhos perigosos. Ele desobedeceu às ordens de Deus sem jamais demonstrar arrependimento. Exortado várias vezes pelo profeta Samuel, endureceu ainda mais sua cerviz. Saul chegou a ponto de tornar-se possesso por espirito maligno. A sede de poder corrompeu sua alma, e ele tornou-se um déspota sanguinário. No auge de seu desespero, em vez de arrepender-se e voltar-se para Deus, buscou uma feiticeira, a médium deEn-dor(1Sm.28.1-19; 31:1-4). Saul sabia que, ao consultar uma feiticeira, estava agindo contra a vontade de Deus; ele sabia que esta­va consultando demônios. No seu or­gulho deve ter falado assim: “Se Deus não me ouve nem me responde, então procuro o Diabo”. De fato, ainda há pessoas assim em nossos dias. Existem pessoas que odeiam a Deus e amam o Diabo, que desobedecem a Deus conscientemente e obedecem ao Diabo. Existem até “igrejas” que adoram o Diabo.

Saul, longe de encontrar ajuda, recebeu sua própria sentença de morte. Encurralado pelo exercito filisteu, sem capacidade de resistência, jogou-se contra sua própria espada, e seu escudeiro também fez o mesmo (1Sm.31:4-6). Saul ceifou sua vida porque deixou de buscar a Deus. Ele fugiu de Deus para a morte, em vez de fugir da morte para Deus.

c) Aitofel, conselheiro de Absalão e inimigo de Davi (cf.2Sm.16:20,21; 17:1). Aitofel traiu Davi, numa péssima opção política. Seguiu a conspiração de Absalão e viu sua causa fracassada. Seu caráter traidor o levou ao desespero. Enforcou-se ao ver que seu conselho fora rejeitado (2Sm.17:14,23).

Então disse Absalão e todos os homens de Israel: Melhor é o conselho de Husai, o arquita, do que o conselho de Aitofel (porém assim o SENHOR o ordenara, para aniquilar o bom conselho de Aitofel, para que o SENHOR trouxesse o mal sobre Absalão); vendo, pois, Aitofel que se não tinha seguido o seu conselho, albardou o jumento e levantou-se, e foi para sua casa e para a sua cidade, e pôs em ordem a sua casa, e se enforcou: e morreu”.

d) Zinri, rei de Israel.Após o golpe de Estado que o levou ao poder, foi abandonado pelo povo que preferiu apoiar Onri. Sitiado, desprestigiado, incendiou o palácio e suicidou-se.

“Vendo Zinri que a cidade era tomada, foi-se ao castelo da casa do rei e o queimou sobre si, e morreu, por causa dos seus pecados que cometera” (1Rs.16:18,19).

Esta triste história do rei de Israel comprova que existe uma nítida relação entre suicídio e pecado. Pecados não confessados podem levar o homem ao desespero emocional.

Todos esses homens mencionados, motivados pelo orgulho, escolheram a morte em lugar de confiarem em Deus, exceto Sansão cuja morte é considerada um caso de heroísmo e não de covardia; pode-se dizer que Sansão morreu em combate.

  1. No Novo Testamento.O Novo Testamento registra um caso de suicídio consumado e dois não consumados.

a) Judas Iscariotes.A despeito de ser apóstolo de Jesus, era ladrão (João 12:6). Traiu Jesus por trinta moedas de prata. Vendeu seu Mestre. Em vez de arrepender-se e vomitar o veneno, engoliu o veneno e enforcou-se.

Então, Judas, o que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe, arrependido, as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, dizendo: Pequei, traindo sangue inocente. Eles, porém, disseram: Que nos importa? Isso é contigo. E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar” (Mt.27:3-5).

Lucas intensifica ainda mais a tragédia: “precipitando-se, rebentou pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram” (At.1:18).

Este triste episódio mostra a relação entre fracasso espiritual, pecado não perdoado e suicídio por desespero. Isto nos faz refletir que o suicídio é sempre opção que vem diretamente das entranhas de Satanás para a mente do suicida; o suicídio de Judas Iscariotes é icástico, pois representa adequadamente uma ideia, uma ideia maligna; a Bíblia diz que o Diabo entrou nele (Lc.22:3). Ora, se o Diabo entrou em Judas, então ele tinha que fazer o seu principal trabalho: matar. A Bíblia diz que o Diabo é homicida desde o princípio (João 8:44).

b) Fatos não consumados.Primeiro,quando Satanás convidou Jesus para um salto suicida (Mateus cap.4). Segundo, o carcereiro de Filipos; prestes a se suicidar, Paulo disse ao carcereiro: “Não te faças nenhum mal” (Atos 16:28). Foi salvo por um triz.

O cristão autêntico, que teme a Deus, não comete suicídio, mesmo nos momentos mais cruentos de sua vida. Jó, Moisés, Elias e Jonas pediram a Deus para morrer, mas nunca intentaram contra sua vida. O apóstolo Paulo, mesmo preso numa masmorra romana, sombria e insalubre, na antessala do martírio, não perdeu a alegria nem capitulou diante do desespero. A vida é um dom de Deus. Jesus veio para dar vida e vida em abundância, enquanto o diabo veio para roubar, matar e destruir (João 10:10). Só Deus dá a vida e apenas Ele tem autoridade para tirar a vida. O suicídio é uma usurpação dessa prerrogativa divina.

  1. O suicídio no mundo.São múltiplas as formas e os motivos que levam homens e mulheres, e até crianças a praticar o suicídio. No mundo em que vivemos, esse modo de autodestruição adquiriu dimensões trágicas. As Estatísticas mostram que o índice de pessoas que se suicidam vem crescendo assustadoramente, inclusive no orbe evangélico. É um grande engano pensar que aqueles que creem em Deus não tenham seus momentos de desespero, a ponto de flertar com a própria morte. Homens de grande fé como Moisés, Jó, Elias e Jonas pediram para morrer; o apóstolo Paulo, homem poderoso na fé, resiliente, em algum momento de sua jornada quis desistir da vida; ele mesmo afirmou, em 2Corintios 1:8: “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos”. Entretanto, esses homens não deram cabo de sua vida de forma deliberada e irresponsável; eles confiaram piamente em Deus, por isso, foram grandemente honrados.

Infelizmente, muitos que professam a fé cristã têm tirado a sua própria vida. Não é de hoje que o suicídio tem sido um fato que perpassa a realidade de muitas igrejas locais. São membros que, infelizmente, dão cabo da própria vida; são pastores experimentados no ministério que, não suportando o sofrimento, põe fim a própria existência, como aconteceu no Brasil e nos Estados Unidos da América no ano de 2017. Muitas são as causas que levam uma pessoa ao suicídio, e atingem a todos, indiscriminadamente.

Na maioria dos casos de suicídio, os que buscam a morte voluntária encontram-se na faixa de 15 a 44 anos, pertencem à classe média, são universitários e profissionais. Segundo o Rev. Hernandes Dias Lopes, em seu livro “Suicídio”, a cada ano, aproximadamente, um milhão de pessoas morre no mundo pelo suicídio. A cada quarenta segundos, pelo menos, uma pessoa tira a sua própria vida. Esse número supera a soma daqueles que morrem a cada ano vitimados pela guerra e pelo homicídio. No Japão, o índice de suicídio entre os jovens é o mais alto do mundo. A razão disso é a alta exigência da família e a cobrança da sociedade a respeito do desempenho nos estudos e na vida profissional. A impessoalidade crescente das relações, a coisificação do outro e de si próprio, a competição e o consumismo, acrescido ainda da perda do sentido da própria vida, conduzem o individuo à solidão causada por um desenvolvimento atrofiado, cuja expressão máxima seria o suicídio. Desse modo, quando o individuo pratica o suicídio, na verdade, ele conclui um processo que já se desencadeara havia muito tempo.

O suicídio é um dos maiores problemas de saúde pública do mundo, liderando a causa de morte entre adolescentes e jovens adultos. Embora, tradicionalmente, o índice de suicídio tenha sido maior entre homens da terceira idade, o índice entre jovens tem aumentado explosivamente, a ponto de eles serem agora o grupo de maior risco em um terço dos países do mundo.

Na maioria dos países desenvolvidos, o suicídio é a primeira causa de morte não natural. Desde 2015, as autoridades iniciaram o movimento “setembro amarelo”, que é estimulado pela Associação Internacional pela Prevenção do Suicídio (IASP). O movimento consiste em sinalizar locais públicos com faixas ou símbolos amarelos.

O suicida, com frequência, tem uma visão curta, inadequada e equivocada da vida. A vida é mais do que viver; a morte é mais do que morrer. A morte não é o fim. A morte não é o ponto final da existência. Há uma eternidade. Há um juízo (Hb.9:27). Há uma prestação de contas (Lc.16:1).

O segredo para que a pessoa não desanime é confiar em Deus e esperar nEle. Não devemos, jamais, olhar para as circunstâncias, para as dificuldades que nos cercam, mas olhar para Jesus, que é a solução para tudo (Hb.12:1-3). Assim fazendo, jamais nos desanimaremos e desejaremos a morte para nós, mas confiaremos no Senhor e seguiremos vivendo com alegria, sabendo que, para nós, o morrer é ganho e o viver é Cristo (Fp.1:21); aliás, a epístola de Paulo aos Filipenses é um exemplo de uma vida em Cristo, pois, Paulo, apesar de preso, na antessala do martírio, é o primeiro a despertar o ânimo e o gozo aos crentes que estavam em Filipos.

A Bíblia manda lançar todas as ansiedades sobre o Senhor e não na morte (1João 1:7; 1Pd.5:7). A Palavra de Deus nos incentiva a exercitar a fé, colocando sobre Deus os nossos cuidados, ansiedades e sofrimentos. Cabe à Igreja ser o arauto do evangelho da vida, defendendo este dom precioso dado por Deus, que é a vida, vida esta que só Deus dar e que só Ele pode tirar.“O ladrão não vem senão a roubar, a matar e o destruir; eu vim paro que tenham vida e a tenham com abundância” (João 10:10).

COMO CRISTÃOS PRECISAMOS COMPREENDER.

  1. O que leva alguém a se suicidar
  2. O que fazer para prevenir e ajudar pessoas que pensam em suicídio

Compreendendo essas questões poderemos ajudar não só pessoas que estão pensando em suicídio como também os familiares e amigos que também acabam sofrendo.

POR QUE ALGUÉM PENSA EM SUICÍDIO?Muitas pessoas procuram na internet tutorais que ensinam a como se matar (esse link é um dos únicos do Google que ajuda a pessoa a encontrar Deus num momento de sofrimento), outras leem ou assistem filmes que incentivam a prática e por fim, muitas vezes, acabam concretizando seus planos. Mas isso não acontece de uma hora para outra, o suicídio geralmente é planejado por muito tempo e as situações que levam a pessoa a isso estendem-se por muitos anos. Existem alguns fatores que predispõem geneticamente os indivíduos a buscarem o suicídio e alguns desses fatores são circunstanciais, vamos falar sobre cada um deles nos tópicos abaixo:

PROPENSÃO GENÉTICA

Doenças da mente como depressão, esquizofrenia e transtorno de ansiedade geralmente estão envolvidas nos casos onde há suicídio. Cada indivíduo tem uma chance de desenvolvê-las de acordo com sua genética. Você pode observar que geralmente os casos de depressão não são isolados, mas familiares. Irmãos, pais e avós apresentam episódios depressivos em algum momento da vida.

Precisamos estar conscientes de que as doenças da mente são extremamente dolorosas, tanto para o indivíduo, como para o seu entorno. Na depressão, por exemplo, o funcionamento do cérebro e, portanto, do corpo inteiro altera-se drasticamente. A pessoa começa a enxergar a vida de maneira extremamente negativa e perde qualquer interesse e alegria que possa ter tido. O sono, o apetite, a concentração e a imunidade também sofrem com o processo depressivo, isso porque os hormônios e neurotransmissores do indivíduo começam a operar de uma maneira muito diferente.

Por essa razão a medicação psiquiátrica (que age para regular neurotransmissores e hormônios) é muito importante e imprescindível em muitos casos. Como cristãos, devemos apoiar e não resistir a esses medicamentos que podem ajudar a curar a dor de tantas pessoas e que, deste modo, não deixam de ser providência divina (Tg1:17)

Muitas vezes pessoas que sofrem de transtornos mentais como esses citados se matam não porque não querem viver, mas porque querem ser livres da dor.

FATORES CIRCUNSTANCIAIS

Entre os fatores circunstanciais, podemos citar todas aquelas situações que são difícil e que geram stress para o ser humano: o abandono dos pais, a perda de alguém amado, uma separação, falta de recursos financeiros, a culpa por algum pecado, etc.

Essas situações juntamente com as propensões genéticas desencadeiam os processos doentios, que por sua vez, desencadeiam o suicídio.

Há também o suicídio passional, que não tem a ver com doenças mentais, mas que ocorre no momento de um desespero extremo. É o caso do homem que perde todo o seu dinheiro em um fracasso financeiro ou de alguém que descobre que tem uma doença fatal.

O que fazer para prevenir e ajudar pessoas que pensam em suicídio? Algumas maneiras de prevenir o suicídio são:

  • Cuidar da saúde e praticar exercícios que acelerem o coração (isso ajuda a regular a saúde mental).
  • Administrar o nível de stress: essa administração pode ser feita de muitas formas, um bom tempo de oração por dia, realizar atividades prazerosas, no mínimo semanalmente, ter um bom período de sono todos os dias e passar tempo com pessoas amadas.
  • Sempre ser sincero e aberto sobre os sentimentos: procurar alguém de confiança para contar o que se passa no interior.
  • Conhecer a si mesmo e entender minimamente o funcionamento do seu próprio cérebro e corpo.

COMO POSSO AJUDAR?

Uma das coisas mais importantes que você pode fazer para ajudar alguém que está pensando em suicídio é em primeiro lugar, ouvir sem julgamentos o que essa pessoa tem para dizer, não se precipite a dar conselhos e vereditos sobre o que ela está passando, antes disso, esteja presente. Faça com que ela saiba que pode contar com você, esteja sempre perto, mesmo que não diga nada. Convide-a para assistir um filme, para um café ou uma atividade recreativa. Ore com ela. Incentive essa pessoa a procurar ajuda médica psiquiátrica (de preferência, um profissional cristão) e converse com os membros da família de uma maneira amorosa e compreensiva. Tente fazer com que a pessoa encontre um novo “sentido” para sua vida, esse sentido pode se pequeno como “tricotar sapatinhos de lã para bebês em necessidade” ou “escrever um blog contando suas experiências de vida”. Muitas pessoas conseguem sair de quadros envolvendo suicídio pelo simples fato de serem amadas por alguém, isso não só está ao nosso alcance, mas é o que Deus espera de nós: que possamos nos solidarizar com a miséria e com a dor daqueles que lutam para continuar vivos (Mt 22:39).

Conclusão: Nesse assunto, a maior preocupação, é quanto a Salvação. Porém não se pode decidir quanto a Salvação das pessoas, (Atos 17:30,31); porém precisamos de uma análise profunda nesse aspecto. Pois uma pessoa pode chegar a um estado tal de descontrole e de distúrbio psicológico que chega a perder a capacidade de refletir com lucidez. A mente fica embotada, e as emoções confusas. Então, a perspectiva da vida torna-se um cenário cinzento. Esses distúrbios podem ter causas genéticas ou circunstanciais. De qualquer forma, no pico da crise, a pessoa que sofre essa espécie de distúrbio enxerga a vida com desesperança, e não vê nenhuma saída para o seu sofrimento senão pela porta do suicídio. Se de acordo as ciências humanas, isso ocorre de forma involuntária e inconsciente cabe a Deus, não a nós, julgarmos quanto a Salvação dessa pessoa. Todavia não podemos esquecer que a vida é um dom divino. Só a Ele pertence “o dar” e “o tirar”. Agora o suicídio conspira contra os interesses primários da Ética Cristã que visa a exaltar o Criador e o amor ao próximo. Quão paradoxal é que alguém conclua que a melhor coisa que pode fazer por si mesmo é destruir a própria vida. Como a melhor coisa para si mesmo pode ser o ato final contra a própria vida? Ninguém pode agir em seu próprio interesse quando seu plano é destruir a si mesmo. Suicídio é ódio por si mesmo, e isso é antinatural, é irracional, é imoral. Conforme disse Agostinho, o suicídio é um fracasso da coragem, é o escapismo existencial, é a fuga sem retorno, é a covardia mais acentuada, é o ato mais covarde. Agostinho também falou: “No essencial, Unidade, no duvidoso, Liberdade e em tudo Caridade”. Que tenhamos amor as almas, e que Deus nos ajude a sempre ver a vida como uma oportunidade dada por Deus, para através dela fazermos a sua vontade neste mundo.



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