22 de abril de 2018
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

16/03/2018

Lição 11: Os Gigantes da Fé e o seu Legado para a Igreja

Comentário da Lição Bíblica para o fim de semana com o Pr. Jairo Teixeira


INTRODUÇÃO

Nesta lição veremos a luz da Bíblia o significado da verdadeira fé; bem como será destacada a sua importância para a caminhada cristã; e por fim, veremos como alguns gigantes da fé do AT, demonstraram sua fidelidade em meio aos desafios de seus dias. Este capítulo dá início a sessão final da carta (Hb 11 – 13). A lógica da argumentação do escritor é que, pelo fato de Cristo ser uma Pessoa superior (Hb 1 – 6), e de exercer um sacerdócio superior (Hb 7-10), deve-se, portanto, depositar nele total confiança. Ao serem tentados a voltar para o judaísmo e a depositar sua confiança em Moisés, os destinatários dessa carta, confiavam em coisas visíveis deste mundo, não nas realidades invisíveis de Deus. Em lugar de se deixarem levar para o que é perfeito, estavam retrocedendo para a perdição (Hb 6.1; 10.39).

Eis que a sua alma se incha, não é reta nele; mas o justo, pela sua fé, viverá. (Versão Almeida Revista e Corrigida) Habacuque 2:4

Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé”.Romanos 1:17

É evidente que diante de Deus ninguém é justificado pela Lei, pois “o justo viverá pela fé”. Gálatas 3:11

Mas o meu justo viverá pela fé. E, se retroceder, não me agradarei dele”. Hebreus 10:38

I – A FÉ QUE GERA CONFIANÇA EM DEUS

1. O sacrifício de Abel. Abel adorou a DEUS com a legítima e verdadeira adoração – deu sua vida – Deu sua vida em sacrifício, substituído por um animal e seu sangue, prefigurando o sacrifício de JESUS em nosso Lugar. Como não podia se matar e oferecer seu sangue (sangue é vida), ofereceu um animal e seu sangue em seu lugar – até hoje isso fala da salvação pelo cordeiro de DEUS, substituto, que tira o pecado do mundo – JESUS. Só por Ele podemos ser salvos.

2. O testemunho de Enoque. Enoque obteve testemunho que agradara a Deus e, pela fé, foi trasladado (Hb 11.5). O texto é claro ao afirmar que ele foi trasladado para não ver a morte. Retirado da terra antes do dilúvio, além de não provar a morte, ele não viu a destruição em massa da terra. Enoque é o tipo da Igreja arrebatada. Por ter agradado a Deus, foi retirado antes da grande catástrofe que atingiu o planeta. A Igreja que agrada ao Senhor, também será arrebatada antes da Grande Tribulação (Ap 3. 10). Enoque representa a Igreja.

Como DEUS tinha que todo dia descer para falar com Enoque; DEUS o levou para conversar com ele lá em cima.

A igreja que tem comunhão com o ESPÍRITO SANTO esta será levada para o céu.

Quanto a ser ou não Enoque que virá na Grande Tribulação. Não podemos afirmar.

Para mim são os mesmos que vieram; para outros serão novas pessoas; Para outros Enoque e Elias.

Cada um com suas suposições.

No reino espiritual não existe lógica.

Lembrando que todos os sinais que vão fazer são os mesmos feitos por Moisés e Elias.

Se Enoque representa a igreja, jamais poderia voltar a terra e muito menos morrer.

Já a lei e os profetas, representados por Moisés e Elias duraram até João.

3. A confiança de Noé. Único a ouvir DEUS em meio a um povo pervertido. Para salvação de sua família, construiu a Arca. Assim como Noé salvou sua família do Dilúvio, nós devemos salvar a nossa família da grande Tribulação que vem aí. Pregoeiro da justiça.

II – A FÉ QUE FAZ VER O INVISÍVEL

1. A obediência de Abraão. Sai-te para uma Terra que te mostrarei.100 Anos e Sara 90.Sacrifício de seu Filho. Nunca construiu uma casa.

2. A fidelidade de José. De escravo a governador da maior nação de sua época. Tentado, mas sempre fiel a DEUS. Acreditou que seu povo sairia do Egito e entraria e possuiria a terra Prometida.

3. A determinação de Moisés. Anrão e Joquebede tiveram fé para escondê-lo. Moisés teve fé para se recusar a ser filho da filha de faraó e viver na pobreza a fim de libertar seu povo.40 anos pelo deserto acreditando que entraria na terra prometida – entrou depois de morto.

III – A FÉ QUE DÁ PODER PARA AVANÇAR

1. A ousadia de Josué. Substituir Moisés não era tarefa fácil. Entrar na Terra e destruir os inimigos exigia muita fé. Rodear Jericó e gritar exigia fé sua e do povo.

2. A coragem de Raabe.DE UMA GENTIA, PROSTITUTA (RAABE), DE UMA MOABITA (RUTE) E DE UMA OUTRA GENTIA QUE TEVE RELAÇÕES SEXUAIS COM SEU SOGRO (TAMAR) DESCENDERAM TODOS OS REIS DE ISRAEL E POR FIM, JESUS, NOSSO SALVADOR – ISSO É GRAÇA.

RAABE – Hebreus Cap. 11.31 Pela fé, Raabe, a meretriz, não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias.

Deus se agrada da fé. Uma gentia, prostituta, se torna uma ascendente de JESUS, oficialmente, ou seja, legalmente.

Todos os reis de Israel são seus descendentes. Casou-se com um judeu, Salmom.

Daí veio Boaz e depois Jessé e depois Davi e todos os reis de Israel.

Pela fé Raabe, a meretriz, não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias. Hebreus 11:31

E Salmom gerou, de Raabe, a Boaz; e Boaz gerou de Rute a Obede; e Obede gerou a Jessé; Mateus 1:5 E de igual modo Raabe, a meretriz, não foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emissários, e os despediu por outro caminho? Tiago 2:25

3. O heroísmo de Gideão.Malhando trigo no Lagar (local de fazer suco de uva).Prova com DEUS.Seu exército – 300 homens e seus vasos de barro.

Revista CPAD – 3º Trimestre de 2001 – Título: Hebreus — “… os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes” – Comentarista: Elinaldo Renovato

IV– A DEMONSTRAÇÃO DA FÉ

Para ilustrar a importância da fé e sobretudo a sua praticidade, o escritor da epístola aos Hebreus reúne na conhecida “galeria dos heróis da fé”, exemplos de personagens que marcaram sua geração; podemos perceber essa ênfase pela expressão repetidamente usada “pela fé”. Seu propósito nessa carta é destacar que essa fé não é estática, ou seja, não ficou apenas no campo da crença, da reflexão, de forma teórica, pois a expressão “pela fé” sempre é seguida de verbo (Hb 11.3,4,5,7,8,9,11,18,20,21,22,23,24,27,28,30,31,33-37,39), indicando ações que os homens e mulheres de Deus tomaram, para demostrarem sua fidelidade a Deus, deixando um legado para a igreja.

3.1 A obediência pela fé. Das grandes lições deixadas pelos gigantes da fé citados no capítulo em apreço, está a da obediência, ao citar o exemplo de Noé (Hb 11.7), que obteve de Deus uma revelação e um grande livramento. Sua fé foi comprovada pelo fato de que ele aceitou esta revelação sem duvidar e contradizê-la. Agiu conforme a revelação recebida. Pela fé Noé começou a construir a arca. Deus lhe havia ordenado, e Noé obedeceu (Gn 6.13,14, 22), essa obediência é ilustrada também pela atitude do patriarca Abraão que: “Pela fé Abraão sendo chamado, obedeceu […]” (Hb 11.8). O escritor aos Hebreus deixa claro que depois de aproximar-se de Deus pela fé, manter um relacionamento de amor e fidelidade firmada em suas promessas, o cristão deverá manter esse relacionamento por meio da obediência, pois a fé sem obediência é incredulidade (Tg 2.17).

3.2 A esperança pela fé. A fé dá ao seu possuidor os olhos de um profeta, e uma confiança no futuro do povo de Deus. Isto é demonstrado em Isaque, que pela fé: “[…] abençoou Jacó e Esaú, no tocante às coisas futuras” (Hb 11.20; cf. Gn 27.27-29, 39,40). Ela também é vista em Jacó que abençoou cada um dos filhos de José no leito da morte (Hb11.21; cf. Gn 48.11-20). José amplia este aspecto ainda mais: “Pela fé, José, próximo da morte, fez menção da saída dos filhos de Israel e deu ordem acerca de seus ossos” (Hb 11.22; cf. Gn 50.24,25). Ele não queria que seus restos mortais ficassem no Egito. Nos três exemplos, a confiança no futuro era baseada na fé acerca da integridade das promessas de Deus. Aqui era a visão que transcendia seu próprio destino e sua própria geração. Eles se enxergavam fazendo parte de um grande plano, como elos da corrente da história divina. Sua fé não foi alterada pelo não cumprimento durante a vida deles. Isto também servia de repreensão para estes cristãos hebreus hesitantes! (BEACON, 2006, p. 108).

3.3 A superação pela fé. O autor tem relatado os feitos heroicos da fé, agora ele se volta aos seus sofrimentos pacientes (Hb 11.35-38). A alusão nestes versículos é a homens e mulheres da história do povo de Deus que poderiam ter salvado suas vidas ao renunciar à sua fé, no entanto, preferiram renunciar a suas próprias vidas. A verdadeira fé vai além de toda negação presente e atravessa toda barreira terrena. Porque a fé em Deus por meio de Cristo, está segura do resultado final (Hb 10.23,35). Para os crentes verdadeiros, viver pela fé implica algumas vezes, também morrer na fé: “Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra” (Hb 11.13). Na verdade, é preciso mais fé para suportar do que para escapar. Como os três jovens hebreus, devemos crer em Deus e obedecê-lo, mesmo que Ele não nos livre (Dn 3.16-18).

CONCLUSÃOA apostasia, o abandono deliberado da fé em CRISTO, é algo de indescritível gravidade espiritual. Se rejeitarmos o sacrifício de CRISTO como paga pelos nossos pecados, nenhuma outra provisão haverá para a nossa salvação (v.26). O relativismo religioso e o secularismo que debilitam a igreja, afrouxando as regras e os limites entre o santo e o profano, constituem um sinal de alerta a todos nós. Não rejeitemos a CRISTO!

Subsídio Bibliológico

“Aviso contra a apostasia. O pecado voluntário que ameaçava os hebreus consistia em abandonar o Cristianismo e voltar ao judaísmo. Não há nenhum sacrifício em favor dos que apostatam da fé em CRISTO — pela alma do homem só existe um único sacrifício, o de CRISTO (v.26). Ora, se o sacrifício de CRISTO é definitivo, também é o último. Rejeitá-lo voluntariamente implica “uma certa expectação horrível de juízo e ardor de fogo” (v.27). O autor não limita a eficácia da obra de CRISTO em favor do penitente. Essa passagem deve ser estudada em conjunto com o capítulo 6.4-8. Sob a Antiga Aliança, quem desprezasse a Lei de Moisés era punido com a morte (v.28). O mesmo princípio está em vigência, e com maior rigor ainda para quem apostatar da fé, pois constitui afronta a CRISTO, à eficácia do seu sangue e um insulto ao ESPÍRITO SANTO, através de quem a graça de DEUS se manifesta. Sobre os tais pesa o juízo de DEUS, do qual ninguém pode escapar (vv.29-31) ”. (Comentário Bíblico — Hebreus, CPAD, pág. 156.)

Subsídio Teológico

“Se pecarmos voluntariamente (Hb 10.26). O escritor de Hebreus volta a advertir seus leitores sobre o caso de abandonar a CRISTO, como fizeram em 6.4-8. “Pisar o Filho de DEUS (Hb 10.29). Continuar a pecar deliberadamente depois de termos recebido o conhecimento da verdade (v.26) é: (1) tornar-se culpado de pisar JESUS CRISTO, tratá-lo com desprezo e menosprezar sua vida e morte; (2) ter o sangue de CRISTO como indigno da nossa lealdade; e (3) insultar o ESPÍRITO SANTO e rebelar-se contra Ele, o qual comunica a graça de DEUS ao nosso coração. “O justo viverá da fé (Hb 10. 38). Este princípio fundamental, afirmado quatro vezes nas Escrituras (Hc 2.4; Rm .7; Gl 3.11; Hb 10.38), governa o nosso relacionamento com DEUS e a nossa participação na salvação provida por JESUS CRISTO. (1) Esta verdade fundamental afirma que os justos obterão a vida eterna por se aproximarem fielmente de DEUS com um coração sincero e crente (ver 10.22). (2) Quanto aquele que abandona a CRISTO e deliberadamente continua pecando, DEUS “não tem prazer nele” e incorrerá na condenação eterna (vv.38,39). ”  (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, pág. 1915.)



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