15 de agosto de 2018
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

26/01/2018

Lição 4 - JESUS É SUPERIOR A JOSUÉ - O meio de entrar no repouso de Deus

Comentário da Lição Bíblica para o Fim de Semana Sob a responsabilidade do Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


Texto Bíblico: Hebreus 4:1-13

O texto de Hebreus 4 mostra o que a história de Josué representa para a Igreja de CRISTO. Enquanto o ministério do sucessor de Moisés foi de caráter terreno, temporário e incompleto – primeiro porque Israel não conquistou toda a terra; depois, as guerras continuaram? JESUS CRISTO proveu um descanso celestial, eterno e completo. Na lição desta semana, é preciso fazer o contraste entre os ministérios de JESUS e Josué, conforme abaixo:

JOSUÉ – Terreno – Temporário – Incompleto

JESUS – Celestial – Eterno – Completo

Devido à popularização da teologia da prosperidade, bem como o aumento da “politização ideológica” dos movimentos evangélicos, é comum alguns cristãos virarem as costas para a dimensão celestial e eterna do ministério de JESUS, alegando que se dermos ênfase ao “céu” formaremos cristãos “escapistas”. O problema é que eles se esqueceram de combinar isso com o autor de Hebreus. A natureza celestial, eterna e esperançosa do ministério de CRISTO é cristalina nas Escrituras! Por isso, embora a obra de CRISTO tenha consequências presentes como uma antecipação das bênçãos futuras, claro que podemos vivê-las hoje, aqui e agora, não tenha receio de enfatizar a natureza do porvir da obra de CRISTO, pois Ele nos prometeu a vivência da comunhão no Reino Celestial (Mt 26.28,29).

INTRODUÇÃO

Depois de mostrar a superioridade de JESUS CRISTO sobre os profetas, sobre os Anjos e sobre Moisés, agora o autor aos Hebreus demonstra Sua superioridade sobre Josué. O general de guerra dos Hebreus e substituto de Moisés na Jornada rumo à Terra Prometida. Josué 1:1 E SUCEDEU depois da morte de Moisés, servo do SENHOR, que o SENHOR falou a Josué, filho de Num, servo de Moisés, dizendo: 2 Moisés, meu servo, é morto: levanta-te pois agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel. Y ̂ehowshuwa Ì ou יהושׂע Y ̂ehowshu ÌaJosué = “Javé é salvação” n pr m – filho de Num, da tribo de Efraim, e sucessor de Moisés como o líder dos filhos de Israel; liderou a conquista de Canaã. O nome que é amplamente defendido para o Messias, é o nome de Josué. Que Literalmente na Língua Hebraica é: (עשוהי), que significa: Yahweh salva ou Yahweh é salvação ou Yahweh é a salvação. E a transliteração adotada, com a introdução dos sinais vocálicos, que foram criados pelos Massoretas, é: (Yehôshu‘a). No entanto, antes do filho de Num ser chamado de Josué: (עשוהי), ele era chamado de Oséias: (עשוה), que significa Salvação. Cuja transliteração é: (Hôshē‘a). Este nome, literalmente, é o mesmo do profeta Oséias (עשוה). Então, a grande pergunta é: Por quê Moisés foi autorizado a mudar o nome do filho de Num, de (עשוה – Hôshē‘a) para (עשוהי – Yehôshu‘a)? Podemos encontrar duas respostas para essa pergunta:A primeira é em função da crença da maioria. A mudança do nome é simbólica. Portanto, apontava para o Messias, que no futuro iria conduzir (e está conduzindo) o povo de DEUS para a Canaã celestial. A segunda é em função de uma guerra que houve entre as Tribos de Israel e Amaleque. Como está escrito: “E chamou o nome daquele lugar Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos de Israel e porque tentaram ao SENHOR, dizendo: Está o SENHOR no meio de nós ou não? Então, veio Amaleque e pelejou contra Israel em Refidim. Com isso, ordenou Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, e peleja contra Amaleque; amanhã, estarei eu no cimo do outeiro, e o bordão de DEUS estará na minha mão. Fez Josué como Moisés lhe dissera e pelejou contra Amaleque; Moisés, porém, Arão e Hur subiram ao cimo do outeiro. Quando Moisés levantava a mão, Israel prevalecia; quando, porém, ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque. Ora, as mãos de Moisés eram pesadas; por isso, tomaram uma pedra e a puseram por baixo dele, e ele nela se assentou; Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um, de um lado, e o outro, do outro; assim lhe ficaram as mãos firmes até ao pôr-do-sol. E Josué desbaratou a Amaleque e a seu povo a fio de espada. Então, disse o SENHOR a Moisés: Escreve isto para memória num livro e repete-o a Josué; porque eu hei de riscar totalmente a memória de Amaleque de debaixo do céu. E Moisés edificou um altar e lhe chamou: O SENHOR É Minha Bandeira. E disse: Porquanto o SENHOR jurou, haverá guerra do SENHOR contra Amaleque de geração em geração”. (Êxodo 17:8-16 – ARA). Esse relato, onde está escrito que DEUS mandou Moisés escrever o acontecido (como a peleja foi vencida) e relatar a Josué, é uma prova que nesta peleja ele já não se chamava Oséias. Esta peleja ocorreu bem antes de Moisés enviar os espias para a terra de Canaã. Eles ainda não haviam nem mesmo chegado ao Monte Sinai. Leia Êxodo 16:1; 17:1 e 19:1 e compare com Números 10:11-13 e 11:1-3. Dos três versos, nos quais aparece o nome Oséias {Êxodo 13:8 e 16 (עשוה).}, dois é no capítulo onde são escolhidos os espias e enviados e o último é em Deut. 32:44: (עשוה). Neste, Josué ainda é chamado Oséias filho de Num. E curiosamente, a primeira vez em que Oséias filho de Num é chamado de Josué, é na peleja contra Amaleque. O que podemos entender, é que ele foi chamado de Josué, em Êxodo 17:8-16, justamente para que ele não pensasse em si mesmo ou de si mesmo como o vencedor da peleja em função do seu nome. Oséias – Salvação. Por isso, Moisés teria que escrever e relatar a ele Josué, quem foi realmente o verdadeiro vencedor da peleja, ou seja DEUS. Assim Josué sempre dependeria de DEUS para vencer as batalhas que viriam. (E Moisés edificou um altar e lhe chamou: O SENHOR É Minha Bandeira). O descanso no AT é descanso material, é físico – um dia literal de descanso ou entrar e possuir uma terra. Nosso cansaço, na verdade está na alma sobrecarregada de pecados. Só JESUS pode nos aliviar de tal carga. Em JESUS está nosso descanso final.Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. Mateus 11:28-30. REPOUSO em nossa lição tem significado, para os Israelitas, de descanso na Terra prometida, Descanso de guerras, de fuga, de divisões.

Para nós REPOUSO tem significado de salvação em que se experimenta já um pouco do celestial, enquanto aqui na Terra, esperando a perfeição no céu. Significa salvação, descanso, paz, alegria e concórdia. No futuro, eternidade com DEUS.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO:

“Pareça que algum de vós fique para trás’ (4.1). Deixar de perseverar na fé e na obediência a JESUS resulta em deixar de alcançar o prometido repouso eterno no céu (cf. 11.16; 12.22-24). (1) A expressão “pareça que algum de vós” é falada à luz dessa possibilidade terrível e do juízo de DEUS. (2) A perseverança na fé exige que continuemos a nos aproximar de DEUS, por meio de CRISTO, com sincera resolução (v.16; 7.25). “‘Entramos no repouso (4.3). Somente nós, que temos crido na mensagem salvadora de CRISTO, entramos no repouso espiritual de DEUS. Isto é, CRISTO carrega nossos fardos e nossos pecados, e nos dá o “repouso” do seu perdão, da sua salvação e do ESPÍRITO SANTO (Mt 11.28) Mesmo assim, nesta vida, o nosso repouso é apenas parcial, porque somos como peregrinos que caminham com dificuldade na penosa estrada deste mundo. Ao morrermos no Senhor, entramos no seu repouso perfeito no céu. “‘Resta … um repouso (4.9). O repouso prometido por DEUS não é somente o terrestre, mas também o celestial (vv. 7,8 cf. 13.14). Para os crentes, resta ainda o repouso eterno no céu (Jo 14.1-3; cf. Hb11.10,16). Entrar nesse repouso final significa cessar do labor, dos sofrimento e das perseguições, tão comuns em nossa vida nesta terra (cf. Ap 14.13); significa participar do repouso do próprio DEUS e experimentar eterna alegria. Deleite, amor e comunhão com DEUS e com os santos redimidos. Será um descanso sem fim (Ap 21,22). (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, págs. 1902,1905) 

 I – JESUS PROVEU UMA MENSAGEM SUPERIOR A DE JOSUÉ

  1. Uma mensagem que deve ser recebida pela fé. O autor inicia sua argumentação com uma afirmação e uma declaração. Primeiramente ele afirma que as boas-novas foram pregadas a seus contemporâneos, assim como havia acontecido com os crentes dos dias de Josué (Hb 4.2). Tanto aqui como no versículo seis, o autor usa o verbo grego euangelizomai, que significa “evangelizar”, “pregar as boas-novas a alguém”. É a mesma raiz que dá origem à palavra “evangelho”. Em segundo lugar, o autor declara que “a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram” (Hb 4.2). Muitos crentes do Antigo Pacto haviam ficado de fora da Terra Prometida porque não receberam a mensagem com fé, o que se poderia esperar então dos que receberam a mensagem em sua plenitude, mas não lhe deram crédito? (LB CPAD, 1º Trim 2018, Lição 4, 28 jan 18)

O juízo divino inspira temor. O capítulo 4 inicia com o autor demonstrando receio de que se repita o caso daquela geração de israelitas que saíram do Egito, mas não puderam entrar na Terra Prometida, incluindo o próprio Moisés e Arão, por causa da incredulidade e rebelião. Naquela ocasião, Moisés transmitiu a palavra do Senhor a todo Israel, acompanhado de sinais e maravilhas, mas o povo não confiou nas promessas de Deus. Como aqueles, se os hebreus não dessem crédito à mensagem do Evangelho, abandonando a fé, pereceriam como aquela geração incrédula.

As boas novas de libertação e do amor de Deus que Israel ouviu no Sinai não foram tão claras quanto a Salvação anunciada agora por intermédio do Senhor (2.3), contudo, teria tido valor para seus ouvintes e os teria introduzido no descanso de Deus, se tivessem recebido com fé” (Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. Nota textual Hebreus 4.2. Pág. 1467.)

2.  UMA MENSAGEM QUE SE FUNDAMENTA NA OBEDIÊNCIA. 

O autor passa a mostrar a razão de alguns não terem entrado no descanso de Deus: “Visto, pois, que resta que alguns entrem nele e que aqueles a quem primeiro foram pregadas as boas novas não entraram por causa da desobediência” (Hb 4.6). A desobediência (gr. apeitheia) é a manifestação ativa da incredulidade. Essa palavra ocorre seis vezes no texto original e foi usada pelo apóstolo Paulo para se referir aos “filhos da desobediência” (Ef 2.2). O crente, quando não crê, age da mesma forma do incrédulo. O autor de Hebreus usa essa palavra novamente no versículo 11, do mesmo capítulo, quando alerta o crente a não “cair no exemplo de desobediência”. A mensagem de Deus só tem proveito quando acompanhada pela obediência. (LB CPAD, 1º Trim 2018, Lição 4, 28 jan 18)

Entendemos por desobediência, o ato de alguém se rebelar contra a autoridade, ser insubmisso, quebrar princípios, desrespeitar, afrontar. A desobediência a Deus é um pecado que certamente levará um homem à morte. O trágico desfecho do Éden iniciou-se com o ato de desobediência à Palavra de Deus. A desobediência a Deus e à sua Palavra, tem sido a ruína de muitos cristãos. Quando entramos por este caminho, estamos entrando pelo caminho da morte (Hb 3.18-19).

Essas boas novas para os filhos de Israel eram justamente a promessa de entrada na terra de Canaã. Imagine uma nação inteira que estava sendo escravizada no Egito, sair da casa da servidão rumo ao cumprimento da promessa de tomar posse de uma terra que manava leite e mel? Porém, as boas novas no tempo de Cristo são justamente o anuncio de novas promessas de posse de uma pátria celestial, onde os salvos não terão contrariedades, nem dor e nem sofrimentos de espécie nenhuma. NÃO ENTRARAM. Infelizmente grande parte daqueles que saíram cheios de esperança da terra do Egito, baseados na promessa feita a Deus de tomarem posse da terra prometida, não puderam entrar na terra prometida. Como também muitos dos que ouviram as boas novas do próprio Cristo de Deus, o rejeitaram, e por isso perderam a promessa de vida eterna: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam, nem o aceitaram” (Jo 1.10). POR CAUSA DA DESOBEDIÊNCIA. No caso dos filhos de Israel que pereceram no deserto, eles não tomaram posse da promessa de entrarem na terra prometida, por causa da desobediência. E manifestaram essa tal desobediência por meio das murmurações, tentando ao Senhor e lhe provocando a ira. Cristo veio e anunciou o novo programa de salvação de Deus, mas os seus não entenderam que ele era o Messias prometido por Deus. A desobediência às boas novas do evangelho impede a posse da vida eterna.” (COMENTÁRIO DO NOVO TESTAMENTO Versículo Por Versículo, Hebreus 3.6. Disponível em:http://comentarionovotestamento.blogspot.com.br/2017/03/hebreus-36.html.

  1. UMA MENSAGEM QUE CONDUZ À CONTRIÇÃO.

A mensagem de Deus para ser recebida necessita encontrar corações receptivos, abertos: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 4.7b). O autor usa o termo sklerynô – traduzido como “duro”, “endurecido” – quatro vezes nesta carta. Esse termo deu origem a palavra portuguesa “esclerose”, “esclerosado”, isto é, “endurecido”, “enrijecido”. É a mesma palavra usada por Lucas em Atos 19.9 para dizer que os judeus se “mostraram endurecidos” e por essa razão rejeitaram a mensagem de Paulo. Aqui em Hebreus, como em outros lugares do Novo Testamento, é o homem, e não Deus, que endurece o seu próprio coração. Deus só endurece quem já está anteriormente endurecido (Rm 1.28,29). Para que a mensagem tenha efeito é preciso encontrar corações contritos. (LB CPAD, 1º Trim 2018, Lição 4, 28 jan 18)

Os leitores já aprenderam que eles vivem no tempo que se chama “hoje” (3.13), portanto, devem prestar atenção às promessas e advertências. Através de Davi a oferta para entrar ( e uma advertência sobre o perigo de não entrar) é continuada para uma nova geração, que deve “hoje” responder à voz de Deus. Esse “hoje” aponta em direção de todos aqueles que estavam tomando conhecimento do conteúdo desta carta, para aqueles que tiveram o privilégio de ouvirem o próprio Senhor Jesus, bem como para todos aqueles que nasceram após a os fatos do Calvário. A porta da graça de Deus continua aberta para todos.

“{…} O autor da carta aos Hebreus neste texto está chamando atenção dos seus destinatários quanto ao perigo do pecado, mormente o pecado da incredulidade que tem como consequência o endurecimento do coração. Ele vai buscar na experiência dos seus antepassados no deserto, quando após saírem do Egito, puseram por várias vezes Deus à prova, revelando a perversão e a dureza de seus corações, o exemplo para exortar a igreja sobre o perigo da incredulidade e do distanciamento do Deus vivo.

A insensibilidade espiritual, que no texto em foco é chamada de dureza de coração, foi o resultado desta atitude de incredulidade, daqueles que tinham visto e experimentado inúmeros milagres e livramento de Deus, desde a saída do Egito por todo o tempo de peregrinação no deserto. Endurecidos e incrédulos se afastaram do Deus vivo, sentenciando assim a própria condenação, razão porque toda uma geração de homens e mulheres morreu no deserto sem entrar na terra prometida.

O contexto nos desautoriza a usar o versículo em epígrafe para falar de conversão daqueles que ainda não reconheceram a Cristo como Senhor e Rei em suas vidas, mas pode sim, ser usado para exortar e confrontar àqueles que já se declarando crentes, já tendo experimentado da bênção da salvação, se recusam a viver em plena obediência ao Senhor e à sua palavra.

Não fomos salvos para vivermos descomprometidos neste mundo perdido, a nossa salvação cujo preço seria por nós impagável, foi realizada por Deus em Cristo Jesus. Na cruz o nosso Senhor tomou sobre si a nossa culpa e sofreu o castigo que nosso pecado merecia. Naquele maldito madeiro, Ele nos resgatou das mãos do nosso inimigo, nos livrou da perdição eterna, nos resgatou do inferno e nos trouxe para perto dele, a fim de termos uma nova vida e de vivermos de conformidade com a sua vontade que é boa, perfeita e agradável.

Aquele que nos salvou também nos deu uma missão. Nos chamou e nos comissionou para que fôssemos instrumentos em suas mãos na bendita tarefa de reconciliar o homem consigo mesmo. Ao contrário do que muitos pensam não estamos aqui apenas para desfrutarmos da proteção, cuidado, bondade e amor de Deus. Temos uma missão, um chamado, uma tarefa para realizarmos enquanto estivermos aqui. Neste caso, o descaso, o descompromisso, o desprezo ao propósito de Deus para as nossas vidas é uma grave e indesculpável rebeldia.” (Pr. Ivan José Santos Silva, Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração. Disponível em: http://www.ipsl.org.br/2014/10/hoje-se-ouvirdes-sua-voz-nao-endurecais.html.

A SUPERIORIDADE DE JESUS A JOSUÉ (4.1-13)

Visto que Moisés estava impossibilitado de levar os israelitas para Canaã, o escritor reflete sobre a posição de Josué, que de fato os levou para lá. Demonstra, no entanto, que nem sequer Josué obteve para seu povo o descanso verdadeiro. Josué fracassou pela mesma razão que Moisés, ou seja: por causa da descrença do povo. Isto leva o escritor exortar seus leitores a procurarem aquele descanso superior, que, segundo passa a dar a entender, acha-se em CRISTO. (i) O descanso maior que Josué não podia obter (4.1-10)1. Tendo demonstrado o fracasso dos israelitas de possuir sua herança sob a liderança de Moisés, o escritor passa, então, ao seu sucessor, Josué.Embora os homens no deserto tenham fracassado quanto a obter o “descanso,” a promessa dele permanecia para seus filhos. Até mesmo é feita a suposição de que a promessa é permanente e ainda disponível ao escritor e aos seus leitores, daí a exortação adicional. É importante notar que as primeiras palavras do texto grego, como de ARA, são: Temamos, portanto (Phobèthõmen oun). A posição do verbo dá-lhe ênfase especial. Seria salutar para os cristãos considerarem seriamente o fracasso dos israelitas, que incorreram no desagrado de DEUS, e temer que uma calamidade semelhante não sobrevenha aos membros da nova comunidade, o Israel espiritual. O escritor aceita sem questionar que nos é deixada a promessa de entrar no descanso de DEUS, presumivelmente porque sua doutrina de DEUS é tal que não pode conceber que qualquer palavra dEle possa falhar. Com isto em mente, um elemento de temor piedoso é de valor incalculável, porque aplica a nós a solene conseqüência de subestimar a provisão que DEUS faz para Seu povo.O escritor toma por certo, para si mesmo e para seus leitores que algum tipo de descanso pode ser atingido. Nos versículos que se seguem, dá uma explicação que nos ajuda a saber a natureza do descanso que ainda está disponível. Há certa dúvida acerca do significado exato das palavras: suceda parecer que algum de vós tenha falhado, visto que a palavra (dokeò), além de significar “julgar” também pode ser traduzida parecer (ARA), e neste caso a advertência é até mesmo contra a aparência do fracasso. Além disto, pode significar “suceda que algum de vós pense,” e neste caso a ênfase recai sobre um modo errado de aquilatar a situação. É possível que alguns dos leitores estivessem pensando por demais literalmente que o “descanso” se referia a Canaã e, portanto, não tinha relevância para eles. Mas uma advertência do tipo que abunda nesta Epístola seria mais apropriada para o primeiro significado; “ser julgado,” com o agente do julgar deixado em aberto. 2. Ao atribuir aos seus leitores uma posição paralela aos israelitas, o escritor emprega um verbo que é altamente importante, incluindo sua própria pessoa na declaração, diz: Porque também a nós foram anunciadas as boas novas, como se deu com eles, que significa literalmente: “o evangelho foi pregado a eles tanto quanto a nós.” Naturalmente, o conteúdo da mensagem era grandemente diferente, mas o fator em comum é que nos dois casos DEUS estava se comunicando com os homens. Quando a revelação de DEUS aos israelitas é destacada, a mensagem é expressa pela palavra logos, já usada em 2.2 num sentido semelhante. É uma palavra neotestamentária favorita para a revelação de DEUS. Neste caso é qualificada pela frase que ouviram (tès akoès, literalmente “palavra do ouvir”). A expressão pode ser entendida no sentido da mensagem que foi simplesmente ouvida, mas diante da qual não foi dada resposta, e este modo de compreendê-la se adaptaria bem ao contexto. Seja qual for o significado adotado, fica claro que o que ouviram não recebeu resposta, pelo menos da parte dalguns. A razão dada: visto não ter sido acompanhada pela fé, naqueles que a ouviram. 3. Os crentes estão numa posição inteiramente difrente dos israelitas antigos aos quais se refere o Salmo 95. Mesmo assim, o escritor cita mais uma vez o julgamento enfático de DEUS que proibiu os israelitas de entrar em Canaâ, porque ao assim fazer coloca em enfoque mais nítido a posição superior dos crentes. Quando diz :Nós, porém, que cremos (tempo passado), entramos (presente) no descanso, está ressaltando que o descanso de que está pensando é uma experiência já no processo de ser cumprida. Não é algo simplesmente a ser esperado para o futuro. É uma parte essencial da realidade presente para os cristãos. É estranho que a palavra “crer” não está no tempo presente, mas o escritor evidentemente pretende referir-se ao evento da conversão. A advertêhcia no v. 1 claramente visa aqueles cuja experiência não ficou à altura daquilo que DEUS lhes providenciou. Presumivelmente, os leitores originais teriam reconhecido a natureza espiritual do “descanso,” que o escritor ainda não definiu. Apesar disto, ele dá algum indício na declaração seguinte — embora, certamente, as obras estivessem concluídas desde a fundação do mundo — como se quisesse que seus leitores levassem sua atenção para além das peregrinações no deserto, para a própria criação. O descanso da citação e as obras do comentário claramente estão estreitamente ligados entre si. Aquilo em que os leitores agora podem entrar não é diferente do tipo de descanso do qual o Criador desfrutou depois de ter completado as Suas obras, o que significa que a idéia do descanso é a da obra aperfeiçoada e não da inatividade. É importante notar que o “descanso” não é algo novo que não tinha sido conhecido por experiência até à vinda de CRISTO. Tem estado disponível no decurso de toda a história do homem. Esta referência para a criação no passado distante coloca a idéia na base mais ampla possível, e parece sugerir que o descanso fazia parte da intenção de DEUS para o homem. O “descanso”  é uma qualidade que tem frustrado a busca da parte do homem, e, na realidade, não pode ser alcançado a não ser através de CRISTO.

CONCLUSÃO

A palavra chave desta lição é “descanso”. Todos nós nos fatigamos na caminhada da vida. O problema, portanto, não é se cansar, mas permitir que fatores diversos interrompam a nossa jornada de fé. Com os israelitas o desânimo veio como consequência da infidelidade, incredulidade e desobediência. As mesmas coisas podem acontecer conosco se não atentarmos para a santa, viva e eficaz Palavra de Deus. Nessa jornada temos como guia não um Moisés ou um Josué, mas Jesus, o autor e consumador da nossa fé. (LB CPAD, 1º Trim 2018, Lição 4, 28 jan 18). Finalmente, podemos encaixar todas as peças. Aqui em Hebreus temos imaginado o sábado semanal (descanso do trabalho), entretanto contextualmente a Escritura está falando sobre o descanso de Deus na criação, que é “Hoje”. Nós sabemos que aqueles que já guardavam o sábado semanal (os filhos de Israel) não entraram neste descanso. Após 40 anos de peregrinação eles entrarem na terra prometida, mas Josué ainda não pode dar-lhes descanso.



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