21 de maio de 2018
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

06/01/2018

Lição 1- A Carta aos Hebreus e a Excelência de Cristo

Comentário da Lição sob a responsabilidade do Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


INTRODUÇÃO:

A Epístola aos Hebreus não é igual a nenhum outro livro do Novo Testamento. Ela começa como um tratado, continua como um sermão e conclui como uma carta. Conclui como uma carta, mas não começa como tal, pois não tem a saudação costumeira e não dá nem o nome do escritor nem o nome da comunidade à qual foi enviada. Contudo, por toda parte, o livro está claramente escrito para um grupo particular de leitores. Está escrito no melhor grego literário encontrado no Novo Testamento. O vocabulário é copioso e o estilo mostra traços de esforço e cuidado. A linguagem, ordem, ritmo, sintaxe, todos contribuem para o efeito total. O autor jamais é impetuoso; ele não é levado a se desviar por seus pensamentos. A beleza da carta pode mais facilmente ser apreciada que os detalhes do argumento, que demandam uma familiaridade não somente com o Velho Testamento, mas também certos tipos de interpretação do Velho Testa­mento vigentes no primeiro século.

I – AUTORIA, DESTINATÁRIO E PROPÓSITO

1. Autoria: A Carta aos Hebreus não revela o nome de seu autor. Ainda hoje é objeto de debates polêmicos entre os historiadores e teólogos que discutem o seu conteúdo e principalmente quem a escreveu. A autoria da epístola não é tão clara como a de outros livros do Novo Testamento, e isto tem sido motivo de controvérsia desde os primeiros tempos. As igrejas do oriente e do ocidente debateram sobre quem era o autor do livro, há vários motivos para se pensar em nomes como Paulo e Barnabé, Lucas, Apolo ou Clemente.

Com seu formato inigualável e não convencional, é considerada um tratado teológico, por conta de seu prólogo de abertura (Hebreus 1.1-4). Começa como um compêndio, prossegue como um sermão e termina como uma carta. Embora não traga em seu início a habitual saudação de Paulo, os cristãos desde o século IV, aproximadamente, até o final dos anos 1800, acreditaram ser o apóstolo o seu autor.

2. Destinatários:

 A comunidade a quem o escritor endereça o texto, era composta por judeus convertidos ao cristianismo que estavam voltando às antigas práticas do judaísmo. O retorno ao judaísmo era necessariamente um retorno à Lei. Manifestaram a intenção de retornar por causa da perseguição deflagrada pelo Império Romano. Pressionados, os crentes judeus se dividiram entre a sua nova fé e os costumes antigos. Era muito tentador voltar aos rituais judaicos, acomodando-se às liturgias da antiga religião, pois não mais viveriam sob pressão social. Mas, o escritor contra-argumenta este raciocínio, alega que Jesus é melhor do que qualquer forma de fé antiga; afirma que o retrocesso na fé se configura ato de apostasia.

Ainda nos dias atuais, entre os cristãos de confissão protestante, há quem creia que uma “uma vez salvo, salvo para sempre”, crença esta alheia ao texto bíblico, afirmação criada no século V por Agostinho do Hipona (354-430 d.C.), portanto, é um conceito mais católico do que protestante. O escritor da Carta aos Hebreus está entre os que ressaltam a possibilidade concreta da apostasia, mostra a necessidade da perseverança e vigilância na jornada cristã. Para o autor de Hebreus, o perigo de cair da fé é uma realidade e não apenas uma hipótese. (Hebreus 3.12; 6.4-6; 10.26-29). Nossa segurança está condicionada a nossa permanência em Cristo. A carta é uma pedra de tropeço para aqueles que pregam a doutrina da segurança incondicional ou eterna do crente.

3. Propósito:

 O argumento da Carta aos Hebreus é o de que Cristo não apenas é superior à antiga aliança, mas o cumprimento dela. A Carta aos Hebreus tenciona fazer uma ponte entre o passado e o presente vivido pela igreja daqueles dias. Com essa finalidade, frente às ameaças de um judaísmo cada vez mais presente na comunidade cristã, o remetente desenvolve algumas temáticas que dão corpo à carta, fazendo com que sua mensagem soe como um retumbante alarme.

Confira as abordagens doutrinárias que revelam claramente o objetivo de ter sido escrita:

• Encorajar. No século I, os seguidores de Cristo se viam constantemente sujeitos à perseguição de seus concidadãos. Os judeus crentes em Cristo, com sua fé recém descoberta, perguntaram se o cristianismo valia a dor da perseguição;

• Demonstrar que  as disposições divinas para a redenção vistas na Antiga Aliança cumpriram-se e tornaram-se obsoletas pela encarnação de Cristo e pelo estabelecimento do Novo Concerto, mediante a sua morte vicária.

• Evitar que os crentes judeus voltassem atrás, devido a estranha mistura entre judaísmo e cristianismo (Atos 21.23, 24);

• Alimentar o ânimo, a esperança e a fé em tempo do perigo da apostasia.

No capítulo 11 da Carta aos Hebreus, nos deparamos com uma “galeria de excelência  na fé” do Antigo Testamento. Encontramos o autor elogiando homens e mulheres que andaram com Deus e perseveraram na sua fé. São modelos a ser imitados. São trilhas a serem seguidas. Se eles, que viveram apenas na sombra das promessas ousaram tanto, como fazer diferente nós que vivemos na realidade e concretização das promessas?

A carta mostra que o passado do povo de Deus está ao nosso lado. Com isso, ensina que independentemente de suas tentações, os crentes são chamados e equipados em Cristo para que se transformem em pessoas mais parecidas com Ele a cada dia.

II – CRISTO – A PALAVRA SUPERIOR A DOS PROFETAS

1. A revelação profética e a Antiga Aliança

Os profetas eram os mensageiros de Deus para o povo de Israel. A Instituição Profética do Antigo Testamento é por demais importante para ser desprezada A trombeta profética servia de alerta quando a vida moral, espiritual e a social não ia bem. Para um judeu, a pior desgraça que poderia existir era o silêncio profético.

E o autor de Hebreus tinha consciência dessa situação, sabia que os profetas eram arautos de Deus,. Todavia, uma voz superior a deles fora levantada – a voz do Filho de Deus! Tinha plena consciência da importância que Moisés teve para a história do povo hebreu e por isso contrasta o papel do grande legislador comentando sobre a superioridade de Cristo. Mostra que Moisés, de fato, foi um grande líder, um mordomo sobre a casa de Deus, enquanto Jesus surge na história da humanidade como o construtor e edificador dessa casa.

Para o autor, a lei mosaica jamais aperfeiçoou nada; servia apenas para conduzir a Cristo. Assim, quem está em Cristo vive os princípios da lei, porque Cristo é o cumprimento da lei.

2. A relevação profética e a Nova Aliança

Para o autor, Cristo é simplesmente o mais “excelente”caminho (capítulo 1 e versículo 4). Está acima de tudo e merece a adoração dos crentes. É o cumprimento perfeito do antigo concerto, e aquele que estabeleceu o novo pacto. Simplesmente não há como comparar o Antigo Testamento com o Novo Testamento. O cristianismo tem um concerto melhor, um santuário melhor e um sacrifício melhor pelos pecados (Hebreus 8.1-13; 9.1-10; 9.11-10.18).

Jesus é Sumo Sacerdote “segundo a ordem de Melquisedeque”. Essa expressão, contida na carta é uma expressão-chave.

Jesus, como um autêntico judeu pertencente a tribo de Judá, jamais poderia oficiar como um sacerdote. Somente os descendentes de Levi e descendentes de Arão poderiam oficiar como sacerdotes. E a partir de uma exegese segura do Salmo 110, o autor mostra que Cristo é aquele que cumpre a profecia desse salmo porque Ele é rei e sacerdote ao mesmo tempo como o fora Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo e rei. Então, o escritor contrapõe o sacerdócio de Cristo com o sistema levítico. Dessa maneira, mostra a superioridade de Cristo sobre o sacerdócio da antiga aliança.

O sacerdócio da antiga aliança era da ordem aarônica, o sacerdócio de Cristo era segundo a ordem de Melquisedeque. O sacerdócio levítico era temporário, o de Cristo eterno. O sacerdócio levítico cobria o pecado, o sacerdócio de Cristo remove o pecado. O sacerdócio levítico oferecia animais como vítimas de sacrifícios, enquanto Cristo, nesse novo sistema sacerdotal, ofereceu-se a si mesmo.

Como nosso Sumo Sacerdote compassivo, Jesus Cristo proporciona um meio totalmente novo de relacionamento com Deus e de segui-lo.

  1. Cristo: a revelação final

Deus é imortal, soberano, invisível, onipotente e nada é impossível para Ele. Além de seu poder para criar e estabelecer todas as coisas, tem domínio e poder absoluto. Sua capacidade, poder e liberdade para fazer as coisas e criar, mesmo do nada, são mostras de sua onipotência (Isaías 40.12-15; Hebreus 1.1-3). E, portanto tais atributos, revelou-se ao mundo por meio de Jesus Cristo.

No capítulo 1 e versículos 1 e 2, o autor de Hebreus nos coloca deliberadamente nos “últimos dias”. O texto bíblico trata da revelação que Deus faz de si mesmo. No passado, Deus falou aos pais através dos profetas, mas “nos últimos dias”, que é a era messiânica, Ele revela-se em Cristo. Jesus inaugurou os “últimos dias”, que se estendem desde a sua primeira vinda até a segunda vinda. Este período de tempo também é a era do Espírito, em que Ele trabalha e ministra abundantemente.

. Tendo estabelecido a superioridade de JESUS CRISTO sobre os anjos, que representam as máis exaltadas entre as criaturas de DEUS, o escritor inculca sua lição com referências adicionais ao Antigo Testamento. A primeira é tirada de Salmo 104.4, mas não no sentido achado no texto hebraico, que não faz referência a anjos. O escritor claramente reconhece a autoridade do texto grego que interpretou o texto hebraico da mesma maneira que fizeram os escritores rabínicos. As palavras .Aquele que a seus anjos faz ventos, visam demonstrar um forte contraste entre os anjos e o Filho. Ao passo que se diz que o Filho foi gerado, diz-se que os anjos foram feitos. A distinção não é acidental. Os anjos, como criaturas, podem funcionar somente dentro dos limites para os quais foram criados, ou seja: para levar a efeito os desejos do seu Criador. Tanto os anjos (angeloi) quanto os servos (“ministros” — leitourgoi) têm uma função bem diferente da do Filho. A tarefa deles e’ servir. A tarefa do Filho é de exercer soberania (conforme demonstram os w . 8 e 9). É sugestivo que a descrição dos anjos é feita em termos do mundo natural. Ventos e fogo são melhor vistos como representantes de agências naturais poderosas, do que como ilustração de coisas que não tem substâncias. Há paralelos vétero-testamentários à idéia de agências sobrenaturais por detrás dos elementos da natureza (e.g. SI 18.10; 35.5). Há alguma sugestão de poder irresistível na linguagem figurada usada, porque tanto o vento quanto o fogo podem ser irresistivelmente destruidores, ou, se devidamente captados, poderosamente construtivos. Mas o pensamento principal do escritor nesta Epístola é o reconhecimento pelos anjos de um poder maior do que eles mesmos, a saber: o próprio poder que os nomeou. Embora estes agentes espirituais sejam mais poderosos do que os homens, não deixam de ser ultrapassadas pelo poder do Filho. Se alguém pensar que por detrás desta idéia há um conceito antiquado do mundo como estando sujeito a influências pessoas invisíveis, ao invés da idéia moderna da causa e efeito, que não deixa lugar para a manipulação sobrenatural, deve ser lembrado que aqui o escritor não está fazendo um comentário científico sobre fenômenos naturais como “vento” e “fogo.” Seu propó­ sito é inteiramente espiritual, uma demonstração da suprema importância do Filho sobre todas as criaturas. Ao mesmo tempo, o que ele diz não está em conflito com um conceito científico do mundo.

8-9. O contraste entre os anjos e o Filho é ressaltado de modo inconfundível na construção da frase grega (rnen… de).

A citação que expõe a soberania do Filho vem do Salmo 45.6-7. O contexto original do Salmo era bem diferente, e se referia às bodas dalgum rei de Israel. Mesmo assim, era geralmente reconhecido que tinha um significado muito mais extenso, e, de fato, era considerado messiânico. É neste último sentido que é citado aqui. As palavras iniciais: O teu trono, ó DEUS, épara todo o sempre, causam um problema, porque podem ser entendidas ou como um tratamento direto ao Filho, e neste caso não se pode evitar a implicação de que o Filho está sendo descrito como DEUS;13 ou, menos provavelmente, as palavras podem ser entendidas no sentido de “O trono do Teu DEUS,” ou “DEUS é Teu trono,” e neste caso a implicação de que o Filho é DEUS é evitada. Se um contexto histórico for levado em mente, seria difícil imaginar um rei terrestre sendo diretamente tratado assim, a não ser num sentido restrito, e, portanto, é melhor considerar que a declaração acha seu único cumprimento verdadeiro em CRISTO. Deve ser notado, no entanto, que a deificação do rei tem paralelos na literatura pagã (cf. também Jo 10.34- 35). Mesmo assim, visto que no pensamento hebraico o ocupante do trono de Davi era considerado o representante de DEUS, é neste sentido que se poderia dirigir-se ao rei chamando-o de DEUS.14 As palavras seguintes: Cetro de eqüidade é o cetro do seu reino, focalizam-se no caráter da soberania do Filho. O Antigo Testamento freqüentemente enfatiza a idéia da justiça, não somente a justiça de DEUS, como também a necessidade de justiça da parte do povo. O tema é especialmente relevante para o assunto principal desta Epístola. O Filho não dá Sua aquiescência a um padrão justo com má vontade. Forma o centro dos Seus afetos. Faz parte da Sua natureza — Amaste a jus? tiça. Semelhante abordagem à justiça envolve uma rejeição específica do seu oposto: a iniqüidade fahomia). É típico do estilo poético hebraico declarar uma idéia seguida por uma negação do seu oposto. Os que amam não têm alternativa senão odiar a iniqüidade, mas somente JESUS CRISTO o Filho já cumpriu perfeitamente os dois objetivos. A unção do Filho não deve ser considerada em conexão com os ritos da coroação, mas, sim, como simbolizando a alegria de ocasiões festivas, quando, então, era seguida a prática de ungir. Este fato explica uma forte sensação de alegria. A mesma idéia ocorre no Salmo 23.5, onde a unção é um sinal de favor. As palavras como a nenhum dos teus companheiros no Salmo original provavelmente se referem a outros reis e ressaltam a superioridade do rei a quem se dirige a palavra (cf. SI 89.27). Pode, no entanto, ser menos formal e referir-se aos companheiros na festa.

Seja como for, aqui serve o propósito de focalizar a atenção em um outro aspecto da superioridade do Filho. A transferência da idéia ao Filho não precisava de explicação alguma, visto que o título familiar “CRISTO” (como o título correspondente “Messias”) significa “O Ungido.” Pedro fixou-se neste pensamento na sua exposição diante de Comélio (At 10.38). Além disto, a idéia de ungir é importante numa Epístola cujo tema é o sumo-sacerdócio de CRISTO, porque todos os sacerdotes da linhagem de Arão eram ungidos ao assumirem suas funções.(10-12.)Os próximos três versículos criam um problema, porque a passagem citada de Salmo 102.25-27 não contém referência alguma ao Filho. Na Septuaginta, os w. 1-22 são dirigidos a DEUS, mas os w. 23-28 consistem na resposta. O escritor entende que DEUS está falando aqui. Na sua mente, era legítimo transferir ao Filho aquilo que se aplicava a DEUS, visto que já chamou atenção ao caráter eterno do Seu trono. A passagem tem muitos aspectos interessantes • que são aptos quando aplicados a JESUS CRISTO. O escritor já falou do papel do Filho na criação, e, em vista disto, a passagem do Salmo 102 é apropriada. Ao aplicar esta passagem, o escritor chama a atenção a uma idéia profunda acerca do Filho, i. é, Sua imutabilidade. A terra e os céus parecem ser bastante substanciais, mas eles perecerão. Havia uma crença generalizada no mundo greco-romano de que o mundo, e mesmo o próprio universo, era indestrutível. O conceito cristão expressado aqui estaria em rigoroso contraste. Esta transitoriedade da criação material aparentemente imutável, serve para ressaltar o contraste com a estabilidade divina. Há um som majestoso nas palavras: tu, porém, permaneces. Esta declaração focaliza a atenção na estabilidade inabalável, que é ressaltada ainda mais pelo quadro impressionante de DEUS enrolando os céus e a terra, agora esfarrapados como uma veste envelhecida, por não terem mais utilidade. Este vislumbre magnífico do salmista da consumação da presente era visa levar ao clímax: tu, porém, és o mesmo. Diante da desintegração em todos os outros lugares, o cará­ ter imutável do Filho destaca-se em contraste inconfundível. Os leitores cristãos não teriam dificuldade em aplicar ao Filho as palavras citadas, embora no Salmo se refiram ao Pai. Seria diferente para os leitores judeus visto não haver evidência alguma no sentido de que consideravam este Salmo totalmente messiânico. Apesar disto, a convicção do escritor de que CRISTO é eterno é um aspecto essencial da sua abordagem teológica no decorrer desta Epístola. É uma das distinções mais dramáticas entre a ordem de Melquisedeque e a ordem de Arão, que forma a chave à parte central do seu argumento.

Já foi notado que Salmo 110.1, que passa agora a ser citado, estava na mente do autor no começo da sua Epístola quando falou acerca do Filho assentando-Se à direita da Majestade no céu (v. 3).

A idéia da entronização agora é repetida para ressaltar o contraste mais óbvio entre JESUS CRISTO e a ordem mais alta de seres criados. Em nenhuma ocasião já foi concebido que os anjos ficam sentados, e, portanto, a entronização de JESUS imediatamente estabelece a Sua superioridade. Não somente é ressaltada a Sua soberania, como também Seu poder absoluto sobre Seus inimigos. Que esta idéia está destacada na mente do escritor fica claro no fato dele repetir a declaração no capítulo 10.12, 13. Tanto no capítulo 1 quanto no capítulo 10 a entronização e a vitória estão ligadas com a expiação que JESUS CRISTO faz pelos pecados. Além disto, este tema é achado noutros lugares no Novo Testamento. Ocorre no sermão de Pedro no Pentecoste (At 2.34-35), onde mais uma vez é contrastado com a ação dos judeus ao crucificarem a JESUS. Apesar daquilo que os homens fazem, DEUS nomeou JESUS tanto Senhor quanto CRISTO. Foi esta declaração de Pedro, baseada neste mesmo Salmo, que resultou na notável convicção em massa entre o seu auditório. Aqueles que responderam no dia do Pentecoste teriam motivo de lembrar-se do uso válido que Pedro fez deste Salmo. Não somente eles, mas também Paulo ecoa a mesma idéia na sua carta a Corinto (1 Co 15.25) quando procura comprovar que CRISTO deve ter a soberania absoluta, até mesmo sobre a própria morte. Uma reminiscência do uso do Salmo por Pedro pode ser notada na sua primeira Epístola (1 Pe 3.22). A idéia da supremacia de DEUS sobre Seus inimigos também é achada no Salmo 8.6 que Paulo realmente cita em conjunção com o Salmo 110.1 em 1 Coríntios 15. Não há dúvida, portanto, que o Salmo 110 tem um lugar especial no pensamento deste autor, visto que volta a ocorrer várias vezes na sua exposição.

Há um contraste marcante entre o Filho entronizado e os anjos ministradores.

A função destes últimos é essencialmente de serviço, e todos eles (pantes) inclui, de modo significante, todas as categorias dos anjos. Até os mais nobres são enviados para serviço. Há um contraste aqui entre a posição temporária do Filho como Servo no Seu ministério (cf. Fp 2.7) e Seu descartar daquela posição depois de ter completado a Sua missão. Os anjos, por outro lado, estão dedicados ao serviço constante e nunca serão entronizados. O escritor certamente não está querendo diminuir a função dos anjos, porque nota que seu serviço é a favor dos que hão de herdar a salvação.

Talvez pareça estranho que nenhuma definição da salvação seja dada, o que sugere que os leitores já sabiam o que significava. Nem sequer é definida como sendo salvação cristã, embora isto seja claramente tomado por certo. O ponto principal da carta toda aplica-se a explicar a salvação em termos de ofertas e aquilo que realizam. Ademais, o escritor ecoa o tema quase imediatamente na passagem seguinte. O que é importante no momento é observar que os mensageiros celestiais estão ocupados num ministério dirigido em direção à salvação dos homens. O enfoque do plano de DEUS da salvação está sobre as pessoas, consideradas como herdeiras. A idéia de herdar está clara no grego (klêronomein). É familiar no pensamento do Novo Testamento, porque a salvação cristã é concebida como algo que vale a pena ser possuído. Os crentes são chamados herdeiros, até mesmo co-herdeiros com CRISTO (cf. Rm 8.17). A idéia da herança, ademais, volta a ocorrer em Hebreus 3 e 4 (com a metáfora de um descanso), em Hebreus 9 (na linguagem figurada de um testamento) e em Hebreus 11 (em relação às promessas dadas à fé). Pode ser declarado com justiça que neste primeiro capítulo de Hebreus encontram-se muitas das idéias dominantes que voltam a ocorrer na Epístola. Embora não sejam expressas num sentido formal, não deixam de ser uma introdução eficaz à discussão seguinte.

AJUDA BIBLIOGRÁFICA
CPAD – http://www.cpad.com.br/ – Bíblias, CD’S, DVD’S, Livros e Revistas. BEP – Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE – http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
BÍBLIA ILUMINA EM CD – BÍBLIA de Estudo NVI EM CD – BÍBLIA Thompson EM CD.
Peq.Enc.Bíb. – Orlando Boyer – CPAD
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.
Revista Ensinador Cristão – CPAD.
Comentário Bíblico Beacon, v.5 – CPAD.
GARNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA

CHAMPLIN, R.N. O Novo e o Antigo Testamento Interpretado versículo por Versículo



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