21 de novembro de 2017
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

13/10/2017

LIÇÃO 03 – A SALVAÇÃO E O ADVENTO DO SALVADOR

Comentário da lição Bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira direto de farroupilha, Rio Grande do Sul.


Texto: (Jo 1.1-14) 

INTRODUÇÃO 

Deus não abandonou o ser humano no pecado. Por isso, o nascimento de Jesus marca o início de uma nova era para a humanidade, em que a promessa de perdão e de salvação, por intermédio de sua encarnação, posterior crucificação e morte, foi efetuada por Ele na cruz a fim de nos redimir. João começa seu Evangelho denominando Jesus de “o Verbo” (gr. Logos). Mediante este título de Cristo, João o apresenta como a Palavra de Deus personificada e declara que nestes últimos dias Deus nos falou através do seu Filho (cf. Hb 1.1). As Escrituras declaram que Jesus Cristo é a sabedoria multiforme de Deus (1 Co 1.30; Ef 3.10,11; Cl 2.2,3) e a perfeita revelação da natureza e da pessoa de Deus (Jo 1.3-5, 14,18; Cl 2.9). Assim como as palavras de um homem revelam o seu coração e mente, assim também Cristo, como “o Verbo”, revela o coração e a mente de Deus (14.9;). João nos apresenta três características principais de Jesus Cristo como “o Verbo”:

(1) O relacionamento entre o Verbo e o Pai. (a) Cristo preexistia “com Deus” antes da criação do mundo (cf. Cl 1.15,19). Ele era uma pessoa existente desde a eternidade, distinto de Deus Pai, mas em eterna comunhão com Ele. (b) Cristo era divino (“o Verbo era Deus”), e tinha a mesma natureza do Pai (Cl 2.9; ver Mc 1.11).

(2) O relacionamento entre o Verbo e o mundo. Foi por intermédio de Cristo que Deus Pai criou o mundo e o sustenta (v. 3; Cl 1.17; Hb 1.2; 1 Co 8.6).

(3) O relacionamento entre o Verbo e a humanidade. “E o Verbo se fez carne” (v. 14). Em Jesus, Deus tornou-se um ser humano com a mesma natureza do homem, mas sem pecado. Este é o postulado básico da encarnação: Cristo deixou o céu e experimentou a condição da vida e do ambiente humanos ao entrar no mundo pela porta do nascimento humano (ver Mt 1.23).Nesta lição destacaremos que o advento do Salvador é um fato incomparável; elencaremos algumas importantes verdades sobre a encarnação do Verbo, à luz do Evangelho escrito pelo apóstolo João; e por fim, pontuaremos alguns propósitos para o aparecimento de Cristo na história da humanidade. 

I – O NASCIMENTO DE JESUS, UM ADVENTO INCOMPARÁVEL 

De acordo com o dicionário Houaiss (2001, p. 94), o termo advento significa:“aparecimento, chegada de (alguém ou algo)”. O nascimento de Jesus é um advento incomparável na história da humanidade. Sobre o aparecimento de Cristo Brunelli afirma: “Tanto a chegada de Jesus a este mundo como a Sua saída ocorreram atipicamente. Esses acontecimentos (nascimento, ressurreição e ascensão) comprovam que Jesus não era uma pessoa comum”(2016,vol. 2, p. 50). Seu nascimento é um marco para a humanidade, um divisor de águas; tanto é fato que, ao nos reportarmos a eventos passados da história, usamos frequentemente a expressão: “antes de Cristo” (a.C.) e, “depois de Cristo” (d.C.). Notemos aspectos desse advento, que o tornou incomparável: 

1.1 Um cumprimento profético. Desde o início das Escrituras vemos Deus prometendo enviar seu Filho ao mundo, começando pelo proto evangelho (Gn 3.15), e continuando por todo o AT. Isaías denominado o profeta messiânico assim declarou sobre o nascimento do Salvador: “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel” (Is 7.14; ver Is 9.6). Há mais de trezentas referências do AT que se cumpriram em Jesus. Vejamos algumas: 

PROFETIZADO E CUMPRIDO EM:

O Messias nascido da semente da mulher 

Gn 3.15 ;Gl 4.4 

O Messias nasceria de uma virgem 

Is 7.14 ;Mt 1.18; Lc 1.26-35 

O Messias seria descendente de Abraão, Isaque e Jacó 

Gn 12.3; 17.19; 28.14 ;At 3.25; Lc 3.23; Mt 1.1-13 

O Messias descenderia da tribo de Judá 

Gn 49.10; Sl 2.6-9 ;Lc 3.33,34; Mt 1.2-3

O Messias descendente de Davi e herdeiro do trono 

2Sm 7.12-13; Sl 132.11; Jr 23.5 ;Mt 1.1,6 

O Messias nasceria em Belém 

Mq 5.2 ;Mt 2.1-2 

O Messias seria chamado do Egito 

Os 11.1 ;Mt 2.15 

1.2 Uma concepção sobrenatural. A concepção de Jesus foi proveniente de uma ação miraculosa de Deus por meio do Espírito Santo no ventre da jovem Maria (Mt 1.18,20; Lc 1.34,35). O mesmo Espírito que no princípio pairava sobre as águas no relato da criação (Gn 1.2), semelhantemente de maneira maravilhosa, agiu na encarnação de Cristo. A respeito do advento de Jesus, o apóstolo Paulo diz: “[...] grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória” (1Tm 3.16). 

1.3 Um nascimento natural. Apesar da concepção de Jesus ter sido sobrenatural, o seu nascimento aconteceu de maneira natural como qualquer outra pessoa. Maria teve uma gestação comum (biologicamente) a qualquer mulher de sua época, por isso é dito que Ele era nascido de mulher (Lc 2.4,5; Gl 4.4). Para os que viviam em Nazaré e desconheciam a sua procedência divina, o nazareno era tão somente um dos filhos de José (Lc 4.22; ver Lc 3.23). Essa informação nos ajuda a entender que sua plena humanidade seria evidente a partir de seu nascimento humano comum, e a sua plena divindade seria evidente a partir do fato de sua concepção no ventre de Maria pela obra poderosa do Espírito Santo (GRUDEM, 2007, p. 250). 

II – A ENCARNAÇÃO DO VERBO 

2.1 O fato da encarnação. No início da narrativa do Evangelho, o apóstolo João afirma: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós [...]” (Jo 1.14-a). O que significa dizer que Cristo, o Deus eterno, tornou-se humano (Fp 2.5-9). A doutrina da encarnação do “Verbo Divino”, excede todo o entendimento humano. Desse milagre depende a essência do Evangelho. Foi por meio desse milagre que Deus introduziu no mundo o Primogênito (Hb 1.6); que Jesus veio em semelhança de carne (Rm 8.3), foi feito “descendência de Abraão” (Hb 2.16), “em tudo [...] semelhante aos irmãos” (Hb 2.17). A encarnação deu a Jesus condições de ser o Mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5) e ser o fiel sumo sacerdote, para expiar os pecados do povo (Hb 2.17). Os gnósticos (grupo herético do 1o e 2o século), da época do apóstolo João, afirmavam que não houve uma encarnação real, pois pensavam que o corpo de Jesus fosse apenas uma “semelhança”. Para eles, Cristo era, no máximo, uma teofania (uma aparição de Deus em forma humana). Alegavam que o Verbo nunca se tornou carne, realmente. Em oposição, João fez uma declaração simples, direta e poderosa: “O Verbo se fez carne” (1Jo 4.2; 2Jo 7) (BEACON, 2006, p. 30). 

2.2 A rejeição do Verbo. A nação que examinava as Escrituras e que aguardava a vinda do Messias, orando ardentemente por este acontecimento, cantando e profetizando acerca de sua vinda, não o reconheceram e nem o receberam quando Ele veio: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (Jo 1.11; ver Lc 19.14). O que João nos ensina claramente é que Deus oferece a salvação por seu Filho Jesus a todas as pessoas (Jo 1.9; 3.16), porém, esse presente pode ser rejeitado (At 7.51,52; 1Pd 2.7,8). 

2.3 A dádiva da encarnação. O homem só tem o poder (o direito) de se tornar filho de Deus, se crer em Cristo: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome” (Jo 1.12). Quando o homem crê e experimenta o novo nascimento (Jo 3.1-7), automaticamente passa a fazer parte da família de Deus (Ef 2.19), sendo esse privilégio, mais uma expressão do grande amor de Deus (1Jo 3.1). No entanto, as Escrituras deixam bem claro que, aqueles que o receberam tornaram-se filhos de Deus, não por serem descendentes de Abraão “não nasceram do sangue”, nem por geração natural “nem da vontade da carne”; nem pelos seus próprios esforços “nem da vontade do homem”,“mas de Deus” (cf. Jo 1.13), ou seja, através do dom gratuito e sobrenatural da parte de Deus, mediante uma nova vida gerada pelo Espírito Santo (2Pd 1.4). 

III – PROPÓSITOS DA ENCARNAÇÃO DE CRISTO 

Algumas pessoas ainda insistem em duvidar que Jesus tenha realmente existido; apesar disso, muitos historiadores atestaram essa verdade (ainda que como um personagem histórico), como os historiadores romanos Tácito, Plínio, o historiador judeu Flávio Josefo e até o Talmude, que também se refere a Jesus de Nazaré como uma pessoa histórica. Biblicamente afirmamos que Cristo em sua aparição na história humana, destaca-se também pelas razões que o fizeram vir ao mundo. Notemos alguns propósitos do nascimento de Jesus: 

3.1 Para revelar o Pai. Ninguém pode ver a Deus e viver (Êx 33.20), pois Ele habita na luz inacessível (1Tm 6.16). Uma das razões para que Cristo viesse ao mundo, foi exatamente para revelar o Deus invisível (Jo 4.24; Cl 1.15; 1Tm 1.17). Na encarnação Jesus nos revela o Pai com perfeição: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou”(Jo 1.18; ver 2Co 4.4); devido a sua igualdade substancial (Fp 2.6; Cl 1.15; Cl 2.9; Hb 1.3), quem o vê, também vê ao Pai (Jo 14.9), pois afirma: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30). A divindade de Jesus em sua humanidade é a chave para o conhecimento íntimo de Deus. Vindo ao mundo, Cristo revelou perfeitamente como Deus é. Morrendo por nós na cruz, ele demostrou quanto Deus nos ama (1Jo 3.1; 4.10,11,19; 5.15) (MACDONALD, 2011, p. 235 – acréscimo nosso). 

3.2 Para desfazer as obras do Diabo. Após a transgressão de Adão (Gn 3), de alguma maneira sua desobediência deu liberalidade para que o Diabo atuasse na raça humana (Ef 2.2), e isso se torna mais evidente pela prática do pecado pessoal (1Jo 3.8-a). Porém, com o advento de Cristo e consequentemente na sua morte, Ele desfez os laços com os quais as obras do Diabo se mantinham unidas: “[...] Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo” (1Jo 3.8-b), Cristo Jesus derrotou e submeteu para sempre os poderes do mal (Mt 12.25-29; Lc 10.18; Jo 2.31; Cl 2.15; 1Pd 3.22). Jesus Cristo, mediante sua vitória, quebrantou o poder das forças do Diabo, e mediante sua ajuda essa mesma vitória pode ser nossa (BARCLAY, sd, p. 89). 

3.3 Para salvar o homem de seus pecados. As Escrituras afirmam que Deus criou o homem reto (Ec 7.29). Porém, por causa do pecado de Adão (Gn 3.1-24) todos os homens tornaram-se destituídos da glória de Deus (Rm 3.23) e estavam debaixo da ira de Deus (Rm 1.18; Ef 5.6), marchando para a perdição (Rm 2.5). Por isso, Jesus se manifestou para aniquilar o pecado pelo Seu próprio sacrifício (Hb 9.28; 1Jo 3.5). Foi o próprio anjo Gabriel que destacou o propósito soteriológico do nascimento de Jesus: “[...] porque ele salvará o seu povo dos pecados” (Mt 1.21); para tanto, foi necessário que levasse em seu corpo os nossos pecados (Is 53.5; 1Pd 2.24), reconciliando o homem a Deus (2Co 5.19; lTm 2.5,6). Assim como por um homem entrou o pecado no mundo (Rm 5.12), e pela desobediência de um só todos foram feitos pecadores; Deus determinou que também por um só homem, Jesus Cristo, viesse o dom gratuito (Rm 5.15), e pela obediência de um, muitos fossem feitos justos (Rm 5.19). 

3.4 Para ser um exemplo a ser seguido.Quando andou na Terra, Jesus nos ofereceu o melhor exemplo, fazendo a vontade do Pai e amando o próximo com um amor sem igual (Jo 4.34; Lc 4.18,19). Logo, a partir da vida do Salvador, somos estimulados a priorizar o Reino de Deus, a pessoa do Altíssimo em todas as áreas de nossa vida, não permitindo que nada tome o seu lugar em nosso coração. Assim, somos instados a amar o próximo na força do mesmo amor que o Pai tem por nós (Mc 12.30,31). "...mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33). Neste texto, Jesus ensinou a Seus discípulos sobre quem e o que eles deveriam priorizar: O Seu Reino e a sua justiça. Você tem procurado fazer isso? Como você tem dedicado o seu tempo para Deus? O grande desafio nos nossos dias é REMIR O TEMPO, é nos conduzirmos com aproveitamento máximo, gerando atos que redundem em glória para Deus e satisfação diária para nossas almas. Paulo, em Efésios 5.15,16, recomendou: “Portanto,vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porquanto os dias são maus“. Veja também em Salmo 90.12: “Ensina-nos a contar os nosso dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio” . Remir neste contexto significa aproveitar o tempo e todas as oportunidades com a qual deparamos. Temos que nos disciplinar para não esbanjarmos o tempo com conversas fúteis, leituras que não edificam, programas de TV inadequados (novelas, filmes…). Ao invés de GASTAR, devemos INVESTIR, com sabedoria, o tempo que Deus nos coloca ao dispor. Amem e priorizem a Deus, honrando-o com amor, com o modo de ser e agir, com a nossa oferta a Ele das primícias de nosso tempo, com nossos dons, talentos e nossos bens materiais, amem o seu próximo como a vocês mesmos, cooperando com o Senhor, a fim de que Seu plano de salvação seja conhecido por todos, e Seu reino seja estabelecido em cada coração. “NÃO TER TEMPO PARA DEUS É VIVER A VIDA PERDENDO TEMPO!!”OREMOS AO SENHOR: “Querido Deus, as coisas do cotidiano são tão corridas; em nome de JESUS dá-me sabedoria para que possa remir o tempo para o louvor da tua glória”. Este texto foi extraído na íntegra do artigo Tenham tempo para Deushttp://www.igrejabatistagenesis.com.br/mensagens/tenham-tempo-para-deus-priorizem-o-seu-reino-0

CONCLUSÃO

As boas novas do Evangelho se materializaram em Jesus quando de seu nascimento em Belém. Sua obra salvadora foi profetizada ao longo de todo o Antigo Testamento, anunciada pelos anjos aos pastores e ecoa, de forma abrangente, por todo o Universo. Ele se encarnou, se humilhou, e finalmente, triunfou gloriosamente mediante a sua ressurreição para, assim, nos garantir a salvação. Uma lição como estas merece um tempo maior para nos aprofundarmos neste assunto tão importante para a fé cristã. A doutrina de Cristo hoje em dia é muitas vezes exposta de maneira completamente naturalista. Quando João inicia seu evangelho com “No princípio” ele reflete Gênesis 1.1 e também é usado em 1Jo 1.1 como uma referência para a encarnação. Os Versículos 1 a 5 são uma afirmação da pré-existência divina de Jesus Cristo antes da criação (Jo 1.15; 8.56-59; 16.28; 17.5; 2Co 8.9; Fp 2.6-7; Cl 1.17, Hb 1.3; 10.5-9). A Bíblia ensina que Jesus é tanto verdadeiro homem quanto verdadeiro Deus, duas naturezas em uma só pessoa. Jesus assumiu uma natureza humana em sua encarnação, e desde então possui uma perfeita humanidade (Corpo e Alma) e uma Perfeita Divindade; duas naturezas completas que, apesar de unidas, preservam suas propriedades, formando uma única pessoa, Jesus Cristo.

REFERÊNCIAS 

  • BARCLAY, William. Comentário do Novo Testamento. PDF. 
  • BRUNELLI, Walter. Teologia para Pentecostais: Uma Teologia Sistemática Expandida. ACADÊMICO. 
  • GRUDEM, Wayne. Manual de Doutrinas Cristãs: Teologia Sistemática ao alcance de todos. VIDA. 

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