17 de dezembro de 2017
Siga-nos nas redes sociais Facebook Twitter Instagram

AD Alagoas / Lições Bíblicas

21/09/2017

LIÇÃO 13 – SOBRE A FAMÍLIA E A SUA NATUREZA

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira


(Gn 2.18-24) 

INTRODUÇÃO 

Com esta lição, damos início a uma série de ensinamentos bíblicos acerca das ameaças à integridade e ao bem-estar da família. Trataremos também de conceitos e padrões bíblicos estabelecidos por Deus para a bênção e felicidade de tal instituição. A família, em síntese, como estrutura social, deve identificar-se e relacionar-se intimamente com a igreja. Na tão conhecida e instrutiva passagem sobre a família (Ef 5.28-33; 6.1-4), a Palavra de Deus cita a igreja seis vezes. Nesta lição traremos a definição de família; veremos o que a Bíblia nos diz acerca da gênese da família; falaremos ainda dos propósitos de Deus com a família; pontuaremos os ataques que esta instituição tem sofrido e o que devemos fazer para proteger a nossa família contra os ataques de Satanás. 

I – DEFINIÇÃO DE FAMÍLIA 

-Família é o sistema social básico, instituído no Éden por Deus, para a constituição da sociedade e prossecução da raça humana. Os primeiros capítulos de Gênesis revelam que a família foi a primeira das instituições divinas na terra. Jesus utilizou-se da família para ilustrar certos atributos, atos, qualidades e dádivas de Deus, como o amor, o perdão, a longanimidade, a paternidade. Vários dos milagres de Jesus estão relacionados à família, suas necessidades, provações, encargos e responsabilidades (Mt 8.5-15;9.18-26;J02.1-11;4.46-54; 11.1-45).

Isto nos leva a imaginar o grande valor que Deus confere a esta sua primeira e vital instituição humana.

A nossa confissão de fé (2017, p. 203) diz que: a família é uma instituição criada por Deus, imprescindível à existência, formação e realização integral do ser humano, sendo composta de pai, mãe e filho(s) - quando houver - pois o Criador, ao formar o homem e a mulher, declarou solenemente: “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24). Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança e os fez macho e fêmea: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1.27), demonstrando a sua conformação heterossexual. A diferenciação dos sexos visa à complementaridade mútua na união conjugal (1Co 11.11), essa complementariedade mútua necessária à formação do casal e à procriação. Reconhecemos preservada a família, quando, na ausência do pai e da mãe, os filhos permanecerem sob os cuidados de parentes próximos (Et 2.7,15; 1 Tm 5.16). Rejeitamos o comportamento pecaminoso da homossexualidade por ser condenada por Deus nas Escrituras, bem como qualquer configuração social, que se denomine família, cuja existência se fundamente em prática, união ou qualquer conduta que atente contra a monogamia e a heterossexualidade consoante o modelo estabelecido pelo Criador e ensinado por Jesus (Mt 19.6). 

II – A GÊNESE DA FAMÍLIA 

O livro do Gênesis além de falar do início de várias coisas, dentre elas a gênese (início) da família (Gn 1.26,27). Vejamos algumas considerações sobre isto: 

2.1 Deus fez o homem e a mulher. A Bíblia é clara em dizer que tanto o homem quanto a mulher foram feitos por Deus (Gn 1.27); que ambos tem a “imagem e semelhança de Deus”; e, que a ambos foi dada a mesma ordem em relação a terra“e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra” (Gn 1.28). 

2.2 Deus abençoou, os casou e ordenou que se multiplicassem. Ao criar a mulher, Deus trouxe-a a Adão e fez o casamento (Gn 2.22-24). Portanto, “o casamento é uma criação de Deus”. É dito também que Deus os abençoou (Gn 1.28-a). A palavra “abençoou” do verbo “abençoar” no hebraico é “beraka” que significa: “o ato de conceder verbalmente boas coisas” (HARRIS, 2001, p. 221). Esta bênção sobre o casal significa: “Deus voltar inteiramente o Seu rosto de modo favorável para o beneficiário” (KIDNER, 2001, p. 49). Em seguida o Senhor ordenou que eles se multiplicassem: “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra” (Gn 1.28). 

2.3 Distinções entre o homem e a mulher. Além de diferenças genéticas, fisiológicas e emocionais, existem distinções de papéis e diferenças funcionais entre o homem e a mulher, que foram estabelecidas pelo próprio Criador (Gn 2.15,18). Deus estabeleceu que no casamento o homem fosse o cabeça da relação. A confirmação específica pelo Senhor da liderança de Adão se pode ver claramente no fato de: o homem ter sido feito primeiro (Gn 1.26); porque lhe foi dada a tarefa de lavrar a terra (Gn 2.15); de nomear os animais (Gn 2.19,20); ele próprio nomeou a esposa (Gn 2.23); e, foi chamado a responsabilidade quando pecou (Gn 3.9-12). Geisler (2010, p. 940) diz: “a ordem de autoridade no lar e na Igreja está baseada no fato e ordem da criação”Quanto a mulher, a Bíblia destaca que ela foi criada por causa do homem (1Co 11.8,9). O ideal divino ao criá-la era de que por meio dela: (a) proporcionar companhia (Gn 2.18); (b)ajudá-lo nas suas tarefas (Gn 1.28); e, (c) gerasse filhos (Gn 1.27,28). Provérbios descreve a mulher virtuosa como uma dona de casa inteligente, sob a autoridade de seu marido (Pv 31.10-31). Paulo e Pedro ensinam que a mulher deve reconhecer a liderança do marido em submissão (Ef 5.22; Cl 3.18; 1Pe 3.1), e, exigem dos maridos amor sacrificial e respeito para com a sua esposa (Ef 5.25; Cl 3.19; 1 Pe 3.7). Os indivíduos que abandonaram de modo claro e específico os papéis estabelecidos por Deus para cada sexo tiveram resultados desastrosos, que culminaram na ruína da família. “Igualdade, distinção, completamentaridade e submissão precisam ser mantidos em equilíbrio delicado” (KOSTENBERGER, 2011, p. 32). 

III – OS PROPÓSITOS DE DEUS COM A FAMÍLIA 

Deus criou a família com propósitos sublimes, para o indivíduo e para toda a humanidade. O Pr. Elinaldo Renovato no livro: “A família cristã e os ataques do inimigo” (2013, p. 08) pontua pelo menos alguns propósitos. Vejamos: 

3.1 Educação.Os filhos são herança r (Si 127.3) e não meros acidentes biológicos na vida do casal. Cada filho que nasce ou que é admitido na família importa em cinco principais responsabilidades para os pais: um corpinho para cuidar (vestuário, saúde, etc.); um estômago para alimentar; uma personalidade para formar; uma mente para educar e uma pessoa completa para ser conduzido a Cristo, seu Salvador e Senhor.

3.2 Proteção.É responsabilidade dos pais proverem no lar paz, harmonia, sossego, união, proteção e amparo. Ver as lições espirituais de Deuteronômio 22.8.

3.4 Afeto.As relações afetuosas, fraternas e cordiais iniciam-se na família. É nesse ambiente, propício e acolhedor, que a criança recebe afeto, cuidado amoroso dos pais e irmãos mais velhos, e aprende a praticá-lo.

 3.5 Evitar a solidão. Quando Deus se propôs a criar a mulher, fez pensando em oferecer-lhe uma companhia (Gn 18.22; Pv 18.22). A mulher foi criada para ser a amável companheira do homem e sua ajudadora. Daí, ela ser participante da responsabilidade de Adão e com ele cooperar no plano de Deus para a vida dele e da família por meio do casamento. 

3.6 Bem-estar social. O homem é um ser gregário por natureza. A palavra“gregário” significa: “que vive em bando” (AURÉLIO, 2004, p. 1004). Ele sente a necessidade de viver em grupo, de socializar-se. Desde o princípio, Deus fez uma comunidade de “macho e fêmea” e lhes disse que multiplicassem a sua espécie em uma comunidade maior (Gn 1.27,28). 

3.7 Bem-estar emocional. Marido e mulher complementam-se em suas necessidades emocionais (Gn 2.23). Nos momentos alegres, compartilham seus sentimentos de felicidade (Pv 5.18). Nos momentos tristes ou difíceis, ajudam-se mutuamente, impulsionados pelo amor conjugal. Pais e filhos, vivendo em família, sentem-se mais seguros do que pessoas que vivem solitárias: “Deus faz que o solitário viva em família [...]” (Sl 68.6). 

3.8 A multiplicação da espécie

Este foi um dos propósitos Deus quando da instituição da família: a geração de filhos, para o povoamento da terra e a prossecução do gênero humano. Deus conferiu esta faculdade ao casal, o que constitui uma elevada responsabilidade (Gn 1.28). Quando os fez macho e fêmea, Deus tinha o propósito de tornar possível a reprodução do gênero humano (Gn 1.28-a), visto que dois iguais não se reproduzem, por isso a prática homossexual é vista na Bíblia como uma abominação (Lv 18.22); e, algo antinatural (Rm 1.26,27). Portanto, “o princípio da heterossexualidade estabelecido na criação, continua a ser parte integrante do plano de Deus para o casamento” (KOSTENBERGER, 2011, p. 40 – acréscimo nosso). 

IV – OS ATAQUES PÓS MODERNOS A FAMÍLIA 

A palavra ataque refere-se a todo o investimento de Satanás por meio da educação, do sistema político, da sociedade sem Deus e etc, contra a família (2 Co 10.4-5; Cl 2.8; Tg 3.15). Vejamos alguns: 

4.1 Incentivo ao divórcio. A mídia tem dado grande incentivo a prática do divórcio, consequentemente tornando-o prática comum na sociedade. O princípio da “indissolubilidade do casamento” tem sido quebrado em grande escala a cada ano, evidenciando a falta de temor a Deus e do verdadeiro amor e respeito que deve existir entre os casais. A natureza indissolúvel do casamento vem desde a sua origem (Gn 2.24). Jesus disse que esse registro bíblico fala da indissolubilidade do casamento (Mt 19.5,6). O Mestre disse que somente a infidelidade pode legitimar um segundo casamento, o contrário configura em adultério (Mt 19.9). É bom destacar que Jesus nunca estimulou ou encorajou o divórcio. Portanto, o divórcio não deve ser a primeira opção no caso de infidelidade conjugal, mas o perdão (Mt 18.21-35; Lc 17.4). 

4.2 A impureza no leito conjugal. Desde a Queda, o sexo e a sexualidade têm sido deturpados. Por meio da mídia escrita, televisiva e até de alguns ensinadores que se levantaram no cenário nacional, têm havido um ensinamento deturpado do ato conjugal com práticas impuras e inconvenientes, sob o lema de que “dentro de quatro paredes vale tudo”. A Escritura, porém nos mostra que o sexo foi criado por Deus com propósitos elevados, saudáveis e benéficos para o ser humano, e por isso reprova severamente práticas sexuais corrompidas, tais como:(a) adultério (Êx 20.14; Dt 5.18; Mt 5.27; Rm 13.9); e, (b) outras perversões, que são próprias daqueles que não temem a Deus (Êx 20.17; 1 Co 6.19,20; 1 Pe 3.7; Hb 13.4). 

4.3 A falta de espiritualidade. Em alguns lares a espiritualidade da família está entrando em crise (Mt 24.12). A frieza e a mornidão espiritual têm impedido que os membros da família vivam em comunhão com Deus (Ap 3.15,16). Isto se dá pelo fato de alguns lares, darem pouca importância a oração, adoração e a leitura bíblica no seio familiar. Todavia, a Bíblia nos mostra o que devemos priorizar (Mt 6.33; Cl 3.1). 

V – PROTEGENDO A FAMÍLIA CONTRA OS ATAQUES DE SATANÁS 

Não podemos evitar que nossa família sofra investidas do diabo, mas podemos proteger a nossa família das suas astutas ciladas (Ef 6.10,11). Vejamos como podemos proteger nossa família: 

    .  Santificando o lar (Lv 20.26; 2 Co 7.1; 1 Ts 4.7); 

  • Praticando o culto doméstico regularmente (Dt 6.7-9); 
  • Mantendo uma vida de oração e jejum (Rm 12.12; Cl 4.2; 1 Ts 5.17); 
  • Ensinando a Palavra de Deus no lar (Pv 22.6; At 5.42); 
  • Frequentando os cultos no templo assiduamente (2 Cr 7.15,16; Sl 122.1); 
  • Vigiando em todo tempo (At 20.31; 1 Co 16.13; Cl 4.2; 1 Ts 5.6.10; 1 Pe 5.8).
    CONCLUSÃO
  • A Bíblia é clara quando afirma que sem Cristo nada podemos fazer (Jo 15.15). Isto também é verdade no relacionamento familiar. O Senhor, sendo o centro do lar em tudo, concederá a sua bênção no sentido de que cada membro da família dê sua contribuição para que o relacionamento cristão ideal seja uma realidade no lar, a fim de honrar o nome do Senhor. A Palavra de Deus é um guia para tudo na nossa vida. É dela que vamos extrair o padrão de comportamento que cada membro da família deve ter, a partir da mais tenra infância. Procedendo assim, a vida de cada um de nós se aproximará bastante do ideal estabelecido por Deus. A família é o principio norteador da sociedade a igreja opera pelo equilíbrio espiritual sendo fonte para a família e referencial para a sociedade. Entendemos que a comunidade cristã tem tarefas que ultrapassam as fronteiras das famílias que a compõem. Por isso estas famílias são chamadas a vivenciar sua vocação cristã e influenciar a sociedade. A família está sendo desafiada nos dias atuais para ser igreja e viver as funções básicas da vida comunitária entre si, crescer espiritualmente, ou ouvir a palavra bíblica orar e cantar, bem como apoiar-se, ajudar-se, aconselhar-se e com isso alcançar o crescimento que é proposto pelo exercício da fé em amor no meio a uma geração corrompida. Deus fez o homem e a mulher e os casou formando a família. Portanto, a família é a primeira instituição divina e a célula-mãe da sociedade. Ela foi criada por Deus para o bem-estar emocional, social e reprodução da espécie humana. 

REFERÊNCIAS 

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo 
Dicionário da Língua Portuguesa. POSITIVO. 
KOSTENBERGER, Andreas J. com JONES, David. 
Deus Casamento e Família. VIDA NOVA. 

    • RENOVATO, A Família Cristã e os ataques do inimigo. CPAD. 
    • SILVA, Esequias Soares da (Org.). Declaração de Fé das Assembleias de Deus. CPAD. 

Chat

Interaja com a comunidade do Portal AD Alagoas.

participe »

Rádio Online

Ouça

Cadastro

Cadastre-se e receba as últimas novidades do Portal AD Alagoas.

Correspondente

Interaja com o Portal AD Alagoas e envie sugestões de matérias, tire suas dúvidas, e faça parte do nosso conteúdo.

participe »
Lições Bíblicas
Estudos Bíblicos
Correspondente - Enviar Matéria
Cadastro Cadastre-se e receba as últimas novidades do Portal AD Alagoas.
Facebook Twitter Siga-nos nas Redes Sociais