21 de outubro de 2017
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

16/09/2017

Lição 12- O Mundo Vindouro

Comentário da Lição Bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


INTRODUÇÃO

O mundo vindouro abordado na presente lição pretende mostrar o que virá depois do Juízo Final, o novo céu e a nova terra, a nova Jerusalém, o lar dos santos na eternidade e por toda a eternidade. Trata-se definitivamente do epílogo da história humana. Mas haverá alguns eventos que precederão o mundo vindouro, como o Reino de Cristo de mil anos, o Juízo Final e a ressurreição de todos os incrédulos, bem como o seu destino final. A primeira coisa a entender sobre o juízo final é que não pode ser evitado. Independentemente de como interpretemos a profecia sobre o fim dos tempos, a Bíblia nos diz que “como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo” (Hebreus 9.27). Todos nós temos um compromisso divino com o nosso Criador. O apóstolo João registrou alguns detalhes do julgamento final: “E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiram a terra e o céu; e não foi achado lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono; e abriram-se uns livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. O mar entregou os mortos que nele havia; e a morte e o além entregaram os mortos que neles havia; e foram julgados, cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo” (Apocalipse 20.11-15)1. Essa passagem notável nos apresenta o julgamento final – o fim da história humana e o início do estado eterno. Mas, o que precede e o que vem depois? Este pequeno estudo não pretende cobrir tudo que é tratado na Palavra de Deus sobre o milênio, o Juízo Final, a Nova Criação e a Eternidade. Tão-somente teremos instrução clara e objetiva de alguns pormenores destes temas maravilhosos. Infelizmente, nossos irmãos, em nossas Igrejas, sabem pouco sobre o Reino Milenar de Cristo nesta terra e os demais assuntos desenvolvidos aqui. Uma era futura, onde se cumprirá as promessas de Deus referente as alianças firmadas por Ele no decorrer da história bíblica.

PONTO CENTRAL

Deus consumará todas as coisas, pois haverá novos céus e nova terra.

I-SOBRE O MILÊNIO

  1. Descrição.O milênio é o reino de Cristo de mil anos. Nesse período. Satanás será aprisionado no abismo instalado por ocasião da vinda de Cristo em glória (Ap 20.2,3). Isso significa que a ação destruidora de Satanás na terra será neutralizada, iniciando-se assim uma nova ordem de coisas. É a tão almejada paz universal, pois nesse reino haverá perfeita paz, retidão e justiça entre os seres humanos e também harmonia no reino animal (Is 9.7; 11.5-9). A longevidade das pessoas, a garantia do sucesso no trabalho e a resposta imediata às orações são algumas das características do reino do Messias (Is 65.20-25). A sede de seu governo será Jerusalém: “[…] porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém, a palavra do SENHOR” (Is 2.3). O Senhor Jesus se assentará sobre o trono de Davi, e de Jerusalém reinará sobre toda humanidade. Esse reino, que trará salvação aos judeus, é a conclusão do programa divino sobre o povo de Israel (Is 59-20; Rm 11.26). Podemos encontrar três escolas principais de interpretação: O Pré-Milenismo: entende a base da interpretação literal das profecias, a Vinda de Jesus Cristo precederá o Seu reinado de mil anos em companhia de Seus remidos. O Pós-Milenismo: acredita que a Segunda Vinda de Jesus Cristo será precedida da vitória final do Evangelho no período do milênio; e o Amilenismo: entende que a descrição de Apocalipse 20 é puramente simbólica. Há ainda o Pré-milenismo Histórico e o Pré-milenismo Dispensacionalista. Este estudo segue a escola pré-milenista dispensacionalista. Esta escola é a mais comum das interpretações dadas ao texto de Apocalipse 20. O Pré-milenismo Dispensacionalista foi formulado no século XIX (por volta de 1830), mas popularizada no princípio do século XX, por meio de vários escritos, nos quais se inclui a Bíblia de Referência Scofield, em 1912. O Pré-milenismo Dispensacionalista é professado principalmente por aqueles que defendem um arrebatamento pré-tribulacional (sete anos antes da Segunda Vinda de Cristo), e alguns pós-tribulacionistas. Esta escola acredita que depois de seu regresso à terra, Jesus Cristo estabelecerá o reino prometido à nação de Israel, onde Jesus será então Rei de Israel, conforme a promessa feita a David seu pai. No começo deste reinado, os santos do Antigo Testamento ressuscitarão e viverão neste reino de mil anos, sobre a face da terra, com seu centro localizado em Jerusalém2. A Pedra lançada sem auxilio de mãos vista por Daniel torna-se um imenso monte que enche toda a terra. Podemos dizer que o monte Everest perto desse Monte não passa de um grão de areia: “Mas a pedra que feriu a estatua se fez um Grande Monte e encheu Toda a Terra” (Dn 2.35c). Qual o significado dessa pedra que se torna Um Grande Monte e enche toda a face da terra?- É evidente que esta simbologia está falando do estabelecimento do reino de Cristo sobre a terra após ele destruir os reinos gentílicos sob o comando do Anticristo no vale de Armagedom. Diz o profeta: “mas nos dias desses reis (os dez reis escatológicos = os dez dedos da estatua), o Deus do céu levantará um reino que será jamais destruído; e esse reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos e será estabelecido para sempre” (2.44).

Como nós temos visto acima o reino milenial de Cristo será estabelecido sobre a terra após a batalha no vale de Armagedom. Mas o que significa o reino milenial de Cristo? Permita-se responder a esta indagação com seis considerações:

1)- O milênio será o glorioso reinado de Cristo na terra por mil anos.

2)- O milênio ocorrerá literalmente aqui na terra, (1Co 6.2; Sl 2.8,9 Zc 9.10; Ap 5.10,11.15; Is 65.21; Dn 2.35).

3- Será um período de paz sobre aterra (1Co 15.24-28).

4- Será a última dispensação (Ef 1.10).

5- Israel ocupará a terra que lhe pertence e torna-se á o centro de todo o mundo (Is 11.10; Gn 15.18; 1Cr 16.15,18).

6- todas as profecias acerca do reino do Messias se cumprirão (Dn 9.24; At 3.20,21).

  1. Sobre a ressurreição dos mortos. A Bíblia ensina que os justos e os injustos serão ressuscitados (Dn 12.2; Jo 5.29; At 24.25). Mas em Apocalipse ficamos sabendo que há um intervalo de mil anos entre essas ressurreições. A primeira ressurreição é a dos justos, e a outra é a última ressurreição: “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição” (Ap 20.5). São partes da primeira ressurreição os santos provenientes da Era da Igreja e os do Antigo Testamento, juntamente com os mártires da Grande Tribulação (Ap 6.9-11; 20.4). Convém salientar que a ressurreição divide-se em duas fases. Por ocasião do arrebatamento da Igreja (l Co 15-52; l Ts 4.16; Ap 20.6), serão ressuscitados os súditos dos reis. Quanto à ressurreição dos injustos, também conhecida com Ressurreição Universal ou ainda na última Ressurreição, envolverá todos os descrentes desde o princípio do mundo até aquele dia. Não podemos escapar ao fato de que duas vindas de Cristo ainda se darão no futuro: uma que surpreenderá até mesmo Sua Noiva e outra que não será uma surpresa para quase ninguém. As duas não podem ser o mesmo evento. Ressurreição, a palavra significa: ação de ressurgir; vida nova; renovação; surgir novamente; voltar à vida; tornar a manifestar-se; viver de novo. No Novo Testamento, as palavras gregas para ressurreição: Anastasis, ressurreição; Anazao, voltar à vida, viver de novo; Egeiro, acordar, despertar, levantar. A primeira coisa que virá a acontecer quando da Volta de Nosso Senhor Jesus Cristo, será a ressurreição dos mortos em Cristo, isso deverá acontecer num momento antes do arrebatamento da Igreja (1Ts 4.15,16). “Quando Cristo retornar, nosso corpo original será levantado e transformado; nossa forma humana será mantida e também glorificada”. Vamos notar uma coisa importante aqui: a Volta de Jesus Cristo, não é um acontecimento, mas sim um processo. Como assim? Um acontecimento ocorre todo de uma vez, mesmo em se tratando de um acontecimento longo. Um processo leva várias etapas para ser concluído. Por que considero a volta de Cristo como um processo? Porque primeiramente Jesus Cristo virá nas nuvens para os Seus, a Igreja. Os mortos em Cristo são ressuscitados primeiro, acontece o arrebatamento da Igreja, tudo isso simultaneamente, num abrir e piscar de olhos, a Igreja no céu é julgada no chamado Tribunal de Cristo, o Bema, e após acontece o casamento da noiva, a Igreja, com Seu Noivo, Jesus Cristo. Enquanto isso, aqueles que ficarem na terra estarão passando pelo período chamado de Tribulação, sete anos nos quais o domínio do Anticristo se fará manifesto por intermédio de Satanás. Terminado este período, Jesus Cristo retorna para este mundo, agora sim “todo olho O verá” e a Igreja o acompanha nessa volta. O Anticristo, o Falso Profeta são mandados para o inferno, Satanás é preso por mil anos, e começa o milênio. Por causa disso, chamo a Segunda Vinda de Cristo, como um processo. Muito embora encontremos no Velho Testamento e nos Evangelhos Sinóticos um vasto ensino sobre a Segunda Vinda de Cristo, apenas uma única vez foi esclarecido de forma explícita que este retorno seria para levar a Sua Igreja deste mundo (incluindo aqui tanto os mortos em Cristo como os crentes vivos nesta ocasião). Essa ocasião solene foi na noite antes de Sua crucificação (Jo 14.1-3). Muito embora, não tivesse acontecido qualquer tipo de explicação para este ensino, enquanto nosso Senhor Jesus Cristo esteve aqui nesta terra.

SÍNTESE DO TÓPICO I

Milênio: um tempo em que o Senhor Jesus reinará sobre toda a humanidade.

II – SOBRE O JUÍZO FINAL

  1. Descrição. É conhecido como o Juízo do Grande Trono Branco: “E vi um grande trono branco” (Ap 20.11). Aqui serão julgados “os outros mortos”, aqueles que não fizeram parte da primeira ressurreição (Ap 20.5). Isso mostra que ficam de fora os crentes da primeira ressurreição, pois eles já fazem parte do reino de Cristo e estão com o corpo glorificado (Ap 20.4). Deus instaurará esse juízo após a última rebelião de Satanás, que acontecerá depois dos mil anos do reinado de Cristo (Ap 20.7). Deus executará esse juízo por meio de Jesus Cristo: “o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo” (Jo 5.22). A última rebelião é [imediatamente] seguida pelo Julgamento do Grande Trono Branco, sobre os não salvos. Esta é a segunda ressurreição e a segunda morte. A primeira ressurreição [mesmo em etapas] foi aquela dos salvos, enquanto que a segunda é a dos que não foram salvos. A primeira morte é a separação entre o espírito e o corpo, enquanto que a segunda é a separação eterna de Deus, no Lago de Fogo.
  2. SUA COMPOSIÇÃO [do trono] É um trono, que descreve a majestade e grande autoridade de Deus. Este é o trono do Rei dos reis e Senhor dos senhores, o trono onde cada sim é sim e cada não é não [absoluto e final], para além do qual não há mais possibilidade de recurso, de apelo [, muito menos de “segunda chance”].
  3. SUA COR (Apocalipse 20:11 “E vi um grande trono branco, …”) Branco significa santidade e retidão. Trata-se do trono do santo [e final] julgamento de Deus contra todos os pecados. Não há um arco íris como havia em Apocalipse 4. Não há nenhuma graça, nem misericórdia, não há nenhum pacto de esperança. Em contraste com os crentes, que vêem livre e corajosamente a um “trono da graça”, em razão do sangue de Cristo [sobre eles aplicado] (Heb. 4:16, 10:19 “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.” “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus,”), o descrente é arrastado até um aterrorizador, flamejante trono branco para receber julgamento sem nenhuma diminuição . “Quem parará diante do seu furor, e quem persistirá diante do ardor da sua ira? A sua cólera se derramou como um fogo, e as rochas foram por ele derrubadas.” (Na 1:6 ). “Porque o SENHOR teu Deus é um fogo que consome, um Deus zeloso.” (Dt 4:24 ) “2 Nuvens e escuridão estão ao redor dele; justiça e juízo são a base do seu trono. 3 Um fogo vai adiante dele, e abrasa os seus inimigos em redor.” (Sl 97:2-3 ) “Porque o nosso Deus é um fogo consumidor.” (Hb 12:29 )
  4. SEU TAMANHO (Apocalipse 20:11: E vi um grande trono branco …) É grande, o que significa a onipotência de Deus. O pecador, que invariavelmente pensa de si como importante e digno de graça, será plenamente consciente de sua insignificância e inutilidade de sua vaidade quando ele ficar diante deste grande trono.
  5. SEU OCUPANTE (Apocalipse 20:11 E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles) O ocupante do trono este é Jesus Cristo, a quem o Pai deu todo o julgamento (João 5:22 “E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo;”). O homem disse, “Mas os seus concidadãos odiavam-no, e mandaram após ele embaixadores, dizendo: Não queremos que este reine sobre nós.” (Lc 19:14 ) mas agora eles comparecerão perante Ele, contra Quem se rebelaram, e darão conta a Ele.
  6. SUA LOCALIZAÇÃO (Apocalipse 20:11 E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles) A. O pecador ficará sozinho diante de Deus. Todas as outras coisas que ocuparam o seu coração terão desaparecido. O pecador que ignorou Deus e não procurou a vontade de Deus e que adorou e serviu a criatura mais do que o Criador (Rom. 1:25 “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.”) agora ficará sozinho diante do Deus que ele desprezou.
  7. A fuga da terra e do céu pode referir-se à destruição pelo fogo descrito em 2 Pedro 3:10-12. (“10 Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. 11 Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, 12 Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?”) “A mais natural interpretação do fato de a terra e o céu fugirem é que a presente terra e o presente céu serão destruídos e serão substituídos pelos novos céus e nova terra. Isto é também confirmado pela declaração adicional em Apo 21:1, onde João vê um novo céu e uma nova terra, que substituem o primeiro céu e a primeira terra, que já passaram “(Walvoord).
  8. O julgamento.Não há menção de vivos no Juízo Final: “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras” (Ap 20.12). Os “grandes e pequenos” não se referem à idade, adultos e crianças, mas a status, pessoas de todas as classes sociais. Todos eles serão julgados com base nas obras registradas nesses livros. O resultado desse julgamento é a condenação eterna: “E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo” (Ap 20.15). Não existe aqui lugar para o sono da alma, nem para uma segunda oportunidade, muito menos para o aniquilamento. QUEM SERÁ JULGADO (Apocalipse 20:12-13: “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras”.)
  9. Estes são os não salvos. Sabemos que estes são os não salvos, porque eles não fazem parte da primeira ressurreição (Apocalipse 20:6 “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos.”) e eles são julgados por suas obras. Sabemos que estes são os não salvos, porque os seus nomes não estão escritas no livro da vida através da fé em Jesus Cristo. Compare Apocalipse 20:15 (“E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.”). Não há exceções mencionadas. Sabemos que estes são os não salvos, porque aqueles que crêem em Cristo não serão condenados (João 3:18, 5:24 “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.”). O julgamento dos salvos, aqueles que construíram as suas vidas sobre a fundação de Jesus Cristo, é descrito em 1 Coríntios 3:11-15. Trata-se de um julgamento de obra (singular), em vez de obraS (no plural). O julgamento do crente [no Bema de Cristo, logo após o Arrebatamento] tem o objetivo de analisar a sua obra ou serviço prestado a Cristo, para determinar recompensas ou perdas delas. O julgamento dos incrédulos tem a finalidade de analisar suas obraS (plural), para demonstrar o seu pecado contra a lei de Deus e a sua rejeição da luz de Deus, e justificar a sua condenação eterna. O julgamento da obra do crente pode resultar em perda de recompensa, “… mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.” (1 Cor. 3:15). O julgamento das obras dos descrentes, por outro lado, resulta nele ser lançado para dentro do Lago de Fogo. Nenhuma exceção é mencionada [todos os que não foram salvos durante esta vida, comparecerão ao Julgamento do Grande Trono Branco e serão justamente condenados ao sofrimento indescritível, inimaginável, consciente, eterno, no Lago de Fogo eterno].
  10. Estes são os pequenos e os grandes, todos os não salvos. Independentemente da posição que alguém teve em terra, quer rei ou mendigo/paupérrimo, quer desprezado ou aclamado, quer um pecador público ou um em privado, todos os que morrem sem Cristo irão ficar diante de Deus no presente julgamento. Os homens dão tão supremo valor a posição e prestígio neste mundo, mas essas coisas nada significam diante de Deus. Haverá alguns que “ganharam o mundo inteiro”, mas que perderam suas almas. Os grandes não são tratados de maneira diferente por Deus. Pecadores são pecadores, e Deus não faz acepção de pessoas (Atos 10:34 “… Deus não faz acepção de pessoas;” ).
  11. Vêm do mar, da morte, e do inferno (Apocalipse 20:13 “E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.”). O mar é provavelmente mencionado para mostrar que todos os mortos não salvos serão levantados para serem julgados, mesmo aqueles que morreram no mar e que não têm local de sepultura. Poderia também referir-se à inundação dos dias de Noé e à destruição daquela geração. Morte e inferno trabalham juntos; a morte tomando a alma do homem para fora e longe de seu corpo, e o inferno sendo o lugar onde as almas dos homens descrentes estão encarcerados.
  12. Destino dos ímpios. É o inferno, descrito aqui como “lago de fogo” ou “ardente lago de fogo e enxofre” (Ap 19.20). Esse lugar foi preparado para o Diabo e seus anjos (Mt 25.41), e não para os seres humanos, mas será o destino final dos perdidos por causa da sua incredulidade e desobediência, pois a vontade de Deus é que ninguém se perca, mas que todos sejam calvos (l Tm 2.4). Apocalipse 20.14-15: “E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E [todo] aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.”) Nenhum pecador pode estar perante um santo Deus e ser julgados pelas suas obras, sem ser condenado, por isso a conclusão do presente julgamento já está previamente conhecida. Apesar de possivelmente existirem graus de punição no Lago de Fogo (compare Mateus 11:20-24 “… 21 Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida! porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza. 22 Por isso eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós. 23 E tu, Cafarnaum, que te ergues até aos céus, serás abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje. 24 Eu vos digo, porém, que haverá menos rigor para os de Sodoma, no dia do juízo, do que para ti.”) todos os julgados serão condenados e enviados para lá [para o Lago de Fogo].
  13. Verso 15 (E [todo] aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.) tem outro dos “todo aquele” de Deus Contraste Apocalipse 22:17 e João 3:16. (“E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E QUEM ouve, diga: Vem. E QUEM tem sede, venha; e QUEM QUISER, tome de graça da água da vida.”“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que TODO AQUELE QUE nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”)
  14. O castigo é eterno sofrimento consciente. Compare Apocalipse 20:10 (“E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde ESTÁ a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o SEMPRE.”).
  15. a) Hades. A Septuaginta emprega esse termo para traduzir o hebraico sheol, no Antigo Testamento, que significa o “mundo invisível dos mortos” (51 89-48). Ambos os termos se traduzem, às vezes, por “inferno” na Almeida Revista e Corrigida (SI 9.17; Mt 16.18). O lugar serve como estágio intermediário dos mortos sem Cristo, uma prisão temporária até que venha o Dia do Juízo (Ap 20.13,14). Os condenados que partiram desde o início do mundo permanecem lá, conscientes e em tormentos, sabendo perfeitamente porque estão nesse lugar (Lc 16.23,24). O Antigo Testamento usa a palavra hebraica Seol 65 vezes para descrever a residência dos mortos. A Septuaginta traduz esta palavra em grego como ‘hades’, e o Novo Testamento refere-se a isto diversas vezes (Lc 16.23). Nas traduções do Antigo Testamento para o inglês, a palavra aparece variadamente como ‘inferno’, ‘cova’ e ‘sepultura’. Seol pode ter diferentes significados, em diferentes contextos, trazendo alguma confusão e diferentes interpretações a respeito da natureza exata do seu significado. Seja a sepultura ou o mundo dos mortos, Seol fala das mais das profundezas, a antítese dos mais altos céus (Jó 11.8; cf. Pv 9.18). Seol também se refere a um lugar de punição do qual somente Deus tem o poder de libertar”9.]
  16. LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, p.417.
  17. b) Geena.O mundo judaico contemporâneo de Jesus cria que a Geena era o lugar no qual os ímpios receberiam como castigo o sofrimento eterno. O termo, traduzido por “inferno”, foi usado pelo Senhor Jesus nos evangelhos: “Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?” (Mt 23.33), e indica o lago de fogo apocalíptico. A Bíblia descreve o destino final dos ímpios como algo terrível e que vai além de toda a imaginação. São as ‘trevas exteriores’, onde haverá choro e ranger de dentes por causa da frustração e do remorso ocasionados pela ira de Deus (Mt 22.13; 25.30). É uma ‘fornalha de fogo’ (Mt 13.42,50), onde o fogo pela sua natureza é inextinguível. Causa perda eterna, ou destruição perpétua (2Tm 1.9), e ‘a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre’ (Ap 14.11; cf. 20.10). Jesus usou a palavra Gehenna como termo aplicável a isso. Depois do juízo final, a morte e o Hades serão lançados no lago de fogo (Ap 20.14), pois este, que fica fora dos novos céus e da nova terra (cf. Ap 22.15), será o único lugar onde a morte existirá. É então que a vitória de Cristo sobre a morte, como o salário do pecado, será final e plenamente consumada (1Co 15.26). Mas nos novos céus e terra não haverá mais morte (Ap 21.4)” 10.]
  18. HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, pp.642,43.

SÍNTESE DO TÓPICO II

O Juízo Final é o evento que sacramentará o destino dos ímpios.

Ill – SOBRE A NOVA CRIAÇÃO

  1. Um novo céu e uma nova terra.O quadro descrito no texto da Leitura Bíblica em Classe diz respeito à nova criação, ou seja, não se trata, pois, de uma renovação ou de alguma restauração, mas de tudo ser novo: “Eis que faço novas todas as coisas” (v.5); “Porque eis que eu crio céus novos e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão” (Is 65.17). Essa promessa reaparece no Novo Testamento (2 Pe 3.13). O velho mundo vai desaparecer (Is 34.4; 51.6; 2 Pe 3.7,10,12) por causa da sua contaminação; os céus e a terra não poderão resistir à santidade e à glória de Deus: “E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles” (Ap 20.11). Essa palavra profética é reiterada mais adiante: “Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe” (v.1). O universo físico não se susterá diante da pureza, santidade e glória daquele que está assentado sobre o trono.Deus dissolverá em fogo todo o universo, como que numa explosão nuclear de toda a matéria existente, enquanto guardará os redimidos com a sombra da Sua mão. A seguir, criará novo céu e nova terra (Is 65.17; 66.22; 2Pe 3.10-13; Ap 21.1-2). Serão absolutamente perfeitos, livres do pecado e sua maldição (Is 51.16; 65.17; 66.22; 2Pe 3.10-13; Ap 21.1-2. O Dr. Sproul escreve: “O Deus vivo, soberano sobre cada átomo em seu universo e sobre cada nanossegundo da sua história, está dirigindo o cosmos para uma consumação que mostrará a majestade da sua sabedoria, poder, justiça e misericórdia, para cada criatura, em todos os lugares, contemplar. Os céus e a terra atuais, manchados pelo pecado humano e pela maldição em que incorreram, “perecerão” e “serão mudados” (Hebreus 1.11-12), abalados e removidos (12.26-27). Para o primeiro céu e terra, nenhum “lugar” será encontrado, mas em seu lugar um novo céu e uma nova terra aparecerão (Apocalipse 20.11; 21.1).”
  1. A nova Jerusalém. Antes de tudo, convém ressaltar que a nova Jerusalém “que de Deus descia do céu” (v.2) não é a mesma Jerusalém do Milênio. Isso é de fácil compreensão. Aqui já estamos no período pós-milênio. A descrição da cidade mostra com abundância de detalhes que a sua glória excede em muito ao da Jerusalém milenial (Ap 21.9-21). O templo dela é Deus e o Cordeiro (v.22); a cidade não necessita de sol nem de lua (v.23), e nela não haverá noite (v.25). Nós veremos o rosto de Deus e do Cordeiro (Ap 22.4), e a glória de Deus e de Cristo nos alumiará para sempre (Ap 22.5). A nova Jerusalém é chamada ainda de “a Jerusalém que é de cima” (Gl 4.26) e a “Jerusalém celestial” (Hb 12.22). A Nova Jerusalém, que agora está no céu (Gl 4.26), descerá à terra e será a sede do governo divino, onde Deus habitará eternamente com o seu povo (Lv 26.11,12; Jr 31.33; Ez 37.27; Zc 8.8). O Pr Claudionor de Andrade escreve: “O escritor italiano Tommaso Campanella (1568-1639) idealiza, em A Cidade do Sol, uma sociedade perfeita. Todavia, teve ele de admitir que a sua querida metrópole jamais seria possível nessa terra; era algo utópico e um tanto pecaminoso.

Quão diversa é a Jerusalém Celeste. Ela não existe apenas em nossos corações; é real.

  1. Mais sublime que os céus. Sim, a Jerusalém Celeste é mais sublime do que os céus, porque estes são insuficientes para receber a Noiva do Cordeiro. Por isso, Deus formará um novo céu, quando consumar a atual criação (Is 65.17; 2 Pe 3.13; Ap 21.1).

Tão sublime é a Cidade Deus, que não temos palavras para descrevê-la. Referindo-se aos bens que nos aguardam na eternidade, Paulo é revelador: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam” (1 Co 2.9).

  1. A casa de meu pai. Ao consolar os discípulos, o Senhor Jesus lhes promete: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar” (Jo 14.2).

Na Jerusalém Celeste, há uma linda morada para mim e outra para você. Portanto, não perca tempo. Aceite Jesus Cristo, agora mesmo, como o seu salvador pessoal.

  1. A Nova Jerusalém. Desta maneira, Paulo descreve a cidade divina: “Mas a Jerusalém que é de cima é livre, a qual é mãe de todos nós” (Gl 4.26).

João, por seu turno, esforça-se por desenhar a Nova Jerusalém. Mas não encontra cores nem palavras. Tudo lá é singular. Seu vocabulário é insuficiente para representá-la. O Espírito Santo, todavia, inspira-o a descrever a verdadeira cidade eterna.”Não haverá somente um novo céu e uma nova. terra, mas haverá também uma nova cidade; haverá a Nova Jerusalém em vez da velha Jerusalém13. Como Deus levou a Moisés ao cume de Pisga para mostrar-lhe toda a terra da promissão (Dt 34), assim um dos sete anjos que tinham as sete taças levou a João a um grande e alto monte para contemplar a nossa terra da promissão, a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu. Será uma cidade literal, “que tem fundamentos (Hb 11.10); não será o céu, mas descerá do céu. Os crentes verdadeiros não têm aqui cidade permanente, mas buscam a futura (Hb 13.14): “desejam uma melhor, isto é, a celestial” (Hb 11.16). Vide, também João 14.2,3.

  1. A eternidade dos salvos. A nova Jerusalém é o eterno lar de todos os salvos em Cristo. O próprio Deus estará continuamente entre os humanos: “Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará” (v.3), e Deus mesmo limpará de nossos olhos toda a lágrima (v.4). Ali não haverá morte, que é o último inimigo a ser derrotado (l Co 15.26,54). O pecado será banido para sempre, e ali nunca mais haverá maldição contra alguém (Ap 22.3). É a nossa eterna bem-aventurança. Aqui está o final glorioso da jornada da Igreja. A nossa salvação traz-nos a um novo relacionamento que é muito melhor do que aquele que Adão e Eva desfrutavam antes da Queda. A descrição da Nova Jerusalém demonstra que Deus tem para nós um lugar melhor do que o Jardim do Éden, com todas as bênçãos do Éden intensificadas. Deus é tão bom! Ele sempre nos restaura a algo melhor do que aquilo que perdemos. Desfrutamos da comunhão com Ele agora, mas o futuro reserva-nos a ‘comunhão intensificada com o Pai, o Filho e o Espírito Santo e com todos os santos’. A vida na Nova Jerusalém será emocionante. Nosso Deus infinito nunca ficará sem novas alegrias e bênçãos para oferecer aos redimidos. E posto que as portas da cidade sempre estarão abertas (Ap 21.25; cf. Is 60.11), quem sabe o que os novos céus e terra terão para explorarmos?”.
  2. HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, p.645.

SÍNTESE DO TÓPICO III

Novos céus e nova terra será uma nova realidade implantada por Deus.

CONCLUSÃO

Nós cremos que, assim como todas as profecias sobre a primeira vinda do Messias se cumpriram, de igual modo todas as profecias sobre o mundo vindouro se cumprirão também, pois Deus é fiel. [Comentário: A natureza está escravizada pelo pecado (Rm 8:20-21). Ela está gemendo aguardando a redenção do seu cativeiro. Quando Cristo voltar a natureza será também redimida e teremos um universo completamente restaurado. Assim como nosso corpo glorificado é a partir do nosso corpo, assim será o unviverso. O céu e a terra serão purificados pelo fogo (2 Pd 3:13). Não é aniquilamento, mas renovação. Não é novo de edição. Há continuidade entre o antigo e o novo. O céu e a terra serão a habitação de Deus e de sua igreja glorificada. Então, se cumprirão as profecias de que a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar. Esse tempo não vai durar apenas mil anos, mas toda a eternidade. De acordo com o verso 3, a totalidade da igreja glorificada, descerá do céu à terra. Ela vem como a noiva do Cordeiro para as bodas (Ap 19:7). Assim, aprendemos que a igreja glorificada não permanecerá apenas no céu, mas passará a eternidade também na nova terra. Do verso 3 aprendemos que a morada de Deus já não está longe da terra, mas na terra. Onde Deus está ali é céu. Assim, a igreja glorificada estará vivendo no novo céu e a nova terra.[a href="http://hernandesdiaslopes.com.br/portal/as-bencaos-do-novo-ceu-e-da-nova-terra/" target="_blank"]/. A Palavra de Deus revela o suficiente sobre os novos céus e a nova terra para nos fazer entender a urgência da pergunta: “Como posso ter acesso à pátria prometida de puro deleite na presença de Deus?”. Essa pergunta nos conduz ao evangelho. Os novos céus e a nova terra serão povoados pelos “servos” de Deus (Apocalipse 22.3-5), que se apegaram à Palavra de Deus e confessaram Jesus (1.2, 9; 20.4). Eles foram redimidos pelo sangue do Cordeiro, e seus nomes estão escritos em seu Livro da Vida (12.11; 20.12, 15; 21.27) ...corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus …” (Hebreus 12.1-2)

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