17 de dezembro de 2017
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

14/09/2017

LIÇÃO 11 – A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira


(1 Ts 4.13-18 ; Lc 21.25-27) 

INTRODUÇÃO 

Estudaremos nesta Aula a respeito da Segunda Vinda de Jesus Cristo. Todos aqueles que aceitaram a Cristo como Senhor e Salvador creem piamente na promessa deste glorioso evento, que fora feita pelo próprio Senhor Jesus, e que se dará em duas fases distintas: a primeira é o Arrebatamento da Igreja, e a segunda é a sua vinda em glória. Entre esses dois eventos, haverá na terra a Grande Tribu­lação e em algum lugar determinado o Tribunal de Cristo seguido das Bodas do Cordeiro. Veremos a definição teológica e bíblica da palavra Arrebatamento; pontuaremos o que diz a Declaração de Fé das Assembleias de Deus sobre este assunto; analisaremos quais os sinais que antecedem este evento escatológico; pontuaremos alguns elementos atrelados a este rapto da Igreja; estudaremos as principais diferenças entre as duas fases deste acontecimento; e por fim, concluiremos mostrando algumas características do Arrebatamento da Igreja. 

I – O QUE É A SEGUNDA VINDA DE CRISTO 

A Promessa da segunda Vinda de Cristo é a mais importante para a Igreja, é a razão da sua própria fé, é “a bem-aventurada esperança” de que trata Tito 2:13. Esse tão aguardado evento significará, para a Igreja, o ápice de sua peregrinação neste mundo (Mt.16:18). Ela representa o último estágio do processo da Salvação, que é a glorificação. Paulo, na sua última epístola, mostra que era esta a sua esperança, tanto que diz que esperava a coroa que estava reservada não só a ele, mas a todos quantos amassem a vinda do Senhor (2Tm.4:8), a nos indicar, portanto, que o motivo do bom combate, da guarda da fé e da carreira até o fim era o amor à vinda de Jesus.

O plano da salvação envolve a convivência eterna com o Senhor e, por isso, tem-se como necessária a vinda de Cristo para não só nos levar para junto dEle, mas também para premiar aqueles que nEle creram e que, por conseguinte, não merecem sofrer a ira divina que há de vir sobre a face da Terra. Portanto, a iminência da volta do Senhor traz ao crente uma consciência de vivermos uma vida mais santa e desejo de estar mais perto do Senhor.

A Segunda Vinda de Cristo é um evento a ser realizado em duas fases. A primeira é o arrebatamento da Igreja, antes da Grande Tribulação (1Ts 1.10; 5.9), momento este em que nós, “os que ficarmos vivos, seremos arrebatados” (1Ts 4.17); a segunda fase é a sua vinda em glória, depois da Grande Tribulação e visível aos olhos humanos: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá [...]” (Ap 1.7). Nessa vinda gloriosa, Jesus retornará com os santos arrebatados da terra: “na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os seus santos” (SOARES, 2017, pp. 185,186 – grifo nosso). Vejamos: 

1.1 A primeira fase da segunda vinda. Esta fase destina-se à Igreja e será invisível, e é chamada de “encontro” ou “arrebatamento”(1Ts 4.17). Nesta ocasião ocorrerá a ressurreição dos que morreram em Cristo (1Ts 4.16); os crentes vivos serão transformados. Seus corpos se revestirão de imortalidade (1Co 15.51,53) e tanto os crentes ressurretos como os que foram transformados, serão arrebatados para encontrar-se com Cristo nos ares (1Ts 4.17). A palavra arrebatamento deriva da palavra no grego “harpazo” e significa: “raptar”, “levar com ímpeto”, “arrancar”, “resgatar”, “tirar”, “retirar um objeto com força e rapidez inesperada” (VINE, 2002, p. 862). 

1.2 A segunda fase da segunda vinda. Esta fase acontecerá sete anos depois do arrebatamento, ou seja, após a Grande Tribulação. O regresso de Cristo, desta vez, será visível e glorioso e todos verão a Jesus (Zc 12.10; 13.1,2; 14.3,4; Mt 24.30; 26.64; Ap 1.7). Seu primeiro toque a este mundo será no Monte das Oliveiras, como está escrito pelo profeta Zacarias (14.14) e Cristo virá acompanhado com os seus santos e com os anjos (Mt 25.31; Ap 19.11-16). 

II – A IMPORTÂNCIA DA DOUTRINA DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO 

A Segunda Vinda de Jesus se dará em duas etapas, separadas por um período de 7 anos. Esse período lá no céu é conhecido como as“Bodas do Cordeiro”, enquanto aqui na Terra ocorrerá a “Grande Tribulação”. O Arrebatamento pré- tribulacional ensina que, antes do período de sete anos conhecido como Grande Tribulação, todos os membros do corpo de Cristo (tanto os vivos quanto os mortos) serão arrebatados nos ares para o encontro com Jesus Cristo rumo aos céu. 

2.1 Sua preeminência nas Escrituras. Só NT se refere de maneira direta ao segundo advento de Cristo, mais de 300 vezes. Um em cada vinte e cinco versículos do NT trata da Segunda Vinda de Jesus. Paulo refere-se ao evento umas 50 vezes. Alguém já disse que a segunda vinda é mencionada oito vezes mais do que a primeira. Epístolas inteiras (1 e 2 Tessalonicenses) e capítulos inteiros (Mateus 24 e Marcos 13) são dedicados ao assunto (THIESSEN, 2006, p. 317). 

2.2 É uma chave para a compreensão das Escrituras. A doutrina bíblica, como um todo seria simplesmente ininteligível, caso fosse estudada separadamente das promessas referentes à Segunda Vinda de Cristo. Muitas tipos das Escrituras perdem seus aspectos mais atraentes se não forem vistos à luz da volta de Cristo (At 3.19-24; Mt 16.27; Jo 14.3; Tg 5.8; Hb 10.37) (THIESSEN, 2006, p. 317). 

2.3 É a esperança da Igreja. Paulo fala do retorno de Cristo como a esperança da Igreja. Ao contrário duma esperança escapista, a esperança da Igreja quanto à volta de Jesus, é o testemunho altaneiro (que permanece nas alturas) de que o nosso porvir jaz além dos limites das esperanças e possibilidades deste mundo divorciado de Deus. Este será: pessoal e corporal (At 1.11); visível (Ap 1.7; Mt 24.26 e 27; 1 Jo3. 2,3); e, iminente (Lc 21.28). 

2.4 É incentivo para o viver cristão. A vinda do Senhor é nos apresentada como a grande esperança da Igreja (At 23.6; 26.6-8; Rm 8.20,25; 1Co 15.19; Gl 5.5; Tt 2.13; 1Pd 1.2,3; 2Pd 3.9-13). 

III – CARACTERÍSTICAS DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO 

3.1 Antes do Arrebatamento. Ninguém sabe o dia do Arrebatamento da Igreja, só é possível saber que o evento é iminente, pois os sinais se identificam no decorrer da história. Lembremos sempre das palavras de Jesus: Não vos pertence saber os tempos ou épocas que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder” (At 1.7). O arrebatamento da Igreja reunirá os que morreram em Cristo e permaneceram fiéis até a morte (Ap 2.10; 1Ts 5.23; 1Ts 4.13). Vejamos alguns sinais que antecedem o Arrebatamento: 

  • O aparecimento dos falsos “Cristos” (Mt 24.5; Mc 13.6; Lc 21.8);
  • O aparecimento de nação contra nação (Mt 24.7; Mc 13.8; Lc 21.10); 
  • O aumento de fomes e grandes misérias (Mt 24.7; Mc 13.8; Lc 21.11); 
  • O aumento de guerras e rumores de guerras (Mt 24.6; Mc 13.7; Lc 21.9); 
  • O aumento de terremotos (Mt 24.7; Mc 13.8; Lc 21.11); 
    . É preciso distinguir os dois momentos da vinda de Jesus: o Arrebatamento (nos ares de maneira invisível), para a noiva e a Vinda em Glória (à Terra de maneira visível), com a esposa (Ap 19.7). Vejamos as seguintes diferenças: 

ARREBATAMENTO DA IGREJA x SEGUNDA VINDA DE JESUS EM GLÓRIA 

Será antes da Tribulação (1Ts 5.9; Ap 3.10); 

Será depois da Tribulação (Ap 6-19); 

O Senhor vem para a Igreja (Jo 14.2,3); 

O Senhor vem com a Igreja (Jd 14; Zc 14.5); 

A igreja encontrará o Senhor nos ares (1Ts 4.17; Tt 2.14); 

A igreja retornará com o Senhor à terra (Zc 14.4,5; Ap 19.14); 

Ninguém sabe o dia (Mc 13.32; 1Co 15.50-54); 

Se sabe o dia pois, ocorrerá 7 anos após o rápito (Ap 19.11-16); 

Será invisível secreto (1Co 15.52); 

Será visível público (Mt 24.29-30; Lc 21.25-28; Ap 1.7); 

Será um ato de libertação (1Ts 4.13-17; 5:9); 

Será um ato de julgamento (Mt 24.40-41); 

O Senhor virá para libertar a Igreja (1Ts 1.10); 

O Senhor virá para libertar Israel (Sl 6.1-4; Zc 12.6-14; 14.1-11); 

O Senhor reunirá os seus santos (1Ts 4.15-18; 2 Ts 2.1); 

Os seus anjos reunirão os remanescentes de Israel (Mt 24.30,31); 

CONCLUSÃO 

O crente salvo jamais duvida da vinda de Cristo, mas vive a convicção que Jesus vem realmente, a convicção de que Ele vem breve e a convicção de estarmos preparados para o Dia de sua Vinda. Não basta crer que Jesus vem, é preciso crer que Jesus vem breve, para não cair no erro do servo mau, mencionado por Jesus (cf. Mt.24:48-51). O servo mau sabia que tinha um senhor e que ele viria, mas, imaginou que demoraria para vir: “porém, se aquele mau servo disser consigo: o meu senhor tarde virá, e começar a espancar os seus conservos, e a comer, e a beber com os bêbados”. Acontece que seu senhor veio mais cedo do que ele havia pensado e as consequências foram drásticas; ele pagou pela negligência. Portanto, é preciso crer que Jesus vem breve para não cair no erro dos escarnecedores que diziam: “…Onde está a promessa da Sua Vinda?”. É preciso crer que Jesus vem breve, e que o dia pode ser hoje, que o momento pode ser agora e que precisamos também dizer: “…ora vem, Senhor Jesus!”(Ap.22:20).

Concluímos esta lição, entendendo que diante dessa gloriosa promessa, da volta do Senhor Jesus em glória, devemos estar vigilantes, vivendo em santidade, esperando o arrebatamento da Igreja para podermos participar deste dia em que estaremos com o Senhor em seu segundo retorno a esta terra, com corpos transformados definitivamente livres de todo sofrimento onde estaremos para sempre com o Senhor em seu Reino Eterno. 

REFERÊNCIAS 

    • GILBERTO, et al. Teologia Sistemática Pentecostal. CPAD. 
    • LAHAYE, T. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. CPAD.
    • RENOVATO, Elinaldo. O Final de Todas as Coisas. CPAD. 
    • SILVA, E. S. da. Declaração de Fé das Assembleias de Deus. CPAD. 
    • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD. 

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