23 de agosto de 2017
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

09/06/2017

LIÇÃO 11 – MARIA, MÃE DE JESUS - UMA SERVA HUMILDE.

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira


(Lc 1.46-49) 

INTRODUÇÃO 

Na sequência do estudo de personagens bíblicas que nos ensinam o caráter do cristão, estudaremos Maria, a mulher designada por Deus, para gerar, pelo Espírito Santo, o Filho de Deus, o Messias, aquele que veio ao mundo para salvar a humanidade perdida. Ela era muito jovem quando recebeu tão nobre missão, porém ela se colocou submissa à vontade divina, mostrando o quanto confiava e amava o Senhor. Ela não arrazoou o que poderia acontecer com sua reputação, haja vista que estava desposada com José, mas se entregou totalmente ao plano de Deus Pai. Foi uma mãe exemplar, desde a concepção até a morte de Jesus Cristo. Sua missão foi ímpar e singular na história das mulheres. O seu caráter humilde e submisso tem muito a ensinar o povo de Deus da Nova Aliança.

Vejamos então, alguns aspectos do caráter de Maria mãe de Jesus;  algumas virtudes morais desta jovem que foi escolhida por Deus para ser o invólucro onde milagrosamente, pela ação do Espírito Santo, conceberia o Messias; e por fim, estudaremos também suas qualidades espirituais como exemplo para todos nós. 

I – INFORMAÇÕES SOBRE MARIA MÃE DE JESUS 

Maria era uma jovem desconhecida que se tornou mulher de José e mãe de Jesus, e, ao que parece, ambos eram pobres (Lv 12.1-8; Lc 2.21-24). Pouco se sabe da sua vida pessoal, e sua genealogia é mostrada no Evangelho de Lucas. Era da tribo de Judá e da linhagem de Davi (2Sm 7.12; 1Rs 8.25; Sl 132:11; Lc 1.32). Enquanto morava com os seus pais ainda solteira, o anjo Gabriel anunciou-lhe que ela seria a mãe do Messias prometido (Lc 1.35). Era de Nazaré uma cidade da Galileia um lugar sem grande importância no contexto político e geográfico de Israel (Jo 1.46). Vejamos algumas informações sobre Maria: 

1.1 Uma jovem de linhagem real. Mateus registra a genealogia de Jesus dizendo: “Livro da geração de Jesus Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão [...]” (Mt 1.1,6). Essa é a ponta inicial da linhagem real que vincula Maria a Davi. Os judeus tinham consciência de que o Cristo viria da descendência de Davi (Jo 7.41,42). Paulo citou que Jesus “[...] nasceu da descendência de Davi segundo a carne” (Rm 1.3; Gl 4.4; 2Tm 2.8). Assim sendo, como Jesus nasceu do ventre de Maria, ela era da descendência de Davi (LIMA, 2017, p. 115). Em Mateus são citados os antepassados de José, enquanto em Lucas são dados os dos antepassados de Maria. Tanto Maria como José eram descendentes de Davi e a prova disso é que ambos, quando do edito de César para o recenseamento foram se registrar em Belém, cidade de Davi. Ora, se Maria não fosse descendente de Davi, ela teria tido que se recensear em outra cidade.“E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus [...]” (Mt 1.16). 

1.2 Uma jovem humilde. Maria era desconhecida e a respeito dela, o texto bíblico traz poucas informações. Os nomes de seus pais não são registrados na Bíblia, o que comprova sua origem humilde e sem influência na sociedade onde vivia (LIMA, 2017, p. 113). Maria “bendita [...] entre as mulheres” (Lc 1.42), nunca reivindicou glória para si e nem para seu nome. Muito pelo contrário, ela considerou-se “serva” e também carente de salvação (Lc 1.47). Ao receber a mensagem do nascimento de Jesus, ela exclamou: “[...] Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1.38). Nas páginas do NT humildade é o termo “tapeinos” que significa: “ausência completa de orgulho, rebaixamento voluntário por um sentimento de fraqueza ou respeito, modéstia, pobreza”. É o mesmo que ausência de orgulho, soberba ou vaidade (Mt 11.29; Lc 1.52; Rm 12.16; 2Co 7.6; Tg 4.6; 1Pe 5.5). Deus: “dá graça aos humildes” (Tg 4.6; 1Pe 5.5), e “eleva os humildes” (SI 147.6). 

1.3 Uma jovem escolhida. Maria foi a única mulher no mundo que teve uma concepção que não envolveu a semente do homem contaminada pelo pecado, protagonizando assim o papel mais importante que uma mulher poderia receber em toda a sua vida (Mt 1.20; Lc 1.31,34; ver Is 7.14; 9.6). Foi uma missão singular e única na história das mulheres em todos os tempos (Lc 1.42). Ela recebeu a missão de ser mãe de Jesus, o Verbo que “se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). Em seu ventre, ela acolheu, de forma singular, aquele que veio ao mundo para salvar a humanidade perdida. Ela não foi concebida sem pecado, como ensina o catolicismo romano, mas concebeu Jesus sem pecado, por ter sido gerado pelo Espírito Santo, e não pelo processo natural (LIMA, 2017, p. 115). 

1.4 Uma jovem serva. Maria, uma mulher voluntária para Deus: “Disse então Maria. Eis aqui a serva do Senhor [...]” (Lc 1.38- a). O anjo chamou Maria de “favorecida”, porém, ela preferiu um termo bem mais humilde de “serva”. Ela se entrega por completo sem reservas ao Senhor, estava pronta a obedecer e oferecer sua vida, seu ventre, sua alma e seus sonhos a Deus. Ela estava disponível para Deus e estava pronta a sofrer os riscos, a desistir dos seus anseios em favor dos propósitos do Senhor. A palavra servo no grego é “doulos” que denota um “servidor, escravo, criado” (VINE, 2002, p. 991). 

1.5 Uma jovem corajosa. " disposta a correr riscos para fazer a vontade de Deus(Lc.1:38) – “…cumpra-se em mim segundo a tua palavra”. Para fazer a vontade de Deus há um preço a cumprir. Sempre foi assim ao longo da história da Igreja àqueles que ergueram a bandeira de obediência ao Senhor Deus. Maria arriscou tremendo reveses em sua vida quando se propôs em fazer a vontade de Deus: ser a mãe do Salvador do mundo, o Messias.

a) Risco de ser censurada pelo povo.Ao aparecer grávida na cidade de Nazaré, Maria estava exposta às mais aviltantes censuras, haja vista que o anjo apareceu somente a ela, e não ao povo de um modo geral. Imagine explicar uma gravidez, não explicável, para sua família, para os seus vizinhos! Maria passou um tempo da sua vida sob uma nuvem de suspeita por parte da família e do povo de sua cidade.

b) Risco de ser abandonada pelo seu noivo, José, por não acreditar em sua gravidez milagrosa. Já que assumiu o compromisso de obedecer a Deus, como enfrentar o homem que o amava e lhe dizer que estava grávida, e que ele não seria o pai? Certamente, não foi fácil! Mas ela estava disposta a sofrer o desprezo e a solidão. Na verdade, José não acreditou em Maria, por isso resolveu abandoná-la (Mt.1:19). Mas, o anjo apareceu a ele e lhe contou a verdade e ele creu na mensagem do anjo e nas palavras de Maria (Mt.1:20). A Bíblia não registra nenhuma palavra direta de José. Ele simplesmente obedeceu.

c) Risco de ser apedrejada em público. O risco de Maria ser apedrejada era enorme, pois esse era o castigo para uma mulher adúltera. Como ela já estava comprometida com José (Mt.1:19), ele poderia, com base nos ditames da Lei Mosaica, mandar apedrejá-la. A Lei era enfática: “Se houver moça virgem desposada e um homem a achar na cidade, e se deitar com ela, trareis ambos à porta daquela cidade, e os apedrejareis até que morram: a moça, porquanto não gritou na cidade, e o homem, porquanto humilhou a mulher do seu próximo. Assim exterminarás o mal do meio de ti” (Dt.22:23,24).

Percebe-se, então, que Maria dispôs-se a pagar um alto preço por sua obediência ao projeto de Deus. Maria era uma jovem pobre, agora grávida, com o risco de ser abandonada pelo noivo e apedrejada pelo povo. Mas, ela não abre mão de ir até o fim, de lutar até a morte, de sofrer todas as estigmatizações possíveis para cumprir o projeto de Deus.

Maria foi uma mulher obediente e disposta a correr riscos para fazer a vontade de Deus: “[...] cumpra-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1.38-b). Percebe-se que ela dispôs-se a pagar um alto preço por sua obediência ao projeto de Deus. Era uma jovem agora grávida, com o risco de ser abandonada pelo noivo e apedrejada pelo povo, mas ela não abriu mão de ir até o fim, de lutar até a morte, de sofrer todas as estigmatizações possíveis para cumprir o projeto de Deus. Entre os judeus daquela época, o noivado era um compromisso tão sério quanto o casamento e só podia ser rompido pelo divórcio. Na verdade, o homem e a mulher eram chamados de “esposo” e “esposa”, mesmo antes de se casarem (Mt 1.19; Lc 2.5). O risco de ser apedrejada era enorme, pois esse era o castigo para uma mulher adúltera, como ela já estava comprometida com José (Mt 1.19), ele poderia, com base nos ditames da Lei mosaica, mandar apedrejá-la (Dt 22.22-24). 

II - QUALIDADES MORAIS DE MARIA MÃE DE JESUS 

Maria foi escolhida para ser mãe do Salvador, antes de tudo, por decisão divina, mas também, sem dúvida alguma, por suas qualidades morais. Gardner (2005, p. 435) diz que “Maria, mãe de Jesus, é uma das figuras mais proeminentes da Bíblia. Sua vida foi caracterizada pela fé, humildade e obediência à vontade de Deus. Ela também ocupa uma posição única na história humana [...]”. Uma vez que as moças judias se casavam muito jovens, é bem provável que Maria fosse uma jovem 

quando recebeu a notícia do anjo (WIERSBE, 2010, p. 221). Podemos destacar qualidades dignas daquela jovem sobre quem Deus pôs seus olhos. Vejamos algumas características morais de Maria: 

2.1 Era casta. Gabriel, o mensageiro celeste, foi enviado especialmente da parte de Deus à cidade de Nazaré: “a uma virgem”, cujo nome era Maria (Lc 1.26,27; Mt 1.23). A virgindade de uma jovem tem um valor de grande significado espiritual e moral. Falando sobre a glória de Jerusalém, o Senhor diz que: “como o jovem se casa com a donzela (solteira, virgem pura), assim teus filhos se casarão comigo [...]” (Is 62.5 – acréscimo nosso). Maria era desposada (ou noiva) com José, o carpinteiro, mas mantinha-se pura em seu estado moral. José não teve relações sexuais com Maria antes de ela dar à luz a Jesus (Mt 1.25). Sua castidade era indispensável para o cumprimento da profecia (Is 7.14; Mt 1.22,23). Tratando sobre a importância da pureza sexual Paulo fala da preparação da Igreja por Cristo como: “uma virgem pura a um marido” (2Co 11.2). 

2.2 Era honrada. Maria foi grandemente honrada recebendo a visita de um anjo (Lc 1.26,27). A jovem de Nazaré jamais imaginara que estaria sendo observada dos céus pelo Senhor e Criador do Universo: “E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada [...]” (Lc 1.28-a). O termo “agraciada” quer dizer que ela foi “honrada por Deus”. O Senhor sempre procura pessoas assim: simples, humildes, despretensiosas, despojadas de ambições carnais para honrá-las. Cheia do Espírito Santo, Isabel a chamou de “a mãe do meu Senhor” (Lc 1.43), o que é motivo suficiente para mostrar sua honra. 

2.3 Era uma mãe amorosa. Mateus 1.25, falando de José, declara: “E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus.” A palavra “até” claramente indica que José e Maria só tiveram união sexual após o nascimento de Jesus. Tiveram vários filhos depois que Jesus nasceu (Mt 13.55,56). Deus abençoou e agraciou Maria dando a ela vários filhos, o que naquela cultura era a mais clara indicação de que Deus estava abençoando uma mulher. Jesus como filho de Maria, seria humano; como Filho do Altíssimo (Lc 1.32), seria o Filho de Deus (Lc 1.35). O texto de Lucas (3.39-45) mostra seu cuidado amoroso com seu querido filho quando ainda adolescente, e o texto de João revela o seu amor estando ao lado dele na cruz do Calvário (Jo 19.25-27). 

III - QUALIDADES ESPIRITUAIS DE MARIA MÃE DE JESUS 

3.1 Uma jovem crente. Em seu cântico de exaltação a Deus (Lc 1:46-56; ver 1Sm 2.1-10). Maria demonstrou ter consciência de sua condição humana pecadora e imperfeita e tendo necessidade de salvação. Ela cantou jubilosa e reverente, demonstrando como se sentia diante de Deus e por ter sido escolhida para tão grande missão: “Disse, então, Maria: A minha alma engrandece ao Senhor[...]” (Lc 1.46,47). Maria reconheceu que precisava ser salva, que ela precisava de Deus como seu Salvador: “e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador”. Maria era uma pecadora como todos nós e que precisou de salvador. 

3.2 Uma jovem de fé. Maria sabia o que aconteceria, mas não sabia como seria. Sua pergunta: “Como se fará isso, visto que não conheço varão?” (Lc 1.34) não é um sinal de incredulidade; antes, é uma expressão de fé. Ela creu na promessa, mas não entendeu como se cumpriria, e Gabriel explicou que seria um milagre, uma obra do Espírito Santo. José, seu noivo, não seria o pai da criança (Mt 1.18-25), mesmo que, posteriormente, Jesus fosse identificado em termos legais como seu filho (Lc 3.23; 4.22; Jo 1.45; 6.42). Em segundo lugar, Gabriel fez questão de ressaltar que o bebê seria um “ente santo” e não compartilharia da natureza humana pecaminosa. Jesus não conheceu pecado (2Co 5.21), não cometeu pecado (1Pe 2.22), e nele não existe pecado (1Jo 3.5). Seu corpo foi preparado pelo Espírito de Deus (Sl 40.6; Hb 10.5). 

3.3 Uma jovem cheia do Espírito Santo. Não temos dúvida de que Maria era uma jovem dedicada a Deus (Lc 1.35; Mt 1.20); cremos que ela estava em comunhão com o Senhor e desenvolvia uma vida devocional intensa e amorosa: “[...] o Senhor é contigo [...]” (Lc 1.28-b). Essa expressão foi usada por Deus para outros instrumentos escolhidos por Ele como: Josué (Js 1.9); Gideão (Jz 6.12) e Israel (Is 41.10-a). 

3.4 Era uma jovem adoradora. Sua alegria levou-a a entoar um cântico de louvor e adoração. Esse cântico é chamado de “Magnificat”, pois é a versão em latim de Lucas 1.46 que diz: “A minha alma engrandece ao Senhor”. Seu maior desejo era engrandecer ao Senhor, não a si mesma. O canto de Maria contém citações e referências das Escrituras do AT especialmente dos Salmos e do cântico de Ana em 1 Samuel 2.1-10. Maria guardou a Palavra de Deus em seu coração e a transformou em louvor. 

3.5 Uma jovem bendita. Quem imaginaria que uma jovem de Nazaré, pobre, desconhecida, de família tão humilde, que sequer os nomes de seus pais são mencionados fosse a escolhida por Deus para ser a mulher que acolheria em seu ventre o Salvador do mundo. Dias depois, ao visitar Isabel, sua prima, que também estava grávida, ela ouviu-a dizer: “Bem-aventurada a que creu [...]” (Lc 1.45-a). O anjo declarou: “[...] bendita és tu entre as mulheres” (Lc 1.28-c). 

3.6 Uma jovem favorecida. Maria sentiu temor em seu coração por não entender como poderia ela ouvir coisas tão elevadas a seu respeito: “E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras e considerava que saudação seria esta” (Lc 1.29). Era a reação natural de uma moça que nunca tivera experiência tão profunda em sua vida de comunhão com Deus:“Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus [...]” (Lc 1.30). 

CONCLUSÃO 

Honremos a Maria, como um exemplo de mulher que tudo enfrentou para fazer a vontade de Deus. Tenhamos a sua disposição para cumprir, em nós, a vontade de Deus e procuremos servir a Jesus para participarmos daquela reunião em que ela, certamente com os demais salvos, encontrará com o seu Senhor nos ares (1Ts.4:17). Se é para obedecermos ao que Maria disse, sigamos o seu único mandamento registrado na Bíblia Sagrada: “fazei tudo quanto ele vos disser” (João 2:5). Devemos, sim, fazer tudo o que Jesus nos disser, pois “…em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At.4:12).

Aprendemos com a história de Maria mãe de Jesus, que devemos servir a Deus com todas as nossas forças e sermos fiéis e verdadeiros adoradores, pois assim, Deus, fará o milagre que precisamos. 

REFERÊNCIAS 
  • CHAMPLIN, R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. HAGNOS.
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
  • WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo do Antigo Testamento. PDF. 

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